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·3. Juli 2026

<i>É pena não ser futebol australiano...</i>

Artikelbild:<i>É pena não ser futebol australiano...</i>

Caro leitor, se estivéssemos a falar de futebol australiano e não de futebol, talvez a história fosse diferente. Afinal de contas, a Austrália desperdiçou dois penáltis no momento decisivo, e logo de uma forma que seria sinónimo de sucesso no seu futebol: um embateu na barra e outro sobrevoou largamente a baliza, num retrato perfeito de uma série de grandes penalidades que acabou por sorrir ao Egito

Os africanos asseguraram assim a qualificação para os oitavos de final do Mundial 2026 ao derrotarem a Austrália nas grandes penalidades por (1-1 2-4 g.p.), depois de um empate a um golo no final dos 120 minutos. Num duelo disputado até ao limite, os egípcios mostraram mais sangue-frio na decisão da marca dos onze metros e confirmaram a passagem à fase seguinte da competição.


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Um aviso australiano, um golo egípcio

A equipa egípcia entrou melhor na partida e assumiu o controlo durante grande parte da primeira parte. Ainda assim, a primeira oportunidade de perigo pertenceu à Austrália. Cristian Volpato recebeu a bola no meio-campo ofensivo, enquadrou-se com a baliza e, com um remate potente de longa distância, acertou na barra, deixando em sentido a defensiva africana.

Apesar do susto, o Egito conseguiu traduzir a superioridade em vantagem no marcador. Na sequência de um livre indireto, a bola sobrou para Karim Hafez, que a colocou na área. Emam Ashour apareceu perto do segundo poste para, de cabeça, inaugurar o marcador e colocar a seleção africana mais perto da qualificação.

Após o golo, o ritmo do encontro diminuiu. A seleção orientada por Tony Popovic revelou dificuldades em reagir à desvantagem e criou poucas situações capazes de incomodar a organização defensiva egípcia. Notou-se claramente a dificuldade em construir a partir de trás e também a dificuldade de lidar com a pressão constante do Egito.

Mais confortável com bola e eficaz nas transições, o Egito conseguiu controlar as operações até ao intervalo; no entanto sem qualquer perigo criado – fora o golo.

O autogolo que mudou tudo

A pausa do intervalo fez bem à formação da Austrália.  Os socceroos regressaram dos balneários com maior intensidade, assumiram a posse de bola e instalaram-se no meio-campo adversário.   A primeira ocasião voltou a pertencer ao Egito, logo no primeiro minuto após o reatamento, Omar Marmoush desmarcou-se da melhor forma e rematou rasteiro muito perto do poste da baliza australiana, ficando a centímetros de ampliar a vantagem.

Apesar desse aviso, a Austrália continuou por cima da partida. A pressão exercida sobre a defensiva africana acabou por dar frutos quando Mohamed Hany introduziu a bola na própria baliza. Na sequência de um livre lateral cobrado para a área, o defesa egípcio desviou a bola para o fundo das redes, restabelecendo a igualdade e relançando a discussão da eliminatória. 

O empate trouxe ainda mais intensidade ao encontro, mas nenhuma das equipas conseguiu encontrar espaços para desfazer a igualdade. A partida tornou-se cada vez mais disputada e física, com muitos duelos a meio-campo e poucas oportunidades flagrantes de golo. Durante grande parte do encontro, tanto Patrick Beach como Mostafa Shobeir foram meros espetadores, raramente chamados a intervir.

Já nos minutos finais, porém, o Egito voltou a crescer na partida e esteve muito perto de evitar o prolongamento. Na sequência de um excelente cruzamento de Mohamed Salah, Ramy Rabia apareceu solto na área e cabeceou à queima-roupa, mas Patrick Beach respondeu com uma defesa de enorme nível, mantendo a Austrália em jogo e levando a decisão para o prolongamento.

Beach adiou o inevitável

No prolongamento, só houve uma equipa verdadeiramente empenhada em chegar à vitória: o Egito. A formação africana assumiu por completo o controlo da partida, instalou-se no meio-campo australiano e conseguiu chegar com frequência ao último terço. No entanto, a falta de eficácia na finalização e a boa organização defensiva dos kangaroos impediram os egípcios de resolver a eliminatória antes da decisão por grandes penalidades.

Na marca dos onze metros, o Egito voltou a revelar maior serenidade. A seleção africana converteu quatro das suas cinco tentativas - Mathew Ryan, guarda-redes que foi lançado de propósito para este momento não fez qualquer defesa -, enquanto a Austrália desperdiçou dois penáltis, permitindo aos faraós vencerem por 2-4 e carimbarem a qualificação para os quartos de final do Campeonato do Mundo.

Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação

Harry Souttar (Austrália): Exibição muito competente do central australiano, que liderou a linha defensiva com autoridade. Dominou no jogo aéreo, mostrou qualidade no posicionamento e foi decisivo para manter a Austrália em jogo quando o Egito assumiu o controlo da partida. No entanto, pecou no momento de maior pressão ao falhar a grande penalidade que complicou as contas da Austrália.

Emam Ashour (Egipto): O melhor elemento do ataque egípcio. Inaugurou o marcador com um cabeceamento oportuno e foi uma ameaça permanente à defesa australiana, combinando qualidade técnica com grande disponibilidade física. Terminou a partida como um dos principais responsáveis pelo apuramento dos "Faraós".

Haissem Hassan (Egipto): Entrou a meio da segunda parte, contudo foi um dos grandes desequilibradores da seleção egípcia. Sempre inconformado, criou sucessivos problemas à defensiva australiana com a sua velocidade e qualidade técnica, sendo uma das principais armas ofensivas do Egito após a entrada em campo.

O árbitro

Exibição segura de Gustavo Tejera num encontro intenso e muito disputado. O árbitro uruguaio manteve o controlo da partida e adotou um critério disciplinar coerente, embora pudesse ter recorrido aos cartões mais cedo para travar algumas entradas mais duras. Ainda assim, não cometeu erros de relevo nem teve qualquer influência no desfecho da eliminatória.

Incidentes: O filme do jogo

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Onze do Austrália:

Patrick Beach, Lucas Herrington, Harry Souttar, Alessandro Circati, Jordan Bos, Aziz Behich, Aiden O’Neill, Connor Metcalfe, Jackson Irvine, Cristian Volpato, Nestory Irankunda

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Onze do Egipto:

Mostafa Shobeir, Mohamed Hany, Ramy Rabia, Yasser Ibrahim, Karim Hafez, Marwan Attia, Hamdy Fathy, Emam Ashour, Mohamed Salah, Omar Marmoush, Mostafa Zico

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Altura de ouvir os hinos: comecemos pela Austrália

1':

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Começou a partida! Rola a bola

5':

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Austrália: Cristian Volpato

recebe a bola no meio campo ofensico e num excelente remate do meio rua atira à barra da baliza egípcia.

7':

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O Egito, nestes primeiros minutos, começou por ditar o ritmo de jogo, com mais posse de bola, no entanto a seleção australiana foi a primeira a criar grande perigo no primeiro remate do jogo.

11':

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GOLO Egito! Emam Ashour marca

Emam Ashour marca o seu 2º golo na prova (4 jogos)

No seguimento de uma livre marcado indiretamente, a bola acabou por sobrar para Karim Hafez, que num belo cruzamento encontra Emam Ashour e de cabeça faz o primeiro do encontro. Egito em vantagem na partida.

21':

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As equipas não se querem precipitar, no entanto o Egito está na frente e a seleção australiana precisa de arriscar mais e correr atrás do resultado.

23':

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Pausa para hidratação

25':

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Segue jogo

45 +7':

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Estão finalizados os primeiros 45 minutos. O Egito começou melhor no encontro, a conseguir ditar o ritmo de jogo, e a conseguir ter bola no meio campo ofensivo. Apesar da equipa africana estar por cima do jogo, foi Cristian Volpato a criar o único lance de perigo da Austrália e o primeiro do jogo. O golo egípcio acabou por surgir ao minuto 11 e a partir daí o jogo quebrou com vários lances criados para ambas as equipas, mas sem criar grande alarme. A equipa australiana demonstrou dificuldades na construção de jogo e pouco critério em transições ofensivas. Tudo em aberto para o segundo tempo!

46':

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Egipto: Omar Marmoush

a desmarcar-se bem entre a linha defensiva depois de uma passe de Mostafa Zico, mas atira ao lado muito perto do poste da baliza australiana.

54':

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GOLO Austrália: Mohamed Hany marca na própria baliza!

Está estabelecido o empate depois de um livre junto ao lado esquerdo da grande área. Uma bola bem colocada por parte de Aiden O´neil acabou por sofrer desvio no jogador africano e entrou na baliza egípcia.

63':

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O jogo está muito mais equilibrado, com a seleção australia a ter algo mais a dizer. O Egito sentiu este golo sofrido e nota-se a falta de critério na última decisão, com muita pressa para por a bola o mais próximo da baliza possível.

68':

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Pausa para hidratação

70':

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Segue jogo

90 +3':

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Egipto: Ramy Rabia

Num grande cruzamento para área de Mohamed Salah, encontra o central egípcio que cabeceia para uma enorme defesa à queima roupa do guarda-redes australiano.

93':

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Egipto: Mohamed Salah

rematou por cima com o seu pior pé, aproveitando o ressalto de Omar Marmoush

121':

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Harry Souttar falhou a grande penalidade! Atirou muito por cima da barra.

121':

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Mahmoud Saber converteu com sucesso a grande penalidade!

121':

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Jackson Irvine converteu com sucesso a grande penalidade!

121':

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Ramy Rabia converteu com sucesso a grande penalidade!

121':

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Awer Mabil converteu com sucesso a grande penalidade!

121':

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Mohamed Salah converteu com sucesso a grande penalidade!

121':

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Lucas Herrington falhou a grande penalidade! Atirou à barra!

121':

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Hossam Abdelmaguid converteu com sucesso a grande penalidade!

121':

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O árbitro apita para o final da partida

121':

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Depois de uma primeira parte de sentido único, o Egito entrou na segunda parte demasiado tranquilo e a Austrália aproveitou. Cresceram no jogo e chegaram mesmo ao empate. Já perto do apito final, a formação orientada por Tony Popovic guardou a baliza com o autocarro e sofreu uma pressão constante do Egito. Valeu a boa defesa de Patrick Beach que levou o jogo para prolongamento. Na meio hora adicional, só se viu uma equipa em campo. Os egípcios dominaram por completo e demonstraram que não queriam que a decisão fosse a grandes penalidades. No entanto a falta de eficácia foi clara e no fim valeu os pénaltis falhados. O Egito está nos oitavos de final.

Melhor em campo:

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Emam Ashour (EGY) foi, para a redação do

zerozero

, o melhor jogador em campo.

Melhor em campo:

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Emam Ashour (EGY) foi, para a redação do

zerozero

, o melhor jogador em campo. Marcou o único golo do Egito e mostrou-se uma ameaça constante para a defensiva australiana. O médio somou mais uma boa exibição e cumpriu 120 minutos em campo.

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