Leonino
·18. März 2026
Jogo "perfeito", respeito e Gyokeres: Tudo o que disse Rui Borges após o Bodø/Glimt - Sporting

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·18. März 2026

Após a remontada épica e vitória diante do Bodø/Glimt, por 5-0, Rui Borges, treinador do Sporting, fez a leitura ao encontro em conferência de imprensa. O técnico dos leões não mostrou piedade aos jornalistas, elogiou um "jogo perfeito" e falou sobre o reencontro com Viktor Gyokeres. Confira tudo o que disse.
O que sente neste momento?
"Esperava ver mais jornalistas aqui, depois desta vitória épica do Sporting. Acredito que, se não tivéssemos passado, estariam mais. É uma vitória na qual acreditava muito. Disse-o no fim do jogo em Bodo, apesar de um jogo menos conseguido da nossa parte. Disse que nós estávamos dentro da eliminatória. Estava difícil, mas íamos tentar fazer algo extraordinário. E foi isso que os jogadores fizeram: acreditaram, perceberam no fim do jogo aquilo de que não fomos capazes individualmente, coletivamente, falámos, observámos, percebemos o que é que poderíamos fazer melhor, o que poderia fazer com que fizéssemos uma noite histórica.... E foi isso que aconteceu. É algo que acrescenta mais à história do Sporting"
Jogo para a história
"É isso que me deixa feliz: continuar a marcar a história do Sporting de forma positiva. Os jogadores também merecem; mais do que ninguém, merecem esta vitória. Merecem ser exaltados por fazerem algo extraordinário, algo diferente, algo que vai marcar a história não só nossa, mas do futebol europeu também. Não foram muitas as equipas que conseguiram isto e nós estamos nesse quadro. Continuem a dizer que o treinador é fraco para o Sporting, que o treinador não tem capacidade para o Sporting. Mas esquecem-se que o treinador é campeão nacional e merece mais respeito. Não eramos os piores do mundo quando perdemos em Bodo. E, mesmo que hoje não passássemos, não era um jogo apenas que iria dizer aquilo que é a equipa do Sporting. Eles merecem muito mais respeito"
Revoltado por tudo aquilo que se tem passado à sua volta?
"Sou tudo menos revoltado, sou muito positivo, desde nascença, felizmente. E este jogo hoje é demonstrativo disso. E por ser tão positivo é que achava que tínhamos de passar por aquele 3-0 e se estamos aqui a disputar este jogo, se temos a felicidade de o disputar mesmo depois de termos perdido 3-0, é porque sabia que se havia equipa que era capaz de fazer a reviravolta era a nossa. Aqueles que duvidam vão continuar a duvidar. Mas continuem a duvidar. Quanto mais duvidam, mais eu ganho e mais o meu trajeto fala por mim e o meu trabalho. Não sou de estatutos, sou de trabalho, e vou continuar a ser assim"
Até onde é que pode chegar esta equipa do Sporting nesta competição? Preparado para reencontrar Gyokeres?
"Quanto até onde podemos ir: é continuar a sonhar e acreditar naquilo que poderemos ser capazes, independentemente do adversário. Voltámos a ficar nos oito melhores da Europa e isso para mim é o que me deixa mais feliz, independentemente do adversário que apanharmos e daquilo que acontecerá para a frente. Em relação ao Viktor [Gyokeres], será sempre um gosto encontrar o Viktor porque fez muito, deu-nos muito e, acima de tudo, é alguém que prezamos e gostamos muito"
Acendeu velinhas?
"Nenhuma. Eu não peço para ganhar, peço saúde para poder fazer o que mais gosto, só isso. Lido muito bem, felizmente, quando ganho e quando não ganho. Sou sempre a mesma pessoa. Os meus pais e as minhas irmãs devem ter acendido algumas, faz parte. Queria dedicar esta vitória à minha família, aos meus pais, às minhas irmãs, à minha mulher, ao meu filho e à minha maior estrela, que é o meu avô"
Rafael Nel
"Sobre o Nel, fiquei feliz por ele, por ser mais um golo, porque a equipa merecia, porque o miúdo merecia. Teve 10 minutos estupendos. Foi fantástico. A equipa precisava daquilo e ele deu-nos essa força, essa capacidade de pressão que ele tem, que ele demonstra já na equipa B. Tem trabalhado imenso para ter essa oportunidade. Foi o culminar de um sonho para um miúdo"
Exibição de que mais se orgulha desde que chegou ao Sporting?
"É uma grande exibição, mas nada mais que isso. Eu sou muito prático, sou muito frio nesse sentido. É um grande jogo de toda a equipa. Conseguimos manter uma intensidade altíssima e isso era exigido, tínhamos de a ter. Tínhamos noção disso. Eu disse uma frase que usámos hoje no início: 'Nós conhecíamos o melhor Bodo, mas o Bodo não conhecia o melhor Sporting'. E então tínhamos de ser o melhor Sporting. Sabíamos do que eles eram capazes, mas eles não sabiam do que nós éramos capazes. A equipa quis dar essa demonstração. Por isso é uma grande vitória, histórica, que vai marcar a história de todos. Mas é apenas uma vitória que nos põe nos oito melhores da Europa, o que nos dignifica muito. Agora, há que descansar e pensar no Alverca"
Renovação fica mais cara?
"Não perco tempo a pensar nisso, muito honestamente. Já disse no primeiro dia que cheguei ao Sporting: não é o dinheiro que me move, é a paixão pelo jogo, é o sonho de ser um bom treinador e uma boa pessoa. Nunca será o dinheiro a mover-me"
Jogo perfeito do Sporting?
"Claramente que sim, se não não tínhamos conseguido passar. Disse que tinha de ser um jogo quase perfeito, extraordinário, e foi o que aconteceu. Poderíamos ter feito o golo logo numa fase inicial, merecíamos por tudo o que criámos, por tudo o que fomos capazes de fazer. Mas a equipa jamais perdeu o raciocínio, do que tínhamos de fazer e fizeram-no na perfeição. Não entrámos em desespero dos golos. Ao intervalo pedi isso: não se preocupem, não pensem na reviravolta, pensem em fazer mais um golo, fazer o 2-0 e depois vemos do que seremos capazes. Não vale a pena estar a olhar para o tempo. Em dois, três minutos, às vezes, fazem-se dois golos, às vezes só fazemos aos 90+6'. O futebol é bonito por causa disso, algo que não está destinado a acontecer ou não é uma ciência exata. Não podíamos perder esse raciocínio e ter o coração quente e a cabeça fria. Deixar uma palavra aos adeptos. Não há palavras para descrever Alvalade hoje. Desde o primeiro segundo, a emoção que sentimos no corpo só de os ouvir, só de os sentir... dava para sentir que ia ser diferente. Foram extraordinários. Que sejam sempre assim e precisamos deles sempre assim"









































