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·25. Juni 2026

Massis usará CT da Barra Funda e proximidade com futebol para ganhar força política no São Paulo

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Massis usará CT da Barra Funda e proximidade com futebol para ganhar força política no São Paulo

Preocupado com os rumos dos apoios políticos e com as eleições do fim deste ano, além da escolha breve dos vitalícios, votação de expulsão de rivais e punição a Olten, seu principal rival hoje, Massis utilizará uma velha ferramenta, sempre usada como ás na manga no clube: o CT da Barra Funda e o Futebol do São Paulo.


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Ciente que a máquina mais desejada e que gera maior status e foco em todos os conselheiros é o futebol, Massis vai aproximar seus aliados e líderes de grupos que podem o dar força, ele marcou reuniões no CT da Barra Funda. Agora, o ponto principal, é: isso vai ser benéfico para ele mas será benéfico e não trará problemas ou malefícios ao futebol? Alguém pensou nisso?

Cenário: A decisão da diretoria de promover reuniões políticas no CT da Barra Funda acende um debate importante dentro do São Paulo. Em meio ao desgaste interno, à proximidade das eleições presidenciais e a votações estratégicas no Conselho Deliberativo, Harry Massis parece recorrer a uma das ferramentas historicamente mais poderosas da política tricolor: a proximidade com o futebol.

Não é novidade para ninguém que o departamento de futebol é o principal centro de atenção e influência dentro do clube. O CT da Barra Funda sempre foi visto como um espaço de prestígio, capaz de aproximar dirigentes, conselheiros e lideranças políticas dos profissionais mais valorizados do São Paulo. E é justamente esse ativo que a atual gestão pretende utilizar nas próximas semanas.

Ao reunir conselheiros considerados estratégicos com Dorival Júnior, Rafinha e integrantes da comissão técnica, Massis busca mostrar organização, planejamento e controle sobre o setor mais importante do clube. Politicamente, a estratégia faz sentido. O presidente enfrenta questionamentos internos, precisa consolidar apoios para as eleições de dezembro e ainda acompanha disputas relevantes envolvendo grupos políticos rivais.

A questão que surge, porém, é outra: isso será positivo para o futebol? A aproximação entre política e futebol sempre traz riscos. Quando o CT passa a ser utilizado como ambiente para articulações políticas, existe a preocupação de que o foco esportivo fique em segundo plano. A exposição de jogadores, comissão técnica e dirigentes do futebol a disputas eleitorais pode gerar desgaste desnecessário em um momento em que o clube precisa de estabilidade.

Por outro lado, se os encontros forem conduzidos com equilíbrio, transparência e sem interferência no trabalho diário da comissão técnica, o impacto pode ser mínimo. O problema surge quando o futebol deixa de ser tratado como área técnica e passa a servir como instrumento de convencimento político.

No fim das contas, o benefício político para Massis parece evidente. O que ainda não está claro é se o São Paulo também ganhará algo dentro de campo com essa movimentação. Em um clube que historicamente sofreu com disputas internas afetando o futebol, essa é uma pergunta que merece atenção. Porque, no São Paulo, muitas vezes a política passa. Os dirigentes passam. Mas quem paga a conta de decisões equivocadas quase sempre é o futebol.

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