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·12. März 2026

Meia inglês comenta como pode ajudar o Corinthians em campo e fala sobre visita ao Parque São Jorge

Artikelbild:Meia inglês comenta como pode ajudar o Corinthians em campo e fala sobre visita ao Parque São Jorge
  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

Na noite da última quarta-feira (11), o meia inglês Jesse Lingard, de 33 anos, foi apresentado oficialmente como novo jogador do Corinthians. Ao lado do presidente Osmar Stabile e do executivo de futebol Marcelo Paz, o jogador recebeu a camisa corinthiana com o número 77, que irá usar durante o seu período no clube.

Revelado nas categorias de base do Manchester United, o atleta chega ao Corinthians livre no mercado após passagem pelo FC Seoul, da Coreia. Lá, marcou 19 gols e deu 10 assistências em 66 jogos. Ele assinou contrato até dezembro de 2026, com possibilidade de prorrogar o vínculo por mais um ano. Durante sua apresentação, comentou sobre temas como sua chegada ao clube, a maneira como auxiliar a equipe em campo, visão do futebol brasileiro, possibilidade de vinda de mais ingleses ao Brasil, a pressão e ansiedade em jogar no Alvinegro e adaptação em São Paulo.


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Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Confira abaixo as respostas de Jesse Lingard na coletiva:

Chegada ao Corinthians

“Sou eternamente grato ao Marcelo (Paz), ao presidente e ao treinador por me trazerem para cá. É uma grande honra para mim. Para mim, isso é sobre evolução, é um novo capítulo na minha carreira. Obviamente, vim para cá para conquistar títulos, acho que essa é a principal coisa. Em um clube como o Corinthians, a expectativa dos torcedores é muito grande. Então, para mim, isso significa ainda mais pressão para ganhar troféus, mas eu gosto de pressão.”

Como pode ajudar a equipe dentro de campo – posicionamento

“Em campo, eu estou sempre feliz. Gosto de criar chances, fazer gols e dar assistências. Ao mesmo tempo, sou um jogador que trabalha muito. Corro pelos meus companheiros e faço o que for preciso para ganhar o jogo. Acho isso importante porque, ao longo da minha carreira, sempre consegui me adaptar a diferentes situações e partidas. Meus números de corrida sempre foram bons, então jogar 90 minutos semana após semana não será um problema.”

“Como eu disse, por um lado é a capacidade técnica e a inteligência para ler o jogo e entender os companheiros, isso é algo em que sou bom. E, se eu puder contribuir com assistências, gols e ajudar o time, esse é o principal objetivo. Acho que isso depende muito da formação da equipe, mas sempre fui um jogador versátil, capaz de atuar em várias posições. Posso jogar pela ponta direita, como meia-atacante, como centroavante ou também pela ponta esquerda. Então acredito que a decisão passa mais pela formação que o treinador quiser utilizar. Da minha parte, consigo me adaptar a qualquer posição da linha de frente, para ser sincero””

Como enxerga o futebol brasileiro?

“Sim, como eu disse antes, eu não acompanhava muito o campeonato brasileiro, mas desde que surgiu a possibilidade de vir para cá passei a assistir alguns jogos, especialmente partidas do Corinthians. Como falei, é um futebol físico, intenso, mas ao mesmo tempo também bastante tático. Para mim, agora é uma questão de adaptação ao estilo de jogo do treinador. Vamos conversar sobre isso, sobre a posição em que posso atuar e sobre a forma como a equipe joga. No fim das contas, cabe a mim me adaptar à maneira como ele quer que o time atue.”

“Não, eu já sabia que o futebol brasileiro era grande. Como eu disse, isso será uma experiência nova para mim. Acredito que consigo me adaptar a diferentes situações, então me adaptar aqui não será um problema. Estou tranquilo, motivado e com muita vontade de estar em campo e ajudar a equipe.”

Sobre ser o primeiro inglês a atuar no Brasileirão

“Para ser sincero, eu não sabia que era o primeiro jogador inglês. Só fui descobrir algumas semanas depois de já estar aqui, o que obviamente é uma grande honra. Claro que eu já tinha ouvido falar da liga antes. Sabia que é um campeonato grande, com equipes fortes, que competem em alto nível. Por isso também tive interesse em vir para cá.”

“Tenho certeza de que isso pode abrir muitas portas para outros jogadores estrangeiros virem atuar aqui. Como alguns companheiros já me disseram, vou aproveitar muito meu tempo no Brasil, ainda mais porque ninguém gosta de perder. Então, com certeza, isso pode ajudar a abrir caminho para mais jogadores europeus também.”

Como vê a vinda de europeus ao Brasil e Corinthians visando boa oportunidade de conquistar títulos

“Eu sinto que o futebol está sempre evoluindo, está sempre mudando. Muitas pessoas se surpreenderam com a minha ida para a Coreia do Sul. Mas, como eu disse, às vezes eu não quero ficar em um só lugar e me acomodar. Prefiro sair da minha zona de conforto e tentar coisas novas.”

“Vir para o Corinthians, um dos maiores clubes, com o objetivo de conquistar títulos, faz parte disso. Estou muito motivado. Tive várias propostas na mesa, mas ainda queria continuar jogando em alto nível, vir para cá e vencer. Acho que isso também depende muito do jogador e da mentalidade de cada um. No meu caso, a decisão foi vir para um dos maiores clubes do Brasil para conquistar troféus.”

Pressão e ansiedade em atuar pelo Corinthians

“O Corinthians é o maior clube, faz parte da alma do Brasil. A pressão está sempre presente, e a expectativa por vitórias também. Claro que isso não acontece o tempo todo. Pelo que ouvi, os torcedores cantam o jogo inteiro, ganhando, perdendo ou empatando. Para mim, eu gosto dessa pressão e dessa expectativa. Já vivi isso antes na minha carreira. Como eu disse, vim para ajudar a equipe e conquistar títulos no final.”

“Sim, eu já ouvi falar e também vi muitos vídeos da torcida do Corinthians nos jogos em casa. Como eu disse, estou com muita vontade, com muita fome e motivação para estar em campo. Quero jogar ao lado dos meus companheiros e aproveitar o ambiente. Ouvi dizer que a atmosfera é realmente incrível. Tenho certeza de que será uma sensação especial finalmente ver os torcedores, sentir esse apoio e também receber o carinho deles.”

Adaptação e conversas com Memphis Depay

“Sim, eu já gosto muito de São Paulo. Estou aqui há cerca de uma semana e meia, quase duas semanas. Já estou me adaptando bem. Já visitei as favelas ontem, e foi uma experiência incrível ver as comunidades e as pessoas. Acho que é sempre importante, quando você vai para qualquer lugar ou para países diferentes, conhecer a cultura e viver essa experiência”

“O Memphis também tem me ajudado bastante. Eu já o conheço desde a época do Manchester United. Quando cheguei, ele disse que poderia contar com ele para qualquer coisa. Posso sempre falar com ele ou mandar mensagem. Inclusive já fomos jantar juntos, então tenho certeza de que ele ainda vai me mostrar muitos outros lugares.”

Calendário extenso de jogos

“Para mim, isso não é um problema. Acho que quanto mais jogos e mais competições disputarmos, maiores são as chances de conquistar títulos. Quanto mais partidas, melhor para mim. No ano passado, no Seoul, cheguei a disputar quase 70 jogos, então isso não é uma dificuldade. Claro que temos um elenco grande, então certamente haverá bastante rotação. Como jogador, você quer atuar em todas as partidas e ajudar o time. Eu até prefiro quando há jogos a cada três dias. A recuperação é muito importante, assim como a alimentação e o sono. O fundamental é saber cuidar do corpo depois de um jogo para estar preparado para o próximo.”

Como é fora dos gramados?

“Eu, particularmente, estou feliz. Sempre gosto de levar boa energia e boas vibrações, seja no vestiário com o time ou fora de campo. Desde jovem sempre fui uma pessoa animada. Também gosto de moda e tenho meu canal no YouTube. Como eu disse, sou um cara feliz e humilde. Quero fazer o melhor pela minha família, porque isso é muito importante para mim. Eles estiveram comigo desde o primeiro dia, então quero fazer isso por eles. Estar aqui é um momento especial. No começo leva um tempo para se acostumar, aprender o idioma e se adaptar. Mas tenho certeza de que vocês verão o verdadeiro Jesse Lingard muito em breve.”

Forma física atual

“Estou chegando à minha melhor condição física. Os treinos têm sido intensos e também muito bons. Já estou treinando com o grupo e, claro, me adaptando. Vou precisar me adaptar rapidamente. No momento, ainda faltam chegar alguns documentos, e minha equipe junto com o clube está cuidando disso. Mas espero estar disponível já no próximo jogo.”

Ida ao Parque São Jorge

“Acho impressionante a quantidade de títulos que o Corinthians conquistou. Eu já sabia que o Corinthians era um grande clube antes de vir para cá, mas, ao visitar o memorial, percebi o tamanho dessa grandeza e quantos troféus existem ali. Também conheci melhor a história do clube. Por exemplo, aquele período de 23 anos até a conquista de 1977. Eu só fui aprender isso depois, não sabia antes de escolher o meu número. “Existe muita história em torno do Corinthians. E, como eu disse, quando você chega a um clube assim, quer ajudar a construir mais história, conquistando títulos e deixando um legado.

Comemoração marcante, igual a de Flaco López, e passo de Michael Jackson

“A comemoração surgiu por volta de 2017. Eu estava tentando pensar em um gesto com as mãos que representasse minhas iniciais, algo que lembrasse um “JL”. Depois de tentar algumas ideias, acabei chegando nesse gesto. Naquela época eu também estava muito envolvido com as comemorações. Sempre gostei muito de música e me inspirava em algumas danças que via. O Michael Jackson sempre foi uma grande inspiração para mim, um dos meus artistas favoritos. Conheço praticamente todas as músicas e as coreografias dele.”

“Quando você marca um gol, precisa comemorar. Fazer um gol é uma sensação incrível. Você quer celebrar com os torcedores e com seus companheiros de equipe. Para mim, a comemoração é parte do futebol, faz parte da alegria do jogo e também de entreter quem está assistindo. Sim, eu vi isso. Vi bastante nas redes sociais. Talvez ele tenha me visto fazer o gesto e, claro, as iniciais dele também são JL (José López). Então, para mim, não tem problema se ele quiser fazer também. Mas, como eu disse, fui eu quem fiz primeiro. De qualquer forma, se ele quiser usar, fica a critério dele, mas sempre vai ser meu (risos)””

Experiência e bagagem do futebol inglês

“Acho que é principalmente a experiência. Depois de passar tanto tempo na Premier League, você acumula muita experiência jogando com grandes jogadores ao longo dos anos. Como eu disse, a experiência é algo muito importante. No ano passado, no Seoul, eu me tornei capitão, então também posso assumir um papel de liderança dentro da equipe.”

“Em todos os times por onde passo, gosto de ajudar os jogadores mais jovens. Acho importante que eles entendam o jogo — a parte física, as formações, a tática — e isso não se resume apenas ao que acontece em campo, mas também fora dele. Também é fundamental criar um bom relacionamento fora de campo, porque isso acaba ajudando muito dentro de campo.”

Últimas temporadas na Coréia

“Como eu disse, disciplina é fundamental. Tornar-se agente livre é algo bastante complicado. Eu sabia que, em algum momento, assinaria com um clube, mas não sabia quando isso aconteceria. Depois da passagem pela Coreia, nas primeiras semanas fiquei com minha família, aproveitando as férias. Em seguida, viajei para Dubai para um período de treinos de duas a três semanas. Depois voltei para a Inglaterra e continuei treinando com meu preparador físico por mais duas ou três semanas.”

“Para mim, o mais importante foi manter a disciplina. Eu sabia que, quando algum clube me procurasse, precisava estar pronto desde o início. E, claro, ao vir para o Corinthians, a temporada já tinha começado algumas semanas antes, cerca de quatro semanas, então eu sabia que precisava estar preparado. Seja na Europa ou no Brasil, eu sei que preciso chegar pronto para começar imediatamente.”

Conversas com a comissão técnica

“Eu ia conversar com o treinador ontem depois do treino. Nós dois, de alguma forma, acabamos esquecendo. Mas vou falar com ele durante a semana. Assim ele pode ouvir o que eu penso e eu também posso ouvir o que ele pensa. Para mim, obviamente, jogar como camisa 10 é uma posição em que já atuei por dois anos na Coreia. Também não tenho problema em jogar pela ponta esquerda, mas acho que, para tirar o melhor de mim, provavelmente a posição ideal é como número 10. Em termos de formação, pode ser um 4-3-3. Também não me importo de atuar em um meio-campo mais livre, partindo da esquerda, ou mesmo na ponta esquerda, dependendo do esquema. Então acredito que é dessa forma que se consegue extrair o melhor do meu jogo.”

Histórico de lesões?

“Para ser sincero, não tive muitas lesões ao longo da minha carreira. E, quanto ao gramado sintético, para mim não tem problema. Posso jogar em campo sintético, grama natural, areia ou até na praia. Isso não faz diferença para mim.”

Tem conhecimento da relação do Corinthians com o Corinthian Casuals?

“Não, é o Manchester United? Ah, sim, eu usei o cachecol. Sim, sim. O Corinthian-Casuals. Estou aqui. É algo que vejo na Inglaterra. Ah, entendi. Estou aprendendo, ainda estou aprendendo (risos).”

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