Mentalidade vencedora a Courtois: O que disse João Tralhão no final do Real Madrid - Benfica | OneFootball

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·26. Februar 2026

Mentalidade vencedora a Courtois: O que disse João Tralhão no final do Real Madrid - Benfica

Artikelbild:Mentalidade vencedora a Courtois: O que disse João Tralhão no final do Real Madrid - Benfica

Tal como já tinha acontecido na antevisão da partida, João Tralhão marcou presença na conferência de pós-jogo, no lugar de José Mourinho. No Santiago Bernabéu, onde o Benfica saiu derrotado por 2-1, o treinador-adjunto falou da frustração pela eliminação, da prestação de alguns dos atletas e ainda da decisão da UEFA em relação a Gianluca Prestianni. Confira tudo o que foi dito.

OS "FANTÁSTICOS" BENFIQUISTAS


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"Antes de fazer uma análise ao jogo, queria dar uma palavra aos fantásticos adeptos do Benfica. Vieram hoje aqui ao Bernabéu, acompanharam a equipa como sempre, estiveram sempre connosco desde o princípio até ao fim, deram-nos uma força extra. Como sempre, este é o ADN do Benfica. Estamos agradecidos a eles".

MENTALIDADE VENCEDORA

"Relativamente à análise [do jogo], sentimos que criámos o suficiente hoje. Acabei de falar com o míster José Mourinho, sentimos que estamos muito orgulhosos da nossa prestação, muito orgulhosos da nossa equipa. Os jogadores estiveram extraordinários. Estamos frustrados com o resultado, precisamente por causa disso. Chegámos, dominámos desde início, marcámos, sofremos um golo contra a corrente do jogo, como vocês puderam verificar, e, no entanto, mantivemos a personalidade, mantivemos o carácter, mantivemos a nossa mentalidade vencedora, como tínhamos dito na antevisão. E, de facto, o jogo foi decidido em alguns detalhes. Nós podíamos ter marcado, criámos ocasiões suficientes para marcar. O Real Madrid, obviamente, tem uma grande equipa, mas teve um gigante na baliza, que não nos permitiu concretizar as ocasiões que tivemos, mas saímos daqui orgulhosos da equipa".

"SINCRONIZAÇÃO PERFEITA" COM JOSÉ MOURINHO

"[Coordenação com José Mourinho] A sincronização foi perfeita. Nós estávamos preparados. Obviamente, não era uma situação que queríamos. O míster José Mourinho não queria estar fora do jogo. Sentimos que foi uma situação injusta, mas a nossa sincronização foi perfeita; não foi hoje, tem sido. Nós temos planeado sempre antecipando os cenários. Esta é uma situação, obviamente, nova nesta temporada. Não estávamos a pensar que poderíamos ter o treinador fora, mas esteve, foi expulso, antecipámos o cenário. A sincronização foi perfeita desde o início desta preparação, hoje manteve-se perfeita, e as decisões, obviamente – eu tinha-vos dito –, são sempre do treinador, mas sempre suportadas pelo seu staff técnico. E eu estou aqui para representar o staff técnico, e, portanto, essa coordenação foi perfeita, na minha opinião".

JOGADORES QUE INTERPRETAM O QUE É PEDIDO

"[Aspeto no jogo do Benfica prioritário para evoluir] É uma boa questão, é uma questão mais técnica. Obviamente, sabemos que, quando defrontamos adversários do nível do Real Madrid, expõem-nos mais o que conseguimos fazer bem e o que temos de corrigir. Nós temos uma análise detalhada diária do que temos de corrigir, acho que temos muito mais coisas bem feitas do que propriamente aquelas que temos de corrigir, e hoje demonstrámos isso. No jogo, demonstrámos que somos uma equipa muito bem preparada. Temos jogadores extraordinários que estão não só a interpretar bem o que se pede, mas também a passar todo o seu talento para dentro do campo. Hoje, de facto, estamos muito mais contentes com a forma como fizemos as coisas bem do que propriamente nas coisas a corrigir, que temos, obviamente, e vamos ter até ao final da temporada".

REPRESENTAR O BENFICA COM ORGULHO

"[Comandar a equipa] Já tinha dito ontem [terça-feira] que não era uma questão pessoal, eu não estou aqui a representar o João [Tralhão], estou a representar, em primeiro lugar, o treinador José Mourinho, que é o treinador, é o líder. Estou a representar obviamente o Benfica, porque estou aqui em frente a vocês, mas, de facto, a minha questão pessoal... não vivi de forma diferente como vivi os últimos jogos, ou os outros jogos que passámos, e como certamente irei viver os próximos. O líder é o José Mourinho, ele é o nosso treinador. Tenho o prazer de vos dizer que trabalhamos muitíssimo bem, estamos a falar de um dos melhores treinadores da história. Portanto, não é uma questão pessoal. Em primeiro lugar, o treinador é o José Mourinho, e estamos a trabalhar em conjunto. Isso, obviamente, dá-nos suporte para tudo o resto. Mas, de facto, estamos a representar também o Benfica, e hoje representámos aqui o Benfica de uma forma que nos orgulha, que orgulha todos os Benfiquistas, certamente, mas saímos frustrados com o resultado. Esse é um sentimento que não consegue sair de nós".

DECISÃO DA UEFA SEM COMENTÁRIOS

"[Rejeição do recurso do Benfica do castigo de Prestianni por parte da UEFA e o pedido de Sidny para trocar de camisola com Vinicius Júnior] Vou dividir essas duas questões em três. Acho que a primeira é uma questão mais técnica, se, de facto, Prestianni poderia ir a jogo ou não. Ele estava na comitiva com algum propósito. Quando recorremos à UEFA, estávamos à espera que pudesse vir uma resposta positiva, e depois a decisão era técnica. Se jogava ou não jogava, era uma decisão técnica. A decisão não se coloca porque, de facto, quando recorremos, a decisão da UEFA foi negativa. Não vou entrar em detalhes, não é isso que nos interessa. Relativamente a Prestianni e à decisão da UEFA, não me cabe a mim responder. Estou aqui para falar do jogo. O Benfica, no determinado timing e no sítio certo, irá responder a essa questão. Relativamente à terceira questão, a camisola, obviamente, também não vou comentar porque, de facto, não é um tópico que nos preocupe neste momento. O que nos preocupa, ou pelo menos o que nos tira o foco neste momento, é a frustração que temos de não ter ganho aqui ao Real Madrid, porque mostrámos que podíamos ter ganho".

DESEMPENHO DE RICHARD RÍOS ELOGIADO

"[Opção por Richard Ríos no onze] Tecnicamente, quando optámos por colocar Ríos dentro do campo, sabíamos que, tendo mais um jogador em zonas interiores, poderíamos tirar vantagem, não só defensiva como ofensivamente. O Richard Ríos é um grande jogador, ele interpreta bem qualquer posição que tem de fazer dentro do campo, e hoje demonstrou-o. Fez um jogo enorme. Obviamente que, em determinados momentos, sentimos que a adaptação dele teve alguns detalhes que necessitam de correção, o que é natural, mas fez um grande jogo. Sentimos que foi a opção certa e, de facto, do ponto de vista estratégico, foi para ganhar mais um jogador dentro da zona interior do campo. Conseguimo-lo, criou muitos desequilíbrios, abriu o corredor também para Amar Dedic e, no final, o balanço que fazemos da prestação dele e da equipa é muito positivo. Gostámos muito da prestação dele".

O OBJETIVO DAS SUBSTITUIÇÕES

"Pela nossa experiência, sabíamos que, neste tipo de jogos, a intensidade a que se joga, para qualquer jogador que entre, é um ritmo muito difícil de acompanhar. Nós sabemos disso. O ritmo estava alto, o jogo estava muito repartido, o Real Madrid conseguia defender baixo e sair rápido em transição, nós conseguíamos defender baixo e trazer o jogo de uma forma mais apoiada para o meio-campo do Real Madrid. Sabíamos que o ritmo estava alto e, em determinado ponto do jogo, nós tentámos manter essa solidez o máximo de tempo possível. Não é que os jogadores do banco não nos trouxessem solidez, não, sabíamos que banco é que tínhamos. O banco é recheado de bons jogadores, que estão preparados para entrar e demonstrar que estão integrados naquilo que é o nosso processo. Não foi por causa dos jogadores, foi por causa da situação do jogo. Relativamente ao Ivanovic, traz-nos velocidade, traz-nos verticalidade, traz-nos aquela imprevisibilidade sem bola de que nós precisávamos. Relativamente ao [Sidny] Cabral, abriu um bocado o corredor direito: em vez de atacarmos mais, sobretudo, com o Amar Dedic, pelo corredor direito, atacámos com dois jogadores. Mas, de facto, obviamente que as substituições permitiram-nos estar perto da baliza do Real Madrid. Podíamos ter marcado, não marcámos e saímos frustrados".

EXIBIÇÃO DE COURTOIS DESTACADA

"[Plano face à ausência de Mbappé] Mbappé é um grande jogador, um jogador enorme, um jogador que tem muita influência no jogo do Real Madrid, mas não é totalmente decisivo. O Real Madrid tem um plantel recheado de grandes jogadores, já tem demonstrado isso ao longo do tempo, e, de facto, a ausência dele não se fez notar tanto – obviamente que é um grande jogador e faz sempre a diferença –, porque o Real Madrid é recheado de grandes jogadores. Mas eu, sobretudo hoje, destacaria, obviamente, Vinicius, que faz o golo decisivo e que nos tira da eliminatória, do jogo, mas queria destacar, sobretudo, Courtois. Foi ele que impediu que nós estivéssemos mais metidos no jogo, tivéssemos concretizado as oportunidades que tivemos. Hoje foi um gigante na baliza. Mais decisivo que [a ausência de] Mbappé, nós consideramos que foi Courtois".

MANTER O JOGO VIVO E DISPUTAR A ELIMINATÓRIA

"[Sentimento ao ver o remate de Rafa à trave e o local onde José Mourinho assistiu ao jogo] Posso responder já à segunda questão. Eu acho que mais tarde vocês vão saber. Acho que não é interessante saber, na minha opinião, na minha análise, onde é que ele viu o jogo. Importante, sim, foi que nós estivemos sempre sincronizados. Isso foi muito importante. Sincronizados, mas não foi hoje, foi na preparação. Relativamente à questão do remate do Rafa à trave, eu acho que não foi a única [ocasião]. Tivemos muitas ocasiões para marcar. Nós sentimos que poderíamos estar perto de manter o jogo vivo, para seguir no mínimo para prolongamento e disputar a eliminatória. Mas, de facto, quando sentimos aquela bola na trave, sentimos que podíamos ter marcado, podíamos estar próximo de marcar, e a energia estava lá, a personalidade estava lá, a forma como estávamos a jogar, do ponto de vista técnico, estava lá. Estávamos estruturados, estávamos a ter dinâmica suficiente para chegar perto da baliza do adversário e concretizar as chances que tínhamos. Mas, infelizmente, não conseguimos, mas estivemos lá muito perto".

SENTIMENTO DE ORGULHO PARTILHADO

"[Palavras trocadas com José Mourinho] Primeiro, obviamente que falei com ele. A primeira palavra foi para com ele no final do jogo. Partilhávamos e partilhámos do mesmo sentimento. Em primeiro lugar, frustração pelo resultado. Não queríamos de todo sair daqui com este resultado. Queríamos sair daqui com a vitória e foi para isso que nos preparámos. Mas também partilhámos o sentimento de orgulho e de personalidade que os jogadores tiveram hoje. Portanto, sentimos que poderíamos ter saído daqui com a vitória, poderíamos ter saído daqui com a eliminatória para o nosso lado, mas esse sentimento foi partilhado entre os dois, e eu acho que não só pelos dois, pelo grupo todo, pelo staff técnico, pela Direção, pelos jogadores, pelos adeptos. Toda a gente hoje partilhou do mesmo sentimento, acredito. Relativamente ao míster José Mourinho não estar presente, claro, gostaria de estar presente, é um jogo especial. Não duvido de que no sentimento dele quisesse estar hoje. Tenho a certeza absoluta, temos todos a certeza. Mas relativamente a voltar ao Bernabéu, acho que tens de perguntar-lhe, não a mim".

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