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·19. Mai 2026
Mora e a rotação com Gabri Veiga: «Ficávamos chateados, sair aos 60 minutos era chato...»

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Rodrigo Mora concedeu uma longa entrevista ao Canal 11, onde abordou diversos tópicos, quer da sua carreira, quer da época atual do FC Porto. O criativo dos azuis e brancos falou sobre a mudança de funções que teve entre épocas, destacando o esforço a nível defensivo pedido por Farioli.
«Tive de me adaptar ao estilo de jogo e mudar, talvez, a minha forma de jogar. Tive de me esforçar mais a nível físico e defensivo, que foi o que ele [Farioli] me pediu. Sinto que sou um jogador diferente e melhor em muitos aspetos», começou por afirmar.
«Defensivamente estou melhor e, com bola, agora vou buscar mais o jogo atrás para fazer a equipa jogar. Sou um jogador mais completo e isso também importa muito. Se calhar, o que fiz no ano passado não fiz tanto neste ano, mas nem sempre é possível.»
Além disso, Mora enalteceu as «dores de crescimento» que enfrentou, antes de abordar a gestão com Gabri Veiga ao longo da época: «Foi difícil, tive de perceber o que ele queria e pensar também no Gabri, que já estava mais habituado àquela posição. Foi um ano de estar sempre a pensar no que podia melhorar, a cada treino e a cada dia.»
«Rotação com Gabri? Não é fácil, ficávamos os dois chateados porque queríamos muito jogar. Sair aos 60 minutos era um pouco chato para nós e falámos com o mister sobre isso, mas é a ideia dele e fomo-nos habituando. Eu e o Gabri sempre tivemos uma relação muito boa e é assim que tem de ser», revelou.
Noutra nota da entrevista, Rodrigo Mora recordou Jorge Costa e o peso que a sua morte teve no grupo ao longo da época: «estávamos todos os dias com ele e ver uma pessoa partir assim é algo que nos custa muito. Ele fez muito pelo FC Porto e este título, não tenho dúvidas, foi por ele.»
«Agradecemos por tudo o que ele fez por nós e este título é para ele. Estará sempre connosco. Brincava muito comigo, ele era brincalhão. O que eu tirava dele era sempre o empenho e a entrega que mostrava todos os dias, e o facto de ser uma pessoa sempre a sorrir, sempre divertido», referiu.
Mora enalteceu, ainda, os valores transportados do Bicho para o grupo atual dos azuis e brancos: «O Jorge sentia muito o Futebol Clube do Porto. Sabia o que era honrar esta camisola e demonstrava isso, quando era jogador mas também como diretor.»
«Passou-nos essa mensagem de quão difícil e exigente era vestir esta camisola, e isso passou para a equipa. Em todos os momentos, a equipa entregou-se. Mesmo nas derrotas, a equipa teve sempre uma atitude muito boa.»
Para finalizar, Rodrigo Mora falou também sobre a possibilidade de ir ao Mundial com Portugal: «Se for, ficarei muito grato. Se não for, estarei a apoiar. Posso dar a minha qualidade, a minha irreverência e imprevisibilidade. E posso ser o 'amuleto da sorte', porque quando lá fui uma vez, vencemos a Liga das Nações.»







































