Zerozero
·11. Mai 2026
Nacional complica e adia manutenção para a última jornada

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·11. Mai 2026

No Estádio de São Miguel, o Santa Clara confirmou o bom momento de forma e venceu o Nacional por 2-0, numa partida referente à 33.ª jornada da Liga Portugal Betclic. Num duelo marcado por objetivos distintos, com os açorianos já tranquilos e os madeirenses a lutarem pela sobrevivência, a eficácia da equipa de Petit acabou por ditar a sentença, carimbando um triunfo sólido perante os seus adeptos no último jogo em casa da temporada.
O encontro começou com um Nacional «de faca nos dentes», exercendo uma pressão alta e agressiva que colocou o Santa Clara em dificuldades nos instantes iniciais. A equipa de Tiago Margarido, ciente de que um ponto poderia bastar para garantir a manutenção, entrou dominante e forçou o jovem estreante João Afonso a duas intervenções seguras. Ainda assim, foi a equipa da casa que deu um primeiro susto com um golo invalidado a Klismahn por fora de jogo. Os açorianos foram-se reorganizando conseguiram equilibrar as contas a meio do primeiro tempo.
A reviravolta no ascendente da partida materializou-se aos 27 minutos, num lance de bola parada. Na sequência de um canto batido à direita, a infelicidade bateu à porta dos alvinegros. Witi, num desvio infeliz ao segundo poste, acabou por introduzir a bola na própria baliza. Embora Pedro Pacheco tenha condicionado o lance com a sua presença, o autogolo deu ao Santa Clara a vantagem necessária para gerir o ritmo de jogo com a serenidade de quem já tem o dever cumprido nesta edição da liga.
Na segunda parte, a toada manteve-se. O Nacional subiu as linhas e empurrou o conjunto de Ponta Delgada para o seu terço defensivo, mas a falta de clarividência no último terço impediu o empate. Do lado caseiro, destaque para a estreia absoluta do guardião João Afonso e do médio Andrey. O jovem guarda-redes de 19 anos mostrou-se tranquilo, transmitindo uma segurança invulgar para quem se estreava nos palcos principais, servindo de âncora para uma defesa que se manteve coesa perante o desespero madeirense.
Com o Nacional totalmente balanceado para o ataque, o Santa Clara aproveitou o espaço concedido para desferir o golpe final em transição. Numa cavalgada de Fernando, a velocidade do ataque açoriano expôs as debilidades defensivas dos visitantes, permitindo a Elias Manoel encostar para o 2-0 final. Tal como no jogo da primeira volta, o avançado brasileiro voltou a ser o carrasco do Nacional, desta vez selando os três pontos sem necessidade de contornos dramáticos nos descontos.
Com o desaire da turma de Tiago Margarido e o triunfo do Casa Pia em Guimarães, o Nacional viu fugir a oportunidade de selar a manutenção nesta ronda, ficando com apenas dois pontos de vantagem sobre os gansos, que ocupam o lugar de play-off. Na derradeira jornada, as decisões passam pelo Funchal, onde os madeirenses recebem o Vitória SC.
Elias Manoel (Santa Clara): O avançado entrou no decorrer da primeira parte e encaixou na perfeição na estratégia da equipa. Com uma grande capacidade para esticar o jogo e levar o coletivo para a frente, acabou por sentenciar as aspirações do Nacional. O golo que fixou o resultado surgiu já no período de compensação, tal como tinha acontecido no duelo da primeira volta.
João Afonso (Santa Clara): Estreia tranquila e bastante positiva! Com apenas 19 anos, o jovem internacional mostrou-se sempre seguro, demonstrando uma enorme presença na sua área e assertividade na leitura dos lances.
Djé Tavares (Santa Clara): Uma autêntica formiguinha trabalhadora. Pode passar despercebido a muitos, mas o cabo-verdiano foi um dos principais estrategas do meio-campo açoriano, garantindo o equilíbrio necessário para a vitória.
Filipe Soares (Nacional): Despercebido. O médio criativo não conseguiu pegar no jogo, ficou aquém das expectativas e acabou por ter pouca influência na manobra ofensiva da equipa.
Léo Santos (Nacional): Na ausência de Zé Vitor, o central não teve capacidade para coordenar a linha defensiva e mostrou-se errático em vários momentos. Sentiu o peso da responsabilidade de liderar o setor e não demonstrou a segurança habitual.
Noite tranquila para Hélder Carvalho, sem grandes casos para análise. O árbitro da AF Santarém soube sempre controlar a partida e mostrou cartões sempre que necessário. Chamado a ouvir o VAR em duas ocasiões, cumpriu de forma correta as indicações de Manuel Oliveira, mantendo o critério e a autoridade. Nota positiva.

Onze do Santa Clara:
João Afonso, Diogo Calila, Pedro Pacheco, Sidney Lima, Paulo Victor, Andrey, Djé Tavares, Gustavo Klismahn, Welinton Torrão, Gonçalo Paciência, Gabriel Silva

Onze do Nacional:
Kaique Pereira , João Aurélio, Léo Santos, José Gomes, Chico Gonçalves, Matheus Dias, Filipe Soares, Daniel Júnior, Paulinho Bóia, Chucho Ramírez, Witi Quembo
1':

Começou a partida
8':

Nacional: Witi Quembo
roubou a bola a Andrey em zona proibida e atirou rapidamente à baliza. Saiu por cima!
11':

Nacional: Chucho Ramírez
com um remate puxado ao poste. João Afonso com uma boa defesa afastou a bola
13':

GOLO INVALIDADO Santa Clara:
Klismahn coloca a bola no fundo das redes, mas o camisola 77 parece ligeiramente adiantado
14':

VAR analisa:
adiantamento do médio brasileiro e confirma ilegalidade no golo do Santa Clara
15':

Santa Clara: Gonçalo Paciência
, de cabeça, coloca a bola a centímetros da baliza de Kaique
16':

Entrada agressiva do Nacional nestes primeiros minutos. A pressão alta e forte tem provocado vários roubos de bola e colocado o Santa Clara em apuros em algumas ocasiões. João Afonso, chamado a intervir por duas vezes, respondeu de forma segura. Os açorianos tentam agora reagir após a entrada mais forte dos madeirenses.
25':

Nacional: Witi Quembo
podia ter feito mais já no interior da grande área adversária, mas perdeu o equilíbrio e disparou ao lado
27':

GOLO Santa Clara: Witi Quembo marca na própria baliza!
Canto batido à direita e, ao segundo poste, a bola acaba por entrar. Pedro Pacheco fez-se ao lance, mas não chegou a tocar no esférico. Witi, num desvio infeliz, acabou por introduzir a bola na própria baliza.
32':

Jogo equilibrado até ao momento, com o comando da partida a alternar entre as duas equipas. Ainda assim, após a equipa da casa se ter reorganizado perante a entrada mais forte dos madeirenses, Pedro Pacheco adiantou os açorianos na sequência de um lance de bola parada.
37':

Nacional: Witi Quembo
com uma grande oportunidade para marcar. O extremo recebeu dentro de área, enquadrou-se, mas saiu ligeiramente ao lado
39':

VAR considera:
que João Aurélio estava com o braço em apoio e manda jogar
40':

Santa Clara: Andrey
com uma bomba à entrada da área depois de um grande remate, bloqueado, de Elias Manoel em cima da pequena área
Intervalo:

Intervalo no Estádio de São Miguel. Jogo repartido, com ambas as formações a surgirem perigosas a espaços. O Nacional começou melhor, mas o Santa Clara ajustou e chegou ao golo num dos seus melhores momentos destes primeiros 45 minutos. Os madeirenses voltaram a crescer no final da primeira parte, novamente através de uma pressão forte na saída de bola do adversário, mas não conseguiram chegar ao empate. Segunda parte totalmente em aberto. Recorde-se que os pupilos de Tiago Margarido precisam apenas de um ponto, ou de fazer o mesmo resultado que o Casa Pia, para selar matematicamente a manutenção.
60':

Santa Clara: Gabriel Silva
com um grande remate cruzado à entrada da área. Saiu perto!
61':

Entrada positiva do Nacional, a empurrar o Santa Clara para o seu terço defensivo. Ainda assim, apesar das várias aproximações à área, os madeirenses não têm conseguido criar perigo real. Quanto aos açorianos, regressaram tranquilos e sem sinais de nervosismo, focando a sua estratégia na velocidade dos homens da frente para explorar o contra-ataque.
63':

VAR analisa:
possível grande penalidade por mão na bola de Sidney Lima
64':

VAR confirma:
não há grande penalidade!
75':

Mantém-se a toada na partida. O Nacional continua à procura do golo, mas as ameaças não têm levado perigo real à baliza açoriana. João Afonso, sempre que chamado a intervir, tem-se mostrado muito seguro, transmitindo tranquilidade a uma equipa que se mantém coesa defensivamente e espreita a transição para segurar ou ampliar a vantagem
90':

Chico Gonçalves, a meias com Kaique, deixa o Santa Clara perto do segundo com um quase auto-golo. Valeu a rapidez do brasileiro a recupera e a cortar a bola
90 +2':

GOLO Santa Clara! Elias Manoel marca
Saída rapidíssima de Fernando pela direita, cruzando com precisão para Elias Manoel que, com muita classe na finalização, assinou o 2-0 para o Santa Clara.
90 +2':

GOLO Santa Clara! Elias Manoel marca
Elias Manoel marca o seu 3º golo na prova (14 jogos)
90 +6':

O árbitro apita para o final da partida
Fim de Jogo:

Petit tinha avisado na antevisão que o Santa Clara entrava em campo para ganhar os três pontos e fechar a época em casa da melhor forma, e a promessa foi cumprida. A equipa açoriana soube sofrer em determinados momentos, nomeadamente quando o Nacional pressionava de forma agressiva e criava perigo através das bolas paradas. Com um bloco mais recuado, mas mantendo sempre as armas velozes na frente de ataque, o Santa Clara acabou por matar o jogo em transição: uma grande cavalgada de Fernando serviu Elias Manoel para o golo da tranquilidade. Vitória sólida dos encarnados de Ponta Delgada.
Melhor em campo:

Elias Manoel (CDSC) foi, para a redação do
zerozero
, o melhor jogador em campo. O avançado entrou no decorrer da primeira parte e encaixou na perfeição na estratégia da equipa. Com uma grande capacidade para esticar o jogo e levar o coletivo para a frente, acabou por sentenciar as aspirações do Nacional. O golo que fixou o resultado surgiu já no período de compensação, tal como tinha acontecido no duelo da primeira volta.







































