Zerozero
·30. Juli 2026
Não víamos um póquer no Benfica há 35 anos, mas há muito de inédito na noite de Pavlidis

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Se não o tinha feito ainda - que certamente é discutível quando falamos de um avançado que já marcou um hat-trick ao Barcelona -, então Vangelis Pavlidis escreveu, esta quinta-feira, o seu nome no folclore europeu do Benfica.
Ao marcar quatro dos cinco golos da equipa na reviravolta e goleada sobre o St. Gallen, na segunda pré-eliminatória da Liga Europa, o ponta de lança grego tornou-se no primeiro estrangeiro a assinar um póquer na Luz para as provas UEFA. Se abrirmos a porta aos portugueses, houve dois: ambos de Eusébio, em 1965 (Dudelange) e 1970 (Olimpija).
Quando assinou o terceiro golo aos 65 minutos atingiu o oitavo hat-trick da carreira, mas o penálti, aos 74, serviu para ultrapassar uma barreira pessoal: foi mesmo o primeiro póquer na carreira de Pavlidis.
«Estou muito feliz pelos golos e pela vitória. Continuamos na Liga Europa, mas temos de melhorar. Estou muito feliz», insistiu, depois do jogo, o ponta de lança ex-AZ Alkmaar. Talvez menos sorridente do que a ocasião justificaria, dado que quatro golos pelo Benfica não é, de todo, o tipo de noite que vemos regularmente.
Aliás, temos de recuar 28 anos para encontrar o último póquer que um jogador fez com a camisola encarnada! Foi Nuno Gomes, então com 21 anos, que fechou a sua primeira época de águia ao peito com uma mão cheia de golos na goleada de 7-1 sobre o Leça, para a Liga.
No que toca especificamente a provas UEFA, foi há 35 anos que vimos pela última vez um jogador a marcar quatro vezes pelo Benfica: Sergei Yuran, em 1991, marcou quatro tentos no 0-6 do Benfica em Malta, frente ao Hamrun Spartans.







































