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·8. April 2026

Novo técnico do Corinthians minimiza rejeição de parte da torcida nas redes sociais e enaltece Marcelo Paz

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  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

Durante a tarde desta terça-feira (7), o Corinthians apresentou oficialmente Fernando Diniz como seu novo treinador, após a saída de Dorival Júnior no último final de semana. O treinador foi anunciado na última segunda-feira e já foi registrado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, com um contrato válido até o final da temporada. Ele fará sua estreia pela equipe nesta quinta-feira (9), às 21h, fora de casa, diante do Platense, da Argentina, pela fase de grupos da Libertadores de 2026.

Em entrevista coletiva à imprensa, o novo comandante do Corinthians abordou diversas pautas. Fernando Diniz minimizou a rejeição de parte da torcida nas redes sociais, fez elogios ao executivo de futebol Marcelo Paz, o jogo com os pés de Hugo Souza, o aspecto potencial da dupla de laterais – Matheuzinho e Matheus Bidu, cobranças da torcida no CT Dr. Joaquim Grava, próximos jogos e momento político conturbado.


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Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Confira abaixo outra parte das respostas de Fernando Diniz na entrevista coletiva:

Repercussão de seu trabalho

“É uma coisa simples. Procuro fazer aquilo que considero melhor para os jogadores e torcedor, que é ter um time sempre com fome de vencer. A parte tática vai ser sempre desenvolvida. Não tem parada para parte tática, ninguém sabe o suficiente, sempre tem coisa para aprender. Eu trabalho muito, assisto muito vídeo. Trabalho muitas horas no campo, gosto de trabalhar nos bastidores com os jogadores. Eu não sei explicar a repercussão. Talvez pelo meu comportamento, pelo estilo de jogo ou formação. Mas isso não me incomoda. Estou lidando cada vez melhor. Meu objetivo não muda: fazer o melhor para o jogador. Eu fui o cara que joguei futebol para ser técnico. Tenho uma conexão facilitada com o jogador.”

Cobranças da torcida no CT Dr. Joaquim Grava

“É super normal um time que tem o tamanho da torcida do Corinthians e a força que tem o torcedor organizado. É aquele torcedor que vai no estádio e as vezes ganha o jogo com sua presença. A gente sabe que muitas vezes o Corinthians ganha jogos pela torcida que não para. Os jogadores precisam apreender a jogar no Corinthians. E todo mundo. Eu aprender a ser técnico do Corinthians cada vez mais. A minha presença aqui é para ajudar os jogadores a saberem a lidar com isso. Tirar o que é positivo e trazer vitórias. O que acalma isso é ganhar jogo. Temos que fazer o nosso melhor para o torcedor sorrir o quanto antes.”

Rejeição de parte das mídias sociais

“Me sinto muito bem acolhido, motivado e feliz de estar aqui. Vejo muita gente empolgada. Moro na Zona Leste, você sabe o tanto de corintiano que tem aqui. Esse torcedor importa muito, o torcedor do estádio… Se a gente fizer uma enquete aqui, quase todo mundo no futebol achou que isso fosse acontecer, que eu tenho uma combinação com o Corinthians. Eu também acho que combino com isso aqui, pela minha maneira inquieta, pela coragem de fazer as coisas… Tem tudo para dar certo. Se você lembrar o Tite era muito rejeitado. Lembra do jogo do Tolima? Aqui a gente trabalha internamente para fazer o melhor e, se possível, voltar a levantar taça.”

‘Namoro’ antigo com Marcelo Paz, executivo de futebol do Corinthians, desde os tempos de Fortaleza

“São públicas as minhas declarações enquanto não trabalhamos juntos. Acho que o trabalho dele no Fortaleza é pouco exaltado. É muito mais difícil levar o Fortaleza a Libertadores do que Flamengo ou Palmeiras. É um trabalho muito diferente, que projetou muita gente. Foi um trabalho com um profissionalismo exemplar. Tivemos um namoro aí de uns cinco anos para a gente se encontrar aqui. Acho que foi no momento certo para o Marcelo e para mim. Não conhecia o presidente Osmar, o primeiro impacto foi muito positivo. O futebol precisa de mais gente com esse espírito. A impressão foi a melhor possível. Temos tudo para fazer um trabalho coletivo que leve o Corinthians a sonhar com coisas grandes.”

Momento político conturbado do clube

“Temos que focar naquilo que a gente controla. Não temos controle nesse ambiente externo político. Temos jogadores experientes. É um time que tem três conquistas do ano passado pra cá, é um time que tem o sabor das conquistas. Temos que focar nisso e naquilo que temos o mínimo de controle.”

Próximos jogos

“Temos que aproveitar bons trabalhos. Aqui com o Ramón Díaz e com o Dorival. Temos que aproveitar. Aos poucos, taticamente, ir colocando as coisas que são possíveis. Estou procurando informação com muita gente do clube. Escolher a melhor estratégia no plano tático, mas minha estratégia inicial é ouvir e perceber o que dá para analisar nesses treinos e colocar o melhor time, com a melhor estratégia, para vencer os jogos. É trabalho, observação e procurar acertar.”

Melhorias defensivas e espera sua ‘melhor versão’ no Corinthians

“Vamos trabalhar, temos que evoluir em relação a isso. É um número exagerado, mas temos que melhorar o número de chances cedidas. Nesse começo de ano no Vasco, esse número de chutes do adversário diminuiu muito. Tem coisas que fogem do controle. Vou procurar equilibrar defensivamente o time. Espero que seja aminha melhor versão. Só como treinador são 17 anos que percorri para chegar aqui. Me sinto preparado. Acredito muito no elenco. Temos jogadores de idades e qualidades diferentes. Todos podem ter um salto qualitativo nesse período.”

Conversas até acertar com o Corinthians

“Tinha pensado em não trabalhar até a Páscoa pelo menos. O Paz me mandou mensagem umas 23h45, mas eu não vi, estava vendo filme com minha esposa. Eu vi a hora que terminou o filme, era 1h30. Nossa conversa começou a partir daí, conversamos por uns 40 minutos. Foi um desfecho muito rápido.”

Jeito explosivo na beira do campo

“Sou muito mais que isso, não me resumo a isso. Tenho uma relação com os jogadores de vínculos cada vez mais profundos. Tenho alegria de ser o Diniz daquele jeito. É um Diniz que consegue ajudar mais os jogadores. Foi assim que consegui ajudar o Sara, Rayan, Gabriel Magalhães… Óbvio que em alguns momentos você passa do tom e precisa se corrigir. Mas aquilo tem um fundamento positivo de ajudar o jogador. Para ele conseguir faze o seu melhor. Quase sempre que estou cobrando é por falta de vontade, deixar o time na mão. Sou um cara muito espontâneo. Com o tempo você vai se corrigindo e melhorando. Tem dois anos que não sou expulso. É uma coisa que procurei melhorar. Isso faz parte da minha personalidade, na maioria das vezes mais ajuda do que atrapalha.”

“Tem uma causa justa. Minha vida é uma vida de doação para o jogador. Gosto de mudar a vida de jogar no futebol, que esse impacto cause uma mudança eficiente e de conexão com a torcida. Muito mais ajuda do que atrapalha. No fundo, tem uma coisa que os benefícios daquilo são positivos. A pessoa as vezes acha que estourei com o jogador, ai você vai perguntar para o jogador que mais estourei… Um dos mais cobrados no Vasco foi o Rayan. Quando perguntaram pra ele, disse que eu era um pai pra ele. É só ir atrás dos jogadores que trabalharam comigo sobre o que acham de mim. Os exageros temos que aprender cada vez mais e ter controle. Mas aquilo tem um fundamento que ele é muito positivo para a vida dos jogadores.”

Matheuzinho e Matheus Bidu

“Falei com eles. É muito difícil se afirmar como jogador pelo Corinthians. E são identificados, vencedores, podem postular chance na Seleção, é uma posição carente. Vejo potencial neles para isso.”

Jogar na Neo Química Arena

“Jogar na Arena é ruim para todo adversário. Temos que prevalecer o mando. Não gosto de comparar elenco, mas estou muito contente com o elenco que temos. Estou muito confiante que vamos conseguir subir o nível de todo mundo.”

Jogo com os pés de Hugo Souza

“Em relação ao Hugo, eu trabalhei com o Fábio que não jogava absolutamente nada com os pés e evoluiu. Ele tinha 40 anos. O Hugo tem um pé melhor do que as pessoas acham, o jogo fica fácil se o goleiro joga com os pés. Temos que deixar ele confiante para tomar a melhor decisão. Em muitos momentos nesse trabalho do Vasco teve muita ligação direta. Mas o Hugo vai melhorar essa questão com os pés.”

Maneiras de jogar e se o Corinthians ‘escolhe’ jogos

“Em todos os times que passei joguei mais com bola longa do que jogo curto. Em relação ao Raniele, é uma possibilidade dele jogar de zagueiro, pode ser que aconteça se for melhor para o Corinthians. Enquanto a parte ofensiva, nem tudo é tática. Há dois meses teve a conquista sobre o Flamengo. Tem muitos fatores para acharmos solução. Espero ajudar os jogadores a tomar menos gols e conseguir vencer.”

“Não temos que escolher jogo. O Brasileiro todo jogo é uma final, tem objetivos. A final é todo jogo. Temos que jogar como as partidas merecem ser jogadas. Vivo o futebol de uma maneira intensa. Temos que encarar cada jogo, cada treinamento como uma final.”

Critérios para escolha da sua comissão técnica no Corinthians

“Pra quem não sabe o Wagner é uma cria do Corinthians, aqui da Penha. Trabalhou aqui de 85 a 96, foi campeão daquela Copa do Brasil. Tem uma história grande e está voltando para casa. Está comigo desde o início da carreira. O Léo Porto já trabalhou com Dorival e já pensei algumas vezes em trazer para trabalhar comigo, ficou cinco anos no Fortaleza. O Lucas é um rapaz do Vasco, é a segunda vez que trabalhei com ele, um talento muito grande da parte da análise e captar minhas ideias. E o Luis Fernando é um fisiologista que tem uma formação diferente. Um médico formado em cardiologia e fisiologia para acelerar os processos. Quero aumentar o volume de treino e intensidade e manter o jogador com saúde.”

Libertadores e sonho por títulos:

“É a minha maior conquista como treinador. Quando cheguei no Fluminense em 2022 estava na zona de rebaixamento. Ai terminou em terceiro no Brasileiro, garantiu a vaga e fizemos uma campanha muito importante. Ganhamos bem de Boca e River. Ninguém acreditava. É um sonho possível. Temos que sonhar e ir atrás disso. Todo mundo aqui quer. Temos que viver esse sonho todos os dias.”

“Nenhum time está pronto para ganhar títulos. Temos que trabalhar e ir melhorando o time. Os campeonatos estão no início. É priorizar o próximo jogo. O Campeonato Brasileiro não pode deixar desgarrar. Temos que priorizar aquilo que temos para frente. A Libertadores é o sonho de todo time. Vamos procurar a fazer o nosso melhor.”

Alex Santana reintegrado?

“Sobre o Alex eu quero ver com calma. Fiquei sabendo há pouco que ele estava treinando separado. Quero ver com calma. É um jogador que eu gosto e conheço há bastante tempo.”

Derby contra o Palmeiras, no fim de semana, pelo Brasileirão, conexão com o torcedor e postura dos jogadores

“Eu sei claramente a importância de um clássico contra o Palmeiras. Os jogadores também sabem. Mas temos primeiro a estreia da Libertadores. Vamos nos entregar ao máximo para fazer grandes jogos. Espero que a gente consiga ganhar o quanto antes para criar essa conexão com o torcedor. Quero ajustar essa sintonia do time com o torcedor. Eles estão conscientes que precisam mudar, e a insatisfação dos torcedores é legítima. O elenco tem potencial, não tem o porquê de escolher jogo. O torcedor sempre quer ver o jogador lutar e vencer. Estamos aqui por causa do torcedor.”

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