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·4. Juni 2026
Nunca jogou em Portugal, mas mereceu a «atenção» de Luís Freire: «Pode ser uma opção polivalente»

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A seleção portuguesa sub-21 realizou, na noite desta quarta-feira, um encontro de preparação frente à Irlanda do Norte, tendo vencido por 4-0. Luís Freire estreou algumas caras novas, onde salta à vista o nome de João Costa.
O jogador, de 21 anos, representa atualmente o Al-Ettifaq, do principal escalão do futebol saudita. Ao serviço do clube de Dammam nas duas últimas épocas, o avançado somou quatro tentos e quatro assistências em 44 partidas disputadas.
Inclusive, a sua última participação para golo foi na derrota caseira (1-3) frente ao Al-Ittihad Jeddah, na altura orientado por Sérgio Conceição, na penúltima jornada da Saudi Premier League - jogo esse que pode ter chamado a atenção do selecionador português.
Antes disso, passou por Itália, tendo representado a Roma em cinco partidas oficiais. Ainda assim, a sua passagem pelo emblema romano ficou mais evidente nos sub-19, onde atuou entre 2021 e 2024, realizando 41 jogos, nos quais apontou cinco remates certeiros.
A verdade é que o talento do jovem não passou despercebido a Daniele De Rossi. O ex-treinador dos Giallorossi lançou-o na partida diante do Brighton & Hove Albion (1-0), em Inglaterra, a contar para a segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa, em 2024.
Curiosamente, e apesar de ter sido chamado agora à Equipa das Quinas, nunca jogou em Portugal, tendo começado a dar os primeiros passos na formação do Palmeiras, na qual ficou de 2016 a 2020 - ano em que se transferiu para o rival Corinthians.
Por isso mesmo, o atacante possui dupla nacionalidade brasileira, uma vez que até nasceu na cidade de Umuarama, no estado do Paraná. No entanto, decidiu representar Portugal e até já somou duas internacionalizações pelos sub-20.
Neste jogo de preparação, João Costa foi lançado ao intervalo, assumindo a posição de lateral esquerdo. Mais tarde, trocou para extremo direito e, já na reta final do encontro, esteve envolvido no quarto e último golo. Em conferência de imprensa, Luís Freire analisou a «polivalência» do atleta.
«É alguém com formação e que temos acompanhado. No clube dele tanto faz linha de cinco a defender a ala esquerdo, como joga a extremo ou a ala direito. É muito abnegado defensivamente e está sempre muito disponível para defender. Depois, para a frente também tem aquela capacidade de desequilíbrio», afirmou.
O técnico, de 40 anos, abordou ainda os primeiros dias do jovem ao serviço da seleção e o possível futuro a nível internacional.
«É um jogador ao qual vamos estar atentos. Fez um bom estágio e uma boa segunda parte. Pode ser uma opção algo polivalente, vamos acompanhar o trajeto dele», acrescentou ainda.
Tendo em conta o desenrolar da partida, o jogador não teve de se preocupar tanto com as tarefas defensivas, visto que a formação irlandesa pouco ou nada fez para assustar as redes lusas.
Em sentido inverso, quando alinhou na frente de ataque, a sua produção aumentou a olhos vistos, destacando-se pela velocidade, agressividade, irreverência e qualidade técnica.
Apesar da boa mas curta amostra, ainda tem alguns pontos em que pode melhorar e que deve vir a desenvolver, tendo em conta a tenra idade: disputas aéreas, tomada de decisão e crescimento físico são alguns dos pontos em que o português pode trabalhar.







































