O bastidor que se fala de Nardoni, Tiaguinho e Willian no Grêmio
O caso do Tiaguinho é bem simbólico. Internamente, o discurso é de que ele está sendo preparado e que vai voltar a ganhar espaço. Existe, sim, conversa de renovação (mesmo com contrato longo), mas não é isso que explica o momento atual. A leitura é mais tática do que contratual: jogadores com característica de cadência, mais pausa, não são exatamente o que o técnico Luís Castro costuma priorizar. Ele gosta de intensidade, de meio-campista que cobre campo, acelera jogo. E aí entra um ponto importante: não é qualidade, é encaixe. O Tiaguinho pode até voltar a ser utilizado, mas precisa se adaptar a essa exigência.
Já o Juan Nardoni vive uma situação diferente. O Grêmio não vê a contratação como erro — muito pelo contrário. A avaliação é de que ele ainda não mostrou tudo o que pode, mas isso passa por sequência. É aquele cenário clássico: jogador recém-chegado, ainda tentando se soltar, e o clube apostando que, com mais minutos em campo, o rendimento vai aparecer. Internamente, existe confiança de que ele vai render.
Outro nome que entra nesse pacote é o Tetê. Aqui já existe uma frustração maior, mas com atenuantes claros. Primeiro, adaptação — ele passou boa parte da carreira fora do Brasil. Segundo, questão física: o entendimento é que ele está como se estivesse no fim de temporada europeia, com desgaste acumulado. A pausa da Copa aparece como chave nesse caso. A expectativa é que, com descanso e uma mini pré-temporada, ele consiga entregar mais no segundo semestre.
E aí tem um ponto que foge do campo, mas mostra bastidor: o Willian. Existe uma expectativa de retorno antes do previsto — e isso passa muito pela postura do jogador. Ele está fazendo tratamento em dois turnos, com a estrutura do clube e também com um fisioterapeuta particular, em conjunto com o Grêmio. É um esforço claro para acelerar a recuperação. E isso pesa internamente. Mesmo com as lesões e a dificuldade de sequência, a leitura é de um jogador comprometido.