Zerozero
·3. April 2025
O Jamor é mesmo ali

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·3. April 2025
Ainda faltam pelo menos 90 minutos para que o favoritismo seja confirmado, mas uma vitória por 2-0 na primeira mão deixa o Sporting muito perto de assegurar, pelo segundo ano consecutivo, um lugar na final da Taça de Portugal.
O Rio Ave ainda tem direito a uma palavra, uma vez que leva a eliminatória até casa no final deste mês, mas não se pode dizer que os vilacondenses tenham sido eloquentes no seu discurso esta terça-feira... Na verdade, a equipa de Petit descambou totalmente na segunda parte, perante um enorme Gyökeres, e por isso ficará satisfeita com um défice de apenas dois golos.
Por mais que se tratasse de uma meia-final da prova rainha, a data do jogo, aliada à meteorologia, impediu que nas bancadas de Alvalade se construísse uma imagem mais animadora (30 mil nas bancadas). A dimensão da ocasião foi, ainda assim, respeitada por um Sporting que entrou bem no jogo e conseguiu empurrar o Rio Ave para as redondezas da sua baliza.
E sabemos que a ocasião é importante quando Geny Catamo sai da lâmpada pronto a cumprir todos os desejos verde e brancos. De regresso à titularidade, o moçambicano até entrou mal no jogo, com uma série de passes falhados, mas aos 12 minutos ficou com as sobras de um canto e fez o que tão bem faz. Fez lembrar, de certa forma, o momento do bis que há cerca de um ano decidiu o título.
Os visitantes tentaram reagir nos minutos que se seguiram, mas não foi fácil chegar ao último terço. Além de um remate de fora da área por André Luiz, as maiores ocasiões continuaram a ser de um leão na sua versão mais sólida do pós-Amorim. Então quando o sueco lá da frente apareceu no jogo, o caminho para a vitória começou a ficar melhor sinalizado...
Primeiro arrancou pela esquerda, sentou Richards, mas viu o golo negado por MIszta. Dois minutos depois voltou a aparecer com muito perigo no coração da área, mas foi só mais tarde, já em cima do intervalo, que Viktor Gyökeres chegou ao golo. Na mesma semana em que o elevado número de grandes penalidades lhe foi cobrado, o avançado saldou a dívida com um regalo para os olhos: uma panenka! Mérito de novo para Geny, que conquistou o lance com um drible sobre Aguilera.
O arranque da segunda parte trouxe um pouco mais do mesmo, com Gyökeres confortável na partida e o Sporting igualmente confortável em procurar o seu avançado de forma insistente e repetitiva.
Cada lançamento na profundidade levava os adeptos um pouco mais perto da fronteira dos seus assentos. A cada vez que o sueco driblava o adversário direto - três estatelados no chão, pela nossa contagem -, todos se levantavam. No fim, todos levavam as mãos na cabeça quando a assistência não era consumada. Primeiro por falhanço de Trincão, depois por Geny.
Talvez saturado de tentar o passe, Gyökeres ainda tentou armar um ambicioso e potente remate que deixou a baliza a tremer, mas logo depois voltou a mostrar serviço com o passe que levou Geny ao bis e ao 3-0. O lance foi invalidado, mas assim iam passando os minutos, com os leões sempre mais perto de um terceiro golo do que de ver a equipa de Petit a reduzir.
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