Jogada10
·10. Januar 2026
Outsider Tours: Polícia aponta fraude em ingressos da final entre Flamengo e Palmeiras

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As investigações da Polícia Civil que levaram à prisão de Fernando Sampaio indicaram manobras do dono da Outsider Tours para simular a validação de ingressos da final da Libertadores, no Peru. Segundo apuração, o empresário utilizou login e senha falsos para criar a aparência de que os tíquetes existiam e estavam confirmados no site da Conmebol.
A Outsider Tours tornou-se alvo de centenas de investigações e processos nas Justiças cível e criminal em todo país nos últimos anos. A empresa atua diretamente no ramo de venda de pacotes de viagens e ingressos para eventos esportivos.
O caso que resultou na prisão de Fernando envolve quatro rubro-negros do Pará que gastaram R$ 8,2 mil para assistir à final entre Flamengo e Palmeiras, em Lima, no Peru. A empresa também se envolveu em polêmica nas decisões do clube nas edições da Libertadores de 2019 e 2022 — ano em que atuou como parceria do clube.
De acordo com a Polícia Civil do Pará, Fernando Sampaio enviou um login e uma senha aos torcedores às vésperas da final, 28 de novembro. O acesso servia para validar os ingressos no site da Conmebol, mas os dados estavam em nome de outra pessoa e serviam apenas como simulação.
Márcio Henrique Ayres de Andrade, por exemplo, relatou que planejou uma surpresa para o filho ao contar que viajariam para a final, mas precisou mudar os planos após não receber os ingressos. Segundo ele, a expectativa da criança girava em torno da viagem, do horário do voo e do jogo.
Sobre a prisão de Fernando Sampaio, Márcio afirmou que considera a medida necessária diante da repercussão do caso e do transtorno causado. Ele disse que pretende acioná-lo na Justiça, destacando que o prejuízo não se limita ao dinheiro.

Torcedor do Flamengo, Márcio Henrique Ayres de Andrade esteve entre as vítimas – Foto: Reprodução
As vítimas relataram à polícia que, após o problema, Fernando passou a ignorar mensagens e ligações, sem qualquer devolução do valor pago. Sem receber os tíquetes, todos tiveram que comprar novos ingressos no dia da partida, por preços bem superiores aos inicialmente acertados.
A Delegacia de Defraudações solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras um relatório financeiro do empresário. O material foi enviado ao Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil, que agora investiga se Fernando também cometeu crime de lavagem de capitais. Ele já responde por estelionato e aparece em outros dois inquéritos.
Na decisão que determinou a prisão preventiva, o juiz destacou o risco de continuidade delitiva e citou a existência de múltiplos processos em diferentes estados. A defesa, por sua vez, afirmou que não teve acesso à investigação e informou que vai pedir a revogação da prisão.









































