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·21. Mai 2026
Palmeiras finaliza mais, mas não evita derrota na Libertadores

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O Palmeiras perdeu para o Cerro Porteño por 1 a 0, no Allianz Parque, em uma partida que expôs uma diferença importante entre domínio territorial e eficiência. O time de Abel Ferreira controlou a bola durante a maior parte do jogo, empurrou o adversário para o campo defensivo, mas não conseguiu transformar volume em resultado.
Os números mostram a contradição da noite. O Verdão terminou com 74% de posse de bola, contra apenas 26% do Cerro Porteño. Também trocou muito mais passes: foram 529 passes do Palmeiras, com 91% de precisão, contra 175 passes do time paraguaio, que teve 68% de acerto.
Apesar do controle absoluto da posse, o Palmeiras não conseguiu ser suficientemente letal. Foram 11 finalizações, sendo quatro no alvo. O Cerro Porteño, mesmo com menos bola e menos presença ofensiva, finalizou sete vezes, acertou duas no gol e aproveitou uma delas para decidir a partida.
O Verdão também teve mais escanteios: seis contra três. A equipe tentou pressionar pelo volume, pelos cruzamentos e pela presença no campo de ataque, mas encontrou dificuldades para quebrar a última linha defensiva do Cerro.
A intensidade do jogo apareceu no número de faltas. O Palmeiras cometeu 17 infrações, contra 10 do Cerro Porteño. As duas equipes terminaram com três cartões amarelos cada, sem expulsões.
Outro dado que ajuda a contar a história da partida está nos impedimentos: o Palmeiras foi flagrado três vezes, enquanto o Cerro não teve nenhum impedimento. Isso reforça a tentativa alviverde de buscar profundidade, mas também mostra certa ansiedade e dificuldade de ajuste no último passe.
O Palmeiras teve praticamente todos os indicadores de controle do jogo: posse, passes, precisão, escanteios e volume ofensivo. Ainda assim, o placar favoreceu o Cerro Porteño. A explicação passa pela falta de agressividade real no terço final. O Verdão rondou a área, construiu por muitos minutos e acumulou presença ofensiva, mas criou pouco em termos de chance clara.
Do outro lado, o Cerro fez o jogo que precisava fazer fora de casa. Aceitou ter pouca posse, baixou as linhas, competiu fisicamente e foi mais objetivo quando teve espaço. Em partidas de Libertadores, esse tipo de eficiência costuma ser decisivo. Para o Palmeiras, a derrota acende um alerta: controlar a bola não basta. O time precisa recuperar velocidade, profundidade e capacidade de transformar domínio em gol.
📊Estatísticas
PalmeirasCerro Porteño
74%
Posse de Bola
26%
11
Finalizações
7
4
No Alvo
2
6
Escanteios
3
17
Faltas
10
3
Impedimentos
0
1
Defesas
4
A derrota não veio por falta de controle, mas por falta de contundência. O Palmeiras teve a bola, ocupou o campo ofensivo e obrigou o Cerro a se defender por longos períodos. Porém, o time paraguaio foi mais prático: precisou de menos posse, menos passes e menos finalizações para sair do Allianz Parque com a vitória.
Para Abel Ferreira, o desafio passa por ajustar o último terço. Sem Felipe Anderson e Ramón Sosa, lesionados, o Palmeiras perdeu parte da criatividade e da profundidade. A equipe teve organização, mas faltou desequilíbrio individual e tomada de decisão mais rápida perto da área.
A Libertadores costuma punir desperdícios. Contra o Cerro Porteño, o Palmeiras teve volume, mas não teve eficiência. E a estatística mais importante, o placar, terminou contra o Verdão.
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