Jogada10
·25. Juni 2026
Pedrinho rebate acusações e denuncia golpe no Vasco: “Tudo por poder”

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O presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, já tinha quebrado o silêncio após o seu recente afastamento judicial do Conselho de Administração da SAF. Mas em uma nova entrevista esclarecedora e repleta de forte carga emocional concedida ao canal “Atenção, Vascaínos!”, o dirigente abriu o jogo sobre os bastidores da crise que abala o clube de São Januário. De fato, o mandatário tratou a decisão como uma surpresa e não poupou críticas aos seus opositores. Ele relatou o impacto da medida em uma semana conturbada pela busca de um novo treinador e pela reabertura da janela de transferências no futebol nacional.
Durante o longo desabafo, Pedrinho se posicionou como o principal alvo de uma articulação política arquitetada por opositores. E que os mesmos visam unicamente a tomada do poder institucional. Segundo o mandatário, os seus adversários aproveitaram o período pré-eleitoral e a instabilidade da equipe no Campeonato Brasileiro para desferir um golpe estratégico. O objetivo principal do grupo rival seria minar a sua maior força junto à imensa torcida vascaína: a honestidade.
“Não esperava que a maldade das pessoas fossem num nível tão grande assim, a ponto de pensar somente no poder e esquecer todos os problemas que podem vir para a instituição. Como todos os torcedores que acompanham diretamente o Vasco, todos sabem que existiu uma briga política interna, que na minha concepção não deveria prevalecer se causa dano à instituição. E essa briga tá tomando um caminho que é um caminho muito ruim, porque todas as alegações, todas as falácias, todas as narrativas são apenas narrativas. E chegar numa esfera tão crucial e eles esperarem o momento certo, que é o momento de eleição, no momento que o clube tá fragilizado em termos de pontuação para fazer esse movimento, é muita deslealdade, não comigo, deslealdade com a instituição”, disparou Pedrinho.
Primeiramente, o dirigente rebateu de forma veemente as suspeitas levantadas pela oposição sobre as atividades comerciais de sua empresa privada. Ele esclareceu que a pessoa jurídica foi constituída para a realização de palestras institucionais focadas em saúde mental e qualidade de vida. Para demonstrar total transparência em sua conduta civil e administrativa, Pedrinho colocou-se totalmente à disposição das autoridades. E ainda explicou a fragilidade das acusações sobre um suposto agenciamento ilegal de atletas de futebol.
“É uma empresa que eu tenho para falar sobre saúde mental, que é uma das coisas que toca a minha vida. Onde eu tenho contrato com uma empresa de um amigo que eu sou remunerado para palestrar. (…) Falando que eu agencio jogador, sendo que eu coloco todos os meus patrimônios como garantia na recuperação judicial. Era um dos únicos caminhos pro clube se reestruturar. Por isso, de repente outros não fizeram, porque você botar todo o teu patrimônio em jogo é muita responsabilidade. (…) Então, eu seria burro o bastante para ter um contrato que agencia jogador e eu perder todo o meu patrimônio? Então assim, é tanta crueldade, tanta maldade, tanta falácia que me dói”, defendeu-se, complementando sobre o seu sigilo bancário: “Tá liberado. Sempre teve, pô. (…) Para mim tá muito claro, tá tudo liberado assim, não tem problema nenhum”.

Pedrinho está impactado negativamente com a política do Vasco – Foto: Reprodução
Ao analisar as finanças do clube associativo, Pedrinho relembrou o cenário caótico e de extrema escassez de recursos que encontrou ao assumir a presidência. O mandatário revelou que os relatórios iniciais apontavam um caixa inflado de forma fictícia, mas a realidade bateu à porta com menos de R$ 1 milhão disponível para honrar a folha salarial dos funcionários. Diante do perigo iminente de decretação de falência generalizada, ele defendeu a Recuperação Judicial (RJ) como a única salvação para arrumar a casa e atrair parceiros comerciais de credibilidade no mercado.
“Quando a gente entrou, se eu não me engano, a gente tinha 800.000 em caixa, a gente não tinha salário pro mês seguinte, então foi uma luta constante para honrar os compromissos. (…) Quando a gente vai para a recuperação judicial era o único meio de sobrevivência. (…) A recuperação judicial, ela fez o quê? É como se fosse o seu armário de roupa. Ela botou camisa no lugar de camisa, na gaveta de camisa. Cueca na gaveta de cueca, short na gaveta de short. Então tá tudo arrumado. Quando o investidor olha pro cenário, ele sabe exatamente tudo que o Vasco tem, além do tombo no bom sentido, que a gente deu na dívida. A gente tem uma queda na dívida extraordinária e organizamos completamente a dívida”, explicou de forma didática.
Pela primeira vez em um pronunciamento oficial, Pedrinho confirmou que o clube associativo mantém tratativas diretas e avançadas com o bilionário empresário Marcos Lamacchia para a venda do controle acionário do futebol. Ele assegurou que o investidor brasileiro não se deixou abalar pelos escândalos jurídicos recentes promovidos pela oposição. De acordo com o projeto desenhado nos bastidores, o novo parceiro aportará um montante superior a R$ 2 bilhões. Desse modo, iria assumir integralmente as dívidas e garantindo estabilidade financeira definitiva para a instituição.
“Nenhum investidor chegou com uma proposta oficial, a não ser o Lamacchia. (…) Cada vez mais que eles fazem isso, o investidor fica mais à vontade e seguro para fazer o negócio com relação ao Vasco. (…) É um investidor que vai fazer aportes com direcionamento, aportes com dinheiro destinado para contratação, aportes para pagamento de dívida, para fluxo de caixa, para centro de treinamento. E aí a gente já tá falando de muito dinheiro, é mais de R$ 2 bilhões. (…) O mais importante que isso, pro pagamento das dívidas, que isso vai ser o maior legado, porque o investidor assume imediatamente, quando ele compra o Vasco, ele assume as dívidas para ele. (…) O Vasco não vai ter dificuldades pelo resto da sua existência, porque é um investidor com uma garantia num valor extremamente absurdo”, revelou o dirigente.

Marcos Lamacchia negocia com Pedrinho a venda da SAF – Fotos: Reprodução
Por outro lado, o presidente do Vasco fez uma autocrítica sincera sobre o seu rendimento no comando do futebol. Sem dúvida, ele reconheceu que cometeu erros naturais de avaliação no primeiro semestre. Ele explicou ainda que o desgaste com os processos burocráticos e financeiros da SAF consumiu grande parte de suas energias cotidianas. Mesmo assim, Pedrinho assumiu a responsabilidade pelos resultados do campo e defendeu nominalmente profissionais criticados pela torcida, como o diretor Felipe e os técnicos Fernando Diniz e Renato Gaúcho.
Por fim, o ídolo mandou um recado direto aos torcedores e confirmou que planeja concorrer à reeleição para seguir lutando pelos interesses do clube:
“Acerto e erro como gestor. (…) Nesses praticamente três anos, a minha participação foi menos do que as pessoas imaginam por causa da questão de reestruturação financeira e do investidor no futebol. (…) Contratar eu vou errar e vou acertar, apesar de ter participado pouco, e essa responsabilidade é minha como presidente, sem problema, é OK. (…) O recado que eu posso deixar pro torcedor é que assim, eu cuido do Vasco com muito carinho, eu cuido do Vasco com muito amor e vou cuidar. (…) Roubar o Vasco, sacanear o Vasco, eu não vou fazer. Vão criar essas narrativas, mas eu não vou fazer. Até porque ladrão eu não sou e burro menos ainda, porque os meus patrimônios estão ali. (…) Eu vou lutar por vocês até o último dia que eu ficar aqui.”







































