Território MLS
·17. Juni 2026
Portugal x República Democrática do Congo (Grupo F): onde assistir, prováveis escalações e o que esperar da estreia de Cristiano Ronaldo

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A Copa do Mundo de 2026 começa para Portugal nesta quarta-feira (18), às 14h (horário de Brasília), diante da República Democrática do Congo, no NRG Stadium, em Houston.
A partida marca a estreia de Cristiano Ronaldo em mais uma Copa do Mundo e também o primeiro compromisso de uma seleção portuguesa que chega cercada de expectativas após um dos melhores ciclos de sua história recente.
🏆 Copa do Mundo 2026 – Grupo F
🇵🇹 Portugal x República Democrática do Congo 🇨🇩
📆 Quarta-feira, 18 de junho de 2026
⏰ 14h (horário de Brasília)
🏟️ NRG Stadium, Houston
📺 Onde assistir: CazéTV
Portugal chega para a Copa do Mundo de 2026 vivendo um dos momentos mais promissores de sua história recente. Se em 2022 a seleção já possuía uma geração talentosa, a equipe atual parece muito mais completa, madura e preparada para disputar o título mundial.
Muito disso passa pelo meio-campo. Portugal chega ao Mundial com um setor que pode tranquilamente ser considerado um dos melhores — e talvez o melhor — da competição. Vitinha vive o auge da carreira após liderar o PSG ao título da UEFA Champions League, João Neves se consolidou como um dos meio-campistas mais completos do futebol europeu e Bruno Fernandes chega após a melhor temporada individual da carreira, eleito o melhor jogador da Premier League.
E a qualidade não para por aí. Bernardo Silva segue sendo uma das grandes referências técnicas da seleção e chega valorizado após sua transferência para o Real Madrid. Nas laterais, Portugal conta com dois jogadores de elite mundial: Nuno Mendes, considerado por muitos o melhor lateral-esquerdo do planeta atualmente, e João Cancelo, que voltou a atuar em alto nível no Barcelona.
O ciclo sob comando de Roberto Martínez também foi extremamente positivo. Portugal conquistou a UEFA Nations League ao superar a Espanha na decisão e chega à Copa cercado de confiança. Diferente do que aconteceu em 2022, quando Fernando Santos convivia com questionamentos constantes sobre a utilização de Cristiano Ronaldo, Martínez construiu uma seleção que potencializa suas estrelas sem abrir mão do coletivo.
E é justamente aí que entra Cristiano Ronaldo. Mesmo aos 41 anos, o capitão português continua sendo uma das principais referências da equipe. Criticado após alguns amistosos recentes, o camisa 7 respondeu da maneira que sempre respondeu ao longo da carreira: sendo decisivo quando Portugal mais precisou. Foi dele o gol na final da Nations League contra a Espanha, mais uma demonstração de que, enquanto estiver em campo, continuará sendo uma arma capaz de decidir jogos importantes.
Por tudo isso, Portugal chega aos Estados Unidos como uma das seleções mais fortes da Copa do Mundo e com reais condições de brigar pelo título.
A República Democrática do Congo chega para a Copa do Mundo de 2026 vivendo um dos momentos mais importantes de sua história. Esta será apenas a segunda participação do país em Mundiais. A primeira aconteceu em 1974, há mais de cinquenta anos, quando a seleção ainda competia sob o nome de Zaire.
Grande parte desse crescimento passa pelo trabalho realizado nos últimos anos para fortalecer o elenco através da diáspora congolesa espalhada pelo futebol europeu. O resultado é uma seleção muito mais qualificada do que aquela que muitos torcedores imaginam quando olham apenas para o nome do país.
Hoje, o Congo conta com jogadores experientes e acostumados ao mais alto nível do futebol europeu, como Yoane Wissa, Chancel Mbemba, Aaron Wan-Bissaka, Cédric Bakambu, Théo Bongonda, Noah Sadiki e Charles Pickel. Além disso, a federação conseguiu recuperar diversos atletas com raízes congolesas que poderiam ter defendido outras seleções, fortalecendo significativamente o projeto esportivo da equipe.
Sob comando do francês Sébastien Desabre, a seleção construiu uma campanha consistente e garantiu sua vaga na Copa do Mundo através da repescagem, superando a Jamaica na decisão. Mais do que a classificação, chama atenção a evolução coletiva apresentada pelo Congo nos últimos anos.
Por isso, a República Democrática do Congo aparece como uma das principais candidatas a zebra deste Mundial. Talvez não no sentido de eliminar uma favorita ao título, mas como uma equipe perfeitamente capaz de complicar a vida dos adversários, disputar uma vaga na fase eliminatória e superar as expectativas de quem ainda não conhece a força desta geração congolesa.
Confiança no palpite: Alta
Se Cristiano Ronaldo está em campo, ele automaticamente se torna um dos jogadores mais observados da partida.
O capitão português não teve seus melhores desempenhos nos amistosos preparatórios para a Copa do Mundo, mas o histórico mostra que dificilmente alguém deve duvidar dele em grandes competições. Aos 41 anos, Cristiano disputa aquela que pode ser sua última Copa do Mundo e continua sendo a principal referência ofensiva da seleção portuguesa.
Maior artilheiro da história das seleções e decisivo na conquista da UEFA Nations League sobre a Espanha, o camisa 7 chega ao Mundial tentando provar mais uma vez que ainda pode decidir jogos no mais alto nível.
Formado nas categorias de base da Bélgica, Noah Sadiki optou por representar a República Democrática do Congo e chega à Copa do Mundo como uma das peças mais importantes da equipe africana.
O volante do Sunderland terá uma das tarefas mais difíceis da primeira rodada: ajudar a controlar um dos melhores meios-campos da Copa do Mundo. Vitinha, Bruno Fernandes e João Neves formam um trio de elite no futebol europeu e caberá a Sadiki liderar a proteção defensiva congolesa.
Mesmo que passe despercebido para parte do público, seu desempenho pode dizer muito sobre as chances do Congo sair de Houston com um resultado competitivo.
Diogo Costa; João Cancelo, Rúben Dias, Gonçalo Inácio e Nuno Mendes; João Neves, Vitinha e Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Rafael Leão e Cristiano Ronaldo.
Técnico: Roberto Martínez.
Lionel Mpasi; Aaron Wan-Bissaka, Chancel Mbemba, Axel Tuanzebe, Steve Kapuadi e Arthur Masuaku; Noah Sadiki, Charles Pickel e N. Mukau; Yoane Wissa e Cédric Bakambu.
Técnico: Sébastien Desabre.
A tendência é de um jogo com roteiro muito claro: Portugal controlando a posse de bola e a República Democrática do Congo apostando em transições rápidas para surpreender.
A equipe de Sébastien Desabre não tem qualquer problema em jogar sem a bola, muito pelo contrário, o Congo se sente confortável defendendo em bloco baixo e tentando acelerar pelos lados do campo, principalmente utilizando a velocidade de Yoane Wissa. A ideia será encontrar espaços para que o atacante do Newcastle consiga servir Cédric Bakambu, um centroavante experiente e extremamente perigoso dentro da área.
Do outro lado, Portugal deve empurrar suas linhas para frente desde os primeiros minutos. Roberto Martínez construiu uma equipe que gosta de controlar o jogo através da posse de bola, aproveitando a qualidade técnica de Vitinha, Bruno Fernandes e João Neves para circular a bola até encontrar espaços.
Além do jogo pelo chão, Portugal também possui uma alternativa que poucas seleções do mundo têm: a bola aérea para Cristiano Ronaldo. Mesmo aos 41 anos, o camisa 7 continua sendo uma das maiores referências ofensivas do futebol mundial quando o assunto é presença de área.
Por isso, a expectativa é de uma partida de ataque contra defesa. O Congo tentará sobreviver à pressão portuguesa e encontrar um contra-ataque perfeito, enquanto Portugal buscará transformar sua superioridade técnica em gols o mais rápido possível.
Portugal entra na Copa do Mundo como favorito para terminar na liderança do grupo e sabe que largar com três pontos é fundamental para confirmar esse status.
Apesar do favoritismo português, a República Democrática do Congo não deve ser tratada como uma adversária qualquer. A equipe africana possui qualidade suficiente para competir e pode acabar sendo uma das zebras mais interessantes desta Copa do Mundo.
Pensando na classificação, o Congo provavelmente enxerga os confrontos diante de Colômbia e Uzbequistão como os mais importantes da fase de grupos. Por isso, evitar uma derrota pesada diante de Portugal também pode ser fundamental em uma eventual disputa por saldo de gols ou por uma vaga entre os melhores terceiros colocados.
Na outra partida do grupo, Colômbia e Uzbequistão fazem um confronto que pode ter impacto direto na briga pela classificação. Dependendo dos resultados da primeira rodada, o Grupo F pode chegar à segunda rodada completamente aberto atrás da seleção portuguesa.
Imagem de Capa: Reprodução via Getty Images







































