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·9. Juni 2026

Presidente do Corinthians vira investigado em apuração sobre contrato de segurança

Artikelbild:Presidente do Corinthians vira investigado em apuração sobre contrato de segurança

Segundo matéria do ge, o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, passou a integrar oficialmente a lista de investigados no procedimento criminal conduzido pelo Ministério Público de São Paulo que apura a contratação de uma empresa de segurança supostamente irregular pelo clube. O contrato em questão envolveu pagamentos que somam R$ 676,6 mil.

Segundo o documento do MP, a inclusão de Stabile ocorreu por dois fatores principais. O primeiro é o depoimento de Fábio Soares, ex-diretor administrativo do Corinthians, que teria afirmado aos promotores que a contratação emergencial da empresa foi determinada pelo próprio presidente.


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O segundo ponto envolve Fernando José da Silva, proprietário da Mega Assessoria Operacional Ltda. A investigação aponta que ele também exercia função como funcionário do Corinthians durante o período em que a empresa prestava serviços ao clube.

A apuração ainda identificou uma possível contradição nas informações fornecidas pelo Corinthians. Em maio de 2026, Fernando assinou um ofício encaminhado à Polícia Militar solicitando escolta para a delegação alvinegra em compromisso da Libertadores, apresentando-se como gerente operacional do clube.

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Osmar Stabile (Foto: Rodrigo Coca / Ag Corinthians)

O fato chamou a atenção dos investigadores porque o Corinthians havia informado anteriormente ao Ministério Público que Fernando trabalhou na instituição apenas entre setembro e outubro de 2025. Diante dos novos elementos reunidos, Osmar Stabile foi convocado para prestar esclarecimentos. O depoimento está agendado para o dia 23 de junho, às 11h15.

A investigação tem como foco a contratação da Mega Assessoria Operacional Ltda, empresa constituída em julho de 2025 e que recebeu três pagamentos do Corinthians por serviços de segurança realizados entre julho e outubro daquele ano. As notas fiscais somam mais de R$ 676 mil.

Segundo o Ministério Público, a empresa não possuía autorização da Polícia Federal para atuar no segmento de segurança privada e também não teria firmado contrato formal com o clube.

Em nota divulgada anteriormente, o Corinthians argumentou que a contratação ocorreu em caráter emergencial após a invasão da presidência do clube por apoiadores do ex-presidente Augusto Melo, em maio de 2025. A diretoria também sustentou que os serviços foram efetivamente prestados em unidades do clube e afirmou não enxergar conflito de interesses na relação entre a empresa contratada e o funcionário ligado à operação.

O caso segue sob investigação do Ministério Público, que busca esclarecer as circunstâncias da contratação e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

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