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·5. März 2026

Projeto de lei promete vetar patrocínios de casas de apostas – Flu é um dos atingidos

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O fluxo de caixa e a estabilidade financeira do Fluminense, além de outros grandes clubes do país, está em xeque. Um projeto de lei visa extinguir qualquer tipo de publicidade, patrocínio ou promoção de apostas esportivas e jogos de azar online tramita no Senado e pode trazer consequências graves às agremiações. Caso sancionada, a medida causará um prejuízo de cerca de R$1,1 bilhão aos clubes da Série A. Atualmente, a proposta aguarda relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A restrição publicitária em debate no Senado


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O texto, que já passou pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), proíbe anúncios em televisão, rádio, jornais e redes sociais, além de vetar marcas em uniformes e transmissões esportivas. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), relatora do substitutivo, defende “limites claros” para proteger a saúde mental dos cidadãos. O autor original, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), justifica que bônus e propagandas induzem pessoas a verem as apostas como investimento.

No entanto, e apesar do avanço, há uma percepção clara nos bastidores de que o presidente da Câmara, Hugo Motta, não deve pautar o tema se ele chegar aos deputados – o que traz um mínimo de tranquilidade, mas mantém o tema sob tensão constante.

O posicionamento da Superbet e os riscos para o Tricolor

Patrocinadora master do Fluminense, a Superbet alerta que o veto total beneficiará o mercado ilegal, que hoje detém 49% do setor. Em nota, a empresa afirmou que restringir a comunicação de operadoras licenciadas “enfraquece a diferenciação perante o mercado clandestino e compromete a regulação”. A parceira do Tricolor ressalta a necessidade de preservar a “segurança jurídica” e o equilíbrio econômico. Somente no primeiro semestre de 2025, sites irregulares movimentaram R$18,1 bilhões, enquanto o governo deixou de arrecadar R$4,6 bilhões em impostos.

Impacto financeiro devastador para os clubes

Atualmente, 14 dos 20 clubes da elite têm parceria firmadas com empresas do ramo. Segundo Diego Bittencourt, da Startbet, a proibição devastaria 90% da indústria do futebol, podendo gerar um monopólio de poucas gigantes. O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), através de André Gelfi, destaca que as agremiações da Série A recebem, em média, 2,6 vezes mais em patrocínios de apostas do que em premiações. Mudar as regras “com o jogo rolando” afastaria investidores e geraria instabilidade institucional.

O mercado de patrocínios master no Brasil

O setor injetou R$1 bilhão no futebol nacional este ano. Enquanto o Flamengo lidera as receitas com R$268 milhões da Betano e o Corinthians renovou com a Esportes da Sorte por R$150 milhões, o mercado sinaliza um teto. Guilherme Figueiredo, da Betano, acredita que a tendência agora é de ajuste e redução nos valores contratuais. Para o Tricolor, a manutenção desses recursos é vital para a gestão estratégica e competitividade esportiva, visto que as casas de apostas hoje dominam não apenas as camisas, mas também os direitos de nome (naming rights) de competições e estádios.

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