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·20. Mai 2026
Qual foi o critério para nomear Gustavo Correia?

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Gustavo Correia custou ao Benfica a possibilidade de entrar na Liga dos Campeões. E não estamos a falar de um lance isolado, de uma má tarde ou de uma interpretação discutível. Estamos a falar de dois jogos do Benfica esta temporada, duas arbitragens com nota negativa, dois empates, quatro pontos perdidos e um prejuízo desportivo e financeiro brutal.
No Benfica-Casa Pia, Gustavo Correia assinalou um penálti contra o Benfica por uma bola que ressalta em António Silva. Um lance absurdo, daqueles que só contra o Benfica parecem ser claros. Mais tarde, o próprio Conselho de Arbitragem deu nota insatisfatória à arbitragem desse jogo, reconhecendo que a prestação não esteve à altura.
Perante isto, o que fez o Conselho de Arbitragem? Guardou Gustavo Correia? Protegeu a competição? Evitou nova nomeação em jogo decisivo do Benfica? Nada disso. Achou boa ideia colocá-lo em Famalicão, num jogo que valia entre 40 e 50 milhões de euros, a possibilidade de continuar a lutar pela Champions e a estabilidade desportiva da próxima época.
O resultado foi o que se viu.
Em Famalicão, mais uma arbitragem negativa. Penálti por assinalar a favor do Benfica, canto duvidoso que acaba no golo do Famalicão e um amarelo inexplicável a Richard Ríos, que o afastou do jogo seguinte com o SC Braga. A Renascença, através de José Leirós, deu nota 2 a Gustavo Correia, considerou que ficou um penálti por assinalar a favor do Benfica e escreveu que o árbitro não esteve à altura técnica e disciplinarmente.
É isto que o Conselho de Arbitragem tem de explicar.
Como é possível um árbitro que já tinha recebido nota negativa num jogo polémico do Benfica voltar a ser colocado noutro jogo decisivo do mesmo clube? Que avaliação foi feita? Que critério foi usado? Quem assumiu essa nomeação? Quem achou que isto era normal?
Porque normal não é.
Normal não é dar uma nota insatisfatória a um árbitro num Benfica-Casa Pia e, meses depois, entregá-lo a um Famalicão-Benfica decisivo. Normal não é ver o mesmo árbitro voltar a cometer erros graves. Normal não é o Benfica ser prejudicado duas vezes pelo mesmo nome e depois todos fingirem que foi apenas azar.
E aqui não estamos a falar de trocos. A qualificação para a fase liga da Champions garante logo cerca de 18,6 milhões de euros, antes de prémios por resultados, ranking, receitas televisivas e outros valores que facilmente empurram a conta para dezenas de milhões.
Portanto, a pergunta é simples: quem paga isto ao Benfica?
Com 50 milhões de prejuízo potencial causado ao clube, o Conselho de Arbitragem vai ter coragem de descer Gustavo Correia de divisão? Vai penalizá-lo a sério? Ou vai premiá-lo por ter estado envolvido em dois jogos que afastaram o Benfica dos seus objetivos?
Outra pergunta que tem de ser feita: porque é que Gustavo Correia não fez um único jogo do FC Porto nesta temporada? Qual foi a razão? Proteção? Gestão? Coincidência? Critério? Medo? Ou apenas mais uma daquelas explicações que nunca chegam?
O Conselho de Arbitragem não pode fugir. Tem de dar a cara. Tem de explicar a nomeação. Tem de explicar a repetição. Tem de explicar como um árbitro chumbado num jogo do Benfica volta a aparecer noutro jogo decisivo do Benfica.
O Benfica perdeu pontos, perdeu margem, perdeu Champions e perdeu milhões. Gustavo Correia ficou com duas notas negativas. E o Conselho de Arbitragem ficou com muitas perguntas por responder.
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