Papo na Colina
·27. März 2026
Reta final! Professor de Direito aponta maio para a venda da SAF do Vasco

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O complexo processo de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama entrou na sua reta final e decisiva com a aparição pública do seu principal investidor interessado. O advogado e professor de Direito Empresarial, José Humberto, utilizou o seu canal no YouTube nesta quinta-feira (26) para analisar os desdobramentos jurídicos e o avanço das tratativas comandadas diretamente pelo empresário Marcos Lamacchia. Segundo a análise detalhada do especialista em mercado, as conversas alcançaram o estágio de formatação das condicionantes prévias para que a aguardada assinatura dos contratos ocorra nas próximas semanas de paralisação do calendário esportivo.
O negócio milionário, que gira em torno da expressiva marca de R$ 2 bilhões, engloba o plano homologado de Recuperação Judicial e todo o passivo tributário da instituição carioca. O acordo prevê o fomento contínuo da infraestrutura, a valorização da marca cruz-maltina e a manutenção de uma equipe competitiva no cenário nacional. O imbróglio judicial com a antiga gestora, a 777 Partners, que detém 31% do controle na câmara de arbitragem, está sendo conduzido isoladamente pelo próprio Gigante da Colina, com os valores de repasse estipulados internamente entre R$ 60 milhões e R$ 90 milhões para não encarecer ou dificultar a transação com o novo parceiro comercial.
O grande ponto de interrogação que ainda atrasa a concretização do acordo bilionário está diretamente ligado às exigências do novo regulamento do futebol brasileiro. Os representantes do empresário iniciaram diversas tratativas informais com o órgão regulador da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para avaliar o impacto do seu grau de parentesco com a presidente do Palmeiras, Leila Pereira. A intenção primordial do corpo jurídico do comprador é alinhar a aquisição com o fair play financeiro antes de assinar o papel, evitando punições severas ou o bloqueio total da transação milionária pelas autoridades.
O professor explicou o cenário jurídico e a precaução tomada pelas equipes de transição em São Januário:
“Os representantes do Marcos Lamacchia estão tratando com o órgão regulador da CBF para que esse fairplay financeiro seja, esclarecido. ajustado e não inviabilize os objetivos dentro da SAF. Isso quer dizer: ‘nós não vamos atropelar, fazer do jeito que nós queremos, assinar esse contrato sem ter uma posição preliminar do que acontecerá lá no órgão regulamentador’”.
Para evitar a restrição completa do órgão regulador enquanto a sua madrasta permanecer na presidência do clube paulista, o empresário e o Vasco estudam aplicar mecanismos financeiros de distanciamento, como o famoso modelo europeu de fundo cego. O especialista detalhou essa possível manobra que afastaria o investidor temporariamente da cadeira de decisões diárias do esquadrão principal:
“Um blinding trust…ele compra mas sem poder de gestão e decisão. Isso vai acontecer depois que encerrar o mandato da Leila Pereira lá no Palmeiras, que é em 2027. Até lá, ele não teria esse poder, esse controle. Então nós não teremos uma restrição no fairplay”.
Diante de todos os pontos debatidos e com as minutas contratuais praticamente alinhadas, o advogado apostou que a oficialização e o anúncio de toda a gigantesca operação ocorrerá logo no mês de maio (31) deste atual calendário. Ele cravou a sua alta expectativa e rasgou grandes elogios ao perfil de gestão que está se formando na Colina Histórica:
“Vem um grande investidor sério que gosta do Vasco. ama o Vasco e vai realmente transformar esse clube. E eu falo isso na parte estrutural, na parte de potencial financeiro, na parte de fazer realmente uma gestão séria do futebol e para dar muito mais valor à marca Vasco da Gama”.
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