Rúben Dias fora, polivalência do grupo e o «selecionador chato»: tudo o que disse Roberto Martínez | OneFootball

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·17. Juni 2026

Rúben Dias fora, polivalência do grupo e o «selecionador chato»: tudo o que disse Roberto Martínez

Artikelbild:Rúben Dias fora, polivalência do grupo e o «selecionador chato»: tudo o que disse Roberto Martínez

Roberto Martínez realizou, na madrugada desta quarta-feira, a antevisão ao duelo de estreia de Portugal no Campeonato do Mundo de 2026. Em declarações em conferência de imprensa, o selecionador nacional afirmou que Rúben Dias não irá a jogo e falou da polivalência de Ruben Neves, mas também de Diogo Dalot.

Roberto Martínez em discurso direto:

Dúvida em relação a Rúben Dias: «Posso dizer que o Rúben Dias chegou perfeitamente bem. Jogou os 90 minutos no último jogo pelo clube, o que ajuda sempre. Trabalhou muito bem na preparação, mas, infelizmente, o futebol é um jogo de contacto. O que ele teve foi um golpe no jogo contra a Nigéria. Fizemos os testes, está tudo bem estruturalmente. Não vamos arriscar. Medicamente, preciamos de estar a 100 por cento num jogo do Mundial e é isso que vamos fazer. A situação do Rúben foi um momento de futebol, de contacto, que pode acontecer, mas que não tem um passado com o que aconteceu na época com o Manchester City


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Arrependimento por não convocar mais um central: «Arrependido não, porque temos três centrais. O Rúben Dias que está bem, agora precisamos de gerir o golpe que ele teve. E depois temos jogadores que também conseguem jogar nas posições de centrais. Já utilizámos o Rúben Neves, já utilizámos o Diogo Dalot, então a polivalência do nosso grupo é maior que tentar trazer um jogador novo que não tem experiência ao nível de seleções e que não tem clareza daquilo que estamos a trabalhar. 

Chegar a um Mundial para nós, são 40 jogos, é um processo, tem sido muito, muito meticuloso, que não é falta de foco, de avaliar ou analisar tudo aquilo que nós temos e tudo aquilo que podemos precisar durante o Mundial. Então, muito contente, muito feliz com os jogadores, com a atitude, com o trabalho feito.»

RD Congo: «Temos de respeitar muito o que a RD Congo está a fazer com o seu selecionador. São já, penso eu, 48 jogos com o selecionador. Fizeram uma fase de apuramento espetacular, eliminaram Camarões, Nigéria, e depois venceram o playoff continental. É uma equipa, diria, flexível taticamente. Não é só de defender em bloco baixo. Tivemos a experiência com a Nigéria. As equipas africanas estão muito bem desenvolvidas.

Conseguem fazer uma pressão em bloco médio, alto. São agressivos, gostam dos duelos físicos, de um jogo vertical. Exploram muito bem os espaços. Têm jogadores que jogam nas ligas mais importantes da Europa. Respeitamos muito o que a RD Congo é enquanto seleção. O jogo com a Nigéria mostra muito bem o que podem fazer as seleções africanas. Há pontos muito semelhantes. São flexíveis, têm muitos jogadores na zona central. São uma equipa que gosta do duelo físico e é muito vertical.»

Objetivo da Seleção: «O sonho comanda a vida para todos, para os jornalistas também. O sonho comanda o Mundial. Quem gosta da Seleção tem uma opinião. Como selecionador, a minha responsabilidade é perceber como podemos alcançar o sonho. O selecionador é o chato que diz que há dois Mundiais: a fase de grupos e depois temos de crescer para continuar. Faz sentido que o presidente e o capitão tenham o mesmo sonho. A minha responsabilidade é mostrar que o Mundial ganha-se de forma racional. Há uma só voz e depois uma voz mais chata, que explica, mas é uma voz.»

Quem marca mais golos de livre direto nos treinos: «Não é uma questão de acerto. Temos muitos jogadores que treinam a bola parada. O Cristiano tem essa valência há muitos anos. O João Neves, o Bruno Fernandes, o João Cancelo, o Nuno Mendes... O passado de todos os jogadores mostra capacidade para bater bolas paradas.»

Opinião sobre as pausas para hidratação: «O jogo muda. Eu diria que só precisávamos de pausas de hidratação em jogos exigentes, mas no mesmo torneio precisamos de pausas em todos os jogos por uma questão de integridade. Isso muda a forma como se prepara o jogo. Antes era o pré-jogo e intervalo, agora há quatro intervalos e isso é uma questão importante. O jogo tem quatro partes. Não é o meu papel dizer se é bom ou mau, mas sim saber aproveitar esses três minutos. E nesses três minutos pode trabalhar-se muito. Já vemos isso noutros desportos.»

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