Rui Borges e a reta final de época: «O desafio tem sido mantê-los ligados, existe um desgaste...» | OneFootball

Rui Borges e a reta final de época: «O desafio tem sido mantê-los ligados, existe um desgaste...» | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Zerozero

Zerozero

·10. Mai 2026

Rui Borges e a reta final de época: «O desafio tem sido mantê-los ligados, existe um desgaste...»

Artikelbild:Rui Borges e a reta final de época: «O desafio tem sido mantê-los ligados, existe um desgaste...»

Rui Borges, treinador do Sporting, realizou a habitual conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Rio Ave, agendado para esta segunda-feira, às 20h15.

Rui Borges em discurso direto

Partida: «Acima de tudo, queremos um Sporting exigente. Ainda estamos na luta pelo segundo lugar e temos uma final da Taça de Portugal, pelo que essa exigência individual tem de estar sempre presente para conseguirmos vencer o Rio Ave. Vamos defrontar uma turma que, apesar dos últimos resultados menos positivos, realizou uma segunda volta muito consistente. É uma equipa tranquila, com a manutenção assegurada, joga sem pressão. Reforçou-se bem no mercado de inverno e é muito física e competitiva. Gostei muito de ver algumas partidas desta segunda volta.»


OneFootball Videos


Zalazar: «Podem insistir nessas perguntas e vão insistir. Nos últimos dias fala-se mais de mercado do que de outra coisa. Não vou falar jogadores de outros clubes, como é lógico. Temos três jogos pela frente e estou dentro de objetivos claros. Parece que estamos em junho ou julho e não estamos.»

Palhinha: «Não vou falar do Palhinha. Como já referi, não comento jogadores que pertencem a outros clubes. Ainda não sabemos como será o futuro em termos de saídas e entradas. Neste momento, estou totalmente focado nos três jogos que faltam desta temporada.»

Diogo Travassos: «Tem feito uma grande temporada, é jogador do Sporting e tudo indica que terá de se apresentar no início da próxima época. Marcou alguns golos e desenhou outras assistências numa posição que não é a de raiz, a extremo/ala. Teve duas épocas muito boas na I Liga, o que é positivo para ele. É um jogador de um clube grande e conseguiu conquistar esse mérito.»

Daniel Bragança: «É um líder, importante no grupo, e tem contrato com o Sporting. No que diz respeito à renovação, isso não depende do treinador. Há o treinador, a direção e o jogador. São vários os fatores que têm de se conjugar para que haja uma renovação de contrato. É nosso atleta e contamos com ele para a próxima época.»

Nuno Santos: «Está em dúvida.»

Liderança: «A dificuldade em clubes grandes está muito ligada à gestão diária de tantas pessoas à nossa volta, não apenas jogadores e treinadores. Saber lidar com egos é um desafio constante. Ainda mais quando falamos de jogadores com grandes carreiras [n.d.r o que aconteceu no Real Madrid], com passado e futuro que falam por si. Por vezes, gerir esse contexto não é simples. Acredito que estes problemas existam em todos os clubes, embora talvez não com a mesma gravidade.

Dentro de campo há muitos treinadores competentes, mas existe também a outra vertente: conquistar o respeito dos jogadores através da personalidade e do caráter. Se eles não acreditarem em ti, por mais competente que sejas, a mensagem não passa. O maior desafio é conseguir cativá-los de alguma forma e fazê-los acreditar na mensagem.»

Reta final de época: «Estamos a falar de uma equipa que esteve a lutar por todos os objetivos. Já não podemos ser campeões, mas ainda temos a final da Taça de Portugal. O desafio tem sido mantê-los ligados, existe um desgaste tanto mental como físico. É difícil garantir o mesmo nível de foco, exigência e intensidade no treino. Neste momento, isso depende muito mais deles do que da minha mensagem.

Eu sinto que o balão está cheio, mas para os jogadores é natural que caia um pouco. Chegámos ao fim da época e estamos naturalmente desgastados. Eu também estou, tantas viagens, tantas conferências [risos]. Isso pesa sempre, por muito que gostemos. Ainda assim, continuamos na luta pelo segundo lugar, o que é fundamental para nós, e os jogadores têm plena consciência disso.»

Lesões: «Temos sempre em consideração o aspeto físico em qualquer contratação. É algo analisado de forma aprofundada. O presidente já o referiu também na apresentação da minha renovação: há fatores que não controlamos, é impossível. Se pensarmos no futuro, os clubes poderão chegar a ter 40 ou 50 jogadores, tendo em conta o número de jogos. Tivemos várias lesões traumáticas, que não são musculares e que não dependem de nós, e isso deixou-nos privados de muitos jogadores em momentos decisivos.

Mesmo o Sporting não tem capacidade financeira para manter um plantel com 40 jogadores ao mesmo nível.»

Revolução no plantel da próxima época?: «A Liga Europa ou a Liga dos Campeões podem, naturalmente, alterar algumas coisas, o impacto financeiro é diferente e isso é inegável. Quanto aos jogadores, falar em revolução ou não depende sempre do mercado. Temos praticamente todos os atletas com contrato, à exceção do Morita, e estamos sempre atentos a possíveis ajustes.

Há nomes que podem querer seguir um caminho diferente, como o Morita, que termina contrato e já está há vários anos no clube. Pode ser natural que procure um novo desafio. Entre os que têm contrato, pode haver um ou outro caso semelhante, mas isso dependerá sempre do mercado. Não sairão apenas porque sim. Os clubes têm de demonstrar interesse e pagar as cláusulas. Temos o plantel definido e já é à minha imagem.»

Impressum des Publishers ansehen