Zerozero
·16. März 2026
Rui Borges: «Queremos fazer algo inédito e extraordinário, o jogo tem de ser quase perfeito»

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·16. März 2026

Depois da derrota por 0-3 na Noruega, o Sporting tem agendada para esta terça-feira (17h45) a segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões frente ao Bodo/Glimt. Na antevisão do encontro, Rui Borges vincou que ainda acredita na passagem.
Reviravolta ainda é possível? «Acredito muito, disse-o logo após o jogo em Bodo. Sei que as dificuldades vão ser grandes, a dificuldade já é muita por estarmos a perder 3-0 no intervalo da eliminatória. No entanto, acredito muito na resiliência e na capacidade individual e coletiva da equipa. Não é um jogo que define a qualidade do Sporting, é tudo o que o está para trás. Acima de tudo, a equipa quer muito dar outra imagem e quer mostrar que é capaz de continuar a marcar a história do Sporting de forma positiva. Queremos fazer algo inédito e extraordinário, sabemos que temos de fazer um jogo quase perfeito. Vamos à procura disso, a ambição deles é enorme.»
Mensagem aos adeptos: «O carinho e o acreditar que eles têm demonstrado tem sido incrível. Se há equipa que consegue devido à sua resiliência, é a nossa; se há estádio em que podem acontecer algo extraordinário é o nosso. Isso deve-se à força dos nossos adeptos, amanhã serão uma força extraordinário para podermos continuar a fazer história.»
Luis Guilherme: «No último lance do treino de ontem fez uma entorse. Hoje tem estado em avaliações, vamos perceber até amanhã se pode dar o seu contributo à equipa.»
Possível renovação: «Tenho contrato até 2027 e estou feliz. Sei a confiança que têm em mim, não vou falar mais nisso. A história da renovação passa-me ao lado neste momento. Estou focado em fazer algo extraordinário com os meus jogadores. Eles merecem muito.»
Críticas dos adeptos na Noruega: «É natural. Estamos num grande clube e a exigência é enorme. Queremos muito ganhar; nem os adeptos estavam felizes, nem nós estávamos felizes. Não éramos os maiores do mundo quando ganhámos ao PSG e não somos os piores do mundo por termos perdido no Bodo/Glimt. Foi um jogo menos conseguido da nossa parte, mas não apaga tudo o que fizemos ao longo da época. Apercebi-me de ruído, mas faz parte.»
Bodo/Glimt pode surpreender? «Acho que não vão mudar nada e por isso é que disse que não me surpreenderam. Sabíamos do que eram capazes e do que são capazes. Não ganharam só ao Sporting, ganharam a equipas candidatas. Mais surpresos ficámos por não termos sido capazes de dar uma resposta diferente. Tem muito a ver com a intensidade com que fazemos a tarefa. E não fomos capazes de dar a intensidade certa na tarefa para anular o Bodo. Nisso temos de melhorar, temos de ser mais capazes. Estivemos a trabalhar nisso nestes dias e temos de dar resposta amanhã. Dentro da equipa capaz que temos sido, de demonstrar resiliência e ambição. Teremos de ser mais ambiciosos, corajosos e audazes. Acreditamos muito que vamos fazer golos, mas também não podemos sofrer para piorar ainda mais a eliminatória. Estamos cientes das dificuldades, dos perigos que vamos ter de correr. O jogo tem 90 minutos e não teremos a mesma intensidade durante os 90 minutos, mas temos de estar preparados para todos os momentos.»
Rui Borges não votou nas eleições: «Ainda não reuni os critérios certos para votar.»
Adeptos aponta-lhe falta de ambição: «São leituras e opiniões. Também li do estatuto... Não vivo de estatutos, vivo de trabalho. Estou no Sporting graças à capacidade que tivemos de aqui chegar e queremos marcar a história do Sporting. À [falta] de ambição respondi com vários dados. Em termos ofensivos somos das melhores equipas- no campeonato a melhor-, em casa somos fortíssimos... Ficámos em 7.º na Liga dos Campeões quando ninguém acreditava. À [falta] de ambição podia estar a responder por aí.»
Críticas do selecionador norueguês [usou o termos 'sabotagem' para descrever o trabalho defensivo dos avançados]: «Foi uma opinião, cada um vê as coisas da maneira que quiser. Eu olho para o coletivo. Não foi só dos avançados ou dos primeiros homens de pressão que não houve a intensidade correta, mas sim de forma coletiva. Neste grupo não se gere o individual, gere-se o coletivo. É nisso que nos focamos. Quando ganham, ganham todos; quando perdem, perdem todos.»









































