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·3. Juli 2026

Rui Santos diz que "golpe de Estado na arbitragem tem patrocínio do Benfica"

Artikelbild:Rui Santos diz que "golpe de Estado na arbitragem tem patrocínio do Benfica"

Rui Santos escreveu uma crónica intitulada "O ‘Golpe de Estado’ na Arbitragem tem ‘patrocínio’ do Benfica", onde coloca as águias no centro da atual crise na arbitragem portuguesa, defendendo que o momento vivido no futebol nacional também reflete a posição recente dos encarnados em relação ao setor.

“Tenho poucas dúvidas de que Duarte Gomes se posicionou para ocupar o lugar de Luciano Gonçalves e tudo isto ‘serve’ ao Benfica, depois das queixas do presidente Rui Costa, dos prejuízos contabilizados desde o começo da época passada e que foram amplificados com uma narrativa de ‘tolerância zero’ do Benfica em relação à Arbitragem, com vista à próxima época”, pode ler-se no jornal 'Sol'.


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O cronista enquadra depois o contexto geral da crise na arbitragem como um momento de grande instabilidade institucional, associando-o ao ambiente de contestação vivido no futebol português: “Falta praticamente um mês para começar a Liga portuguesa e 28 dias para se realizar a Supertaça (Porto-Torrense), o primeiro jogo da época 2026-27 e o caldo já está entornado: em curso uma tentativa de ‘golpe de estado’ na arbitragem, que visa alcançar, em última análise, o presidente da FPF, Pedro Proença, que lhe viu cair durante o Mundial de Futebol a ‘batata quente’ nas mãos, num processo com contornos de escândalo”.

Rui Santos aborda depois o funcionamento interno da estrutura arbitral e as suspeitas levantadas no processo, explicando a dimensão das acusações em cima da mesa: “Ficou no ar, desde logo, a suspeição de que Luciano Gonçalves ‘negociava’ as nomeações com agentes desportivos dos clubes e que isso estava na base numa (des)vantagem de uns em detrimento de outros. Uma acusação muito grave, que desencadeou reações várias, nomeadamente a do próprio presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, que emitiu um comunicado a dizer que as imputações que lhe eram dirigidas não tinham — obviamente para ele — qualquer fundamento”.

Além do mais, diz que o ambiente atual resulta de uma acumulação de tensões entre clubes, dirigentes e estruturas federativas, num cenário onde a arbitragem surge no centro da disputa: “Os clubes são TODOS responsáveis pelo contexto da arbitragem de hoje, porque TODOS acreditaram que, junto de Proença, devido às suas relações do passado, conseguiriam a sua validação para ingerir a favor deles no sector da arbitragem. Ora isto, no mínimo, chama-se corrupção intelectual e quem acreditou nos efeitos práticos destas alegadas influências não sabia fazer contas de somar (nem de subtrair)”.

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