AVANTE MEU TRICOLOR
·9. Februar 2026
Sem Casares e em paz, São Paulo de Crespo reage e voltar a ostentar invencibilidade após 6 meses

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Faça um exercício mental e volte no tempo para exato um mês atrás. O cenário era desolador, com o São Paulo vivendo às voltas com escândalos de corrupção e prestes a aprovar o impeachment de seu então presidente, Julio Casares.
Para piorar, o início do ano dentro de campo do Tricolor também se mostrava preocupante. A equipe acumulou resultados ruins dentro de campo e chegou a flertar com a briga para escapar do rebaixamento no Campeonato Paulista.
Mas, tudo passa, tudo passará, já diria a música. E agora Hernán Crespo, que chegou a ser contestado em algum momento e viu boatos de demissão se proliferarem, curte uma invencibilidade não só inédita neste ano, como há muito não alcançada.
A série de quatro partidas sem derrotas registrada até aqui, é bem pedestre, mas é a primeira vez que o clube atinge tal sequência desde o período entre 9 e 24 de agosto do ano passado, quando chegou a cinco jogos invictos, com duas vitórias e três empates.
Em sua entrevista coletiva após a vitória sobre o Primavera, no final de semana, Crespo confirmou que a saída de Casares e a pacificação interna na política do clube são fatores que ajudaram sim o clube do Morumbi a recuperar a boa forma.
Fora isso, o comandante são-paulino evita falar em fórmulas mágicas para a volta dos bons resultados, limitando-se a elogiar o trabalho interno.
“Não pensar assim de maneira negativa e não pensar de maneira positiva. Eu sou sempre igual, sempre igual. Acho que é normal. Se você vê resultados (faz gesto de altos e baixos)… você joga a cada três dias… eu não conheço outra profissão que tenha exames a cada três dias. Na universidade, acontece… você, que estudou na universidade, acontece que cada três dias você tem um exame?”, indagou.
“Bom, no futebol, sim. E é bom e é ruim a cada três dias. E há uma sequência… estávamos falando da sequência há dez dias… há dez dias que os resultados vão… então, eu não vou atrás dos resultados. Eu vou atrás do trabalho, que a ideia é conseguir os resultados… acontecem coisas… é futebol… você tem que ter calma e analisar outras coisas que fazem parte do meu trabalho. Não posso pensar que o torcedor tem que pensar como eu ou que você tem que pensar como eu, porque é outro trabalho. Para mim, isso é sempre igual: na derrota, na vitória… sempre igual. Tentar ver as coisas para melhorar, coisas positivas… mas tentar transmitir uma calma que não vá de acordo com os resultados, que são a coisa mais importante, porque a realidade é essa. Mas tenho que pensar no funcionamento, nas pessoas, nos jogadores… nas pessoas que passam por momentos, também fora do campo… coisas que logicamente você não sabe. Eu tenho que acompanhar, que ajudar, que ver… e muitas vezes, essas situações também condicionam as escolhas. Vocês dizem que o Crespo não vê… eu vejo tudo. Fiquem tranquilos, porque eu vejo tudo. Posso errar do mesmo jeito, mas é muito maior que uma escolha de onze (jogadores)”, completou.









































