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·24. März 2026

“Sentença de morte”: ex-PSG relembra passagem pelo clube

Artikelbild:“Sentença de morte”: ex-PSG relembra passagem pelo clube

Quatro anos depois de deixar o Paris Saint-Germain, Mauricio Pochettino voltou ao episódio que, segundo ele, definiu o rumo de sua passagem pelo clube francês. Em entrevista ao jornal L’Équipe, nesta terça-feira (24), o treinador argentino foi direto ao classificar a eliminação para o Real Madrid, na Champions League de 2022, como sua “sentença de morte” no cargo.

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Pochettino no PSG – Foto: Franck Fife/Getty Images


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A lembrança ainda carrega incômodo. Pochettino sustenta que o PSG foi superior durante boa parte do confronto, controlando cerca de 150 dos 180 minutos da eliminatória. Após vencer o jogo de ida por 1 a 0, a equipe também estava em vantagem no Santiago Bernabéu até os 61 minutos da volta, quando, na visão do técnico, tudo mudou.

O ponto de ruptura, segundo ele, foi um lance envolvendo Benzema e Donnarumma. O argentino entende que houve falta no goleiro italiano no início da jogada que originou a reação espanhola. “Estávamos jogando bem antes desse erro. Depois, nos recolhemos e perdemos”, afirmou. Ele também lamentou um gol de Mbappé anulado por impedimento mínimo, que poderia ter ampliado a vantagem e, possivelmente, decidido o confronto.

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Apesar do desfecho negativo, Pochettino fez questão de defender seu trabalho em Paris. Lembrou que assumiu a equipe em terceiro lugar na Ligue 1, em um cenário ainda impactado pela pandemia e por problemas físicos no elenco. Sob seu comando, o PSG eliminou Barcelona e Bayern de Munique na campanha que terminou nas semifinais da Champions de 2021.

O treinador também deixou o clube com títulos importantes: a Ligue 1 de 2021-22, além da Copa da França e da Supercopa. Ainda assim, a cobrança pela conquista europeia pesou mais do que os resultados domésticos em um projeto marcado pela obsessão pela Champions.

Hoje à frente da seleção dos Estados Unidos, Pochettino vive um contexto distinto. Longe da pressão diária dos grandes clubes europeus, ele lidera o projeto do país para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada em casa. Em 22 partidas, soma 13 vitórias e mantém um aproveitamento sólido, com a missão de transformar a equipe em uma força competitiva no cenário internacional.

A distância no tempo não apagou a frustração. Mas, se em Paris o argentino foi engolido pela expectativa imediata de títulos, nos Estados Unidos ele parece ter encontrado um ambiente mais estável, e a chance de reconstruir sua trajetória em outro ritmo.

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