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Papo na Colina

·23. Januar 2026

Situação da SAF do Vasco

Artikelbild:Situação da SAF do Vasco

A SAF do Vasco da Gama vive um momento decisivo de transição. Desde que retomou o controle do futebol, em 2024, o clube associativo segue sem um investidor definitivo e inicia a temporada de 2026 em meio a restrições financeiras, disputas jurídicas e negociações em andamento para uma nova venda.

Com a recuperação judicial homologada, a diretoria vascaína busca um novo aporte financeiro para garantir estabilidade econômica e manter a competitividade esportiva, ao mesmo tempo em que conduz as tratativas sobre o futuro da SAF, após o rompimento com a 777 Partners.


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Qual é a situação da SAF do Vasco hoje?

Caminhando sem o aporte de um investidor há cerca de um ano e meio, o Vasco vai iniciar a temporada de 2026 ainda na expectativa de concluir a venda da SAF. O interessado mais avançado nas negociações não é um nome desconhecido do mercado financeiro, mas surge como um agente novo no roteiro recente de possíveis investidores do clube.

Marcos Faria Lamacchia, empresário de 47 anos e filho de José Lamacchia, negocia diretamente com a diretoria comandada por Pedrinho, que hoje controla a SAF. Com boa relação entre o pai e a atual gestão vascaína, Marcos conta com o entusiasmo da família para avançar no processo de aquisição do futebol do clube. A informação foi publicada inicialmente pelo jornalista Lucas Pedrosa.

Filho de Lamacchia com uma das herdeiras do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, fundador do banco Real, Marcos tem perfil discreto e poucas aparições públicas. Apesar da ligação familiar com Leila Pereira, presidente do Palmeiras, ele possui trajetória profissional independente, sem atuação direta na gestão esportiva da mandatária alviverde.

O empresário acompanha de perto todo o processo desde a ação movida pelo Vasco para retirar o controle da 777 Partners até a homologação da recuperação judicial, ocorrida recentemente. Fundador da Blue Star, gestora financeira criada em 2011, Marcos Lamacchia também foi diretor da Crefisa por anos e trabalhou no banco Alfa, outro empreendimento ligado à família.

Procurados, o Vasco e a família Lamacchia não comentaram oficialmente o assunto. Marcos, inclusive, encontra-se em viagem fora do Brasil.

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Empresário Marcos Faria Lamacchia — Foto: Reprodução: Linkedin

Necessidade de novo fôlego financeiro

Com a necessidade de manter o fluxo de caixa, a diretoria avalia a possibilidade de recorrer a um novo empréstimo DIP no início de 2026, modalidade destinada a empresas em recuperação judicial. Novamente, a Crefisa surge internamente como uma das possíveis fontes do recurso.

O Vasco captou cerca de R$ 80 milhões em empréstimo anteriormente, com previsão de esgotamento dos valores justamente neste início de ano, o que torna o avanço nas negociações da SAF ainda mais urgente.

Divisão atual das ações da SAF

  1. 30% pertencem ao clube associativo
  2. 31% pertencem à 777 Partners (hoje controladas pela A-CAP)
  3. 39% seguem em disputa arbitral

Para a venda integral da SAF, será necessário um acordo ou decisão judicial favorável ao Vasco sobre a parcela em litígio.

Como foi a 777 no Vasco?

A 777 Partners não está mais no controle da SAF do Vasco. Em maio de 2024, uma liminar concedida pela Justiça do Rio de Janeiro suspendeu os contratos de acionistas e investimentos firmados pela empresa norte-americana, devolvendo o comando do futebol ao clube associativo, sob gestão de Pedrinho.

Segundo o vice-presidente jurídico Felipe Carregal, a volta da 777 ou da A-CAP é inviável tanto do ponto de vista jurídico quanto de governança. O foco atual do Vasco é a apuração de responsabilidades e a busca por indenizações pelos danos causados durante a parceria.

Durante um ano e nove meses de gestão, entre agosto de 2022 e maio de 2024, a 777 efetuou 35 contratações que geraram despesas futuras relevantes. Um relatório interno apontou que apenas 18% dos valores devidos até maio de 2024 — referentes a transferências, luvas e comissões — haviam sido pagos.

Dívidas herdadas da gestão da 777

  • R$ 51,2 milhões em dívidas com outros clubes
  • R$ 5,4 milhões em luvas e bônus a jogadores
  • R$ 3,5 milhões pagos ao Nacional (Puma Rodríguez) para evitar transferban
  • Pendências com atletas fora dos planos, como Serginho
  • Luvas em atraso regularizadas, como no caso de Payet

Desde então, a diretoria vascaína tem buscado renegociações, alongamento de prazos e acordos para reduzir o impacto financeiro herdado.

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777 Partners, a SAF que comprou parte do Vasco  • Divulgação/Vasco

Recuperação judicial e próximos passos

A recuperação judicial do Vasco foi homologada em dezembro, com aprovação de 97,7% dos credores. A partir de 2026, o clube passará a pagar entre R$ 25 e R$ 30 milhões por ano em dívidas do passado, valores que impactam diretamente o orçamento operacional.

Pedrinho afirma que o clube não fará movimentos irresponsáveis no mercado e que a escolha do novo investidor da SAF será criteriosa, priorizando solidez financeira, governança e compromisso institucional.

“A juíza homologou dia 21 de dezembro, a partir de agora, janeiro, eu já começo a fazer os pagamentos estabelecidos pelo plano de recuperação judicial aprovado, que vai girar na previsão de R$ 25 a R$ 30 milhões por ano, esses valores são dívidas do passado, não tem nenhuma relação com a atual gestão, mas interfere diretamente na receita operacional e custeio operacional. Eu, como presidente, além de gerar uma receita para o custeio do ano, eu tenho que gerar mais R$ 25 ou R$ 30 milhões, para poder fazer frente com essas dívidas do passado. É o processo duro que a gente fala, que muita gente não quer passar, e é difícil de passar mesmo, a gente vê os outros clubes investindo, contratando, contratando mais, uns com responsabilidade porque já estão em um nível de estrutura financeira equilibrada, outros por irresponsabilidades. Mas no meu caso, eu não vou ser irresponsável com a instituição, é difícil? É, porque eu tomo pancada para caramba porque as pessoas querem jogadores muito valiosos, mas eu não vou fazer isso com a instituição. Enquanto eu estiver presidente, eu não vou causar nenhum dano financeiro ao clube, pelo contrário. Muito se falou da recuperação judicial, mas foi aprovada por 97,7% dos credores. Que absurdo de plano é esse, se 97% dos credores aprovaram? E muitos credores que chiaram, que deram show, foram credores que quando tinha outra gestão, fizeram parte, não receberam um real, não cobraram, e agora eu estou disposto a pagar a dívida, realmente receber um deságio é ruim, por isso eu agradeço também aos credores a compreensão, entenderam que desse lado é alguém que quer pagar as contas. Para o Vasco sobreviver, o remédio é amargo mesmo, então não adianta eu sair contratando, gerar mais dívidas, que vai virar uma bola de neve. Eu preciso estancar, a gente estancou com a recuperação judicial, que todo mundo já sabe, que para entrar, eu, como presidente, tenho que botar os meus bens, eu me dispus a isso para demonstrar a correção e honestidade do processo que está sendo feito é doído, mas quando a ferida estiver curada, é o Vasco que só vai ter receita, e quem estiver daqui a algum tempo, que seja responsável para que o clube não volte a ter problemas financeiros como já teve”

“A gente precisa de mais um empréstimo, para ir equilibrando. Está tudo dentro do orçamento que foi planejado, e das receitas necessárias para a gente honrar os compromissos que a gente tem, com os atletas, com o clube, os pagamentos da recuperação judicial. Está tudo dentro do cronograma que a gente estabeleceu. Está dentro do planejamento que a gente fez que existiria à aprovação da recuperação judicial”

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Pedrinho, presidente do Vasco, na Neo Química Arena — Foto: AGIF

O Vasco já tem um novo investidor?

O presidente confirmou a existência de NDAs assinados e revelou que um dos interessados está em estágio muito mais avançado do que os demais. Apesar do otimismo interno, a diretoria adota cautela e só pretende anunciar qualquer acordo após aprovação dos conselhos e total transparência contratual.

“Eu tenho NDA assinado e não posso falar quem são os investidores. O que posso falar é que, de todos os NDA’s assinados lá atrás, tem um NDA com um dos investidores que está em um processo mais adiantado, muito mais adiantado do que todos os outros. Eu espero que aconteça. Por experiência e vivência dessa cadeira que me traz tanta responsabilidade, a gente só vai falar quando tudo estiver ok. Espero que isso aconteça, a gente vai passar no Conselho Deliberativo, ter aprovação no Conselho do clube, toda a transparência que eu sempre exigi com o contrato anterior da 777, que seja com o novo investidor, que as pessoas tenham ciência do que vai ser o contrato. E o clube, que é o que a gente deseja, tenha um novo investidor, que o novo investidor consiga fazer com que o clube ande sem nenhum problema. É bom ressaltar que tem alguns exemplos de SAF que não são de sucesso, e a gente cobra tanto o profissionalismo, e muitas SAF’s não foram profissionais. Inclusive quando eu entro aqui, é salário atrasado, compromissos que foram apalavrados e não foram colocados em contrato eu honrei, com relação a passagens de jogadores que são de fora do país, que foi acordado com eles e não foi colocado no contrato, eu honrei o compromisso. Um cara que vem da associação é que teve atitudes profissionais e que vem profissionalizando o clube ainda mais. O desejo pelo investidor é muito cuidadoso, é um desejo grande, não só meu, mas de todo o grupo e também dos torcedores. Mas muito cuidadoso para que seja um investidor muito responsável com a instituição”

“É difícil de cravar. São conversas boas, conversas bem adiantadas com relação aos outros NDA’s assinados e pararam bem no início, não tiveram segmento para outras etapas. Lá atrás, o (Evangelos) Marinakis só simulou, assinou o NDA, mas não andou em nada, acho que foi muito mais jogar para a galera do que realmente ter intenção de investir no Vasco, e não foram cumprindo etapas para a gente ir passando de fase. Esse investidor agora, é um investidor que já passou a primeira, segunda, terceira, quarta fases, e estamos esperando que as coisas aconteçam. Quer dizer que vai acontecer amanhã? Daqui a um mês? Quer dizer que não vá acontecer? Eu não posso afirmar. Quando acontecer, quando estiver assinado, aí a gente vai saber”

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