Central do Timão
·6. Juni 2026
Tamires fala sobre planos após aposentadoria, cita momentos momentos marcantes no Corinthians e enaltece Derby

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Um dos principais símbolos do futebol feminino brasileiro, a lateral-esquerda Tamires, de 38 anos, que possui trajetória extensa por Seleção Brasileira e Corinthians, concedeu uma entrevista exclusiva à Rádio Coringão e foi questionada sobre seus planos após a aposentadoria. Na Copa do Mundo masculina de 2026, inclusive, ela será comentaria do programa ‘Central da Copa’, na TV Globo.
Ao falar sobre o assunto, comentou que gosta de analisar o futebol com um viés mais tática, mas ponderou afirmando que a rotina de um treinador (a) é semelhante a de uma atleta. Nesse sentido, disse que deseja curtir mais o tempo livre com a família, vendo com bons olhos uma eventual função de comentarista/apresentadora.

Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians
“Já penso várias coisas na minha cabeça ao longo desses anos. Eu gosto muito do gramado, gosto muito de analisar o futebol, gosto muito de falar sobre futebol, mas a questão de ser técnica e estar aqui todos os dias é a questão da rotina. Isso me pega um pouco, porque eu vou ter a mesma rotina de atleta como comissão técnica, sabe? Eu quero, assim, ter tempo mais para a família, ter um pouco mais de liberdade de viver, assim. E eu não vejo isso tanto acontecendo com os técnicos, é uma pressão muito grande. E aí eu também já fiz um curso de gestão do esporte, mas falei: ‘cara, é só crise, crise, crise para gerir’. Então não sei se eu quero também”, iniciou.
Ela prosseguiu falando sobre a função de comentarista, ressaltando o desafio da situação, principalmente quando surge uma oportunidade deste tamanho para uma jogadora em atividade, como é o seu caso: “Aí vou nessa parte de comentarista, de apresentadora. Vamos ver, vai ser um desafio muito grande para mim, porque eu também estou muito feliz com essa oportunidade. Eu acho que não é fácil o atleta ainda em atividade ter oportunidades assim.”
Então isso mexeu muito comigo de uma forma muito, de muita gratidão por eu estar tendo essa oportunidade. Vai ser desafiador. Estou nervosa, mas vai ser para falar de futebol, então isso me deixa um pouco mais confortável. E vamos ver mais pra frente qual rumo eu vou seguir, né?, continuou.
Posteriormente, foi questionado sobre quais foram os seus momentos mais marcantes como jogadora do Corinthians. A camisa 37 defende as Brabas desde meados de 2019, após passagem pelo futebol do exterior. De lá para cá, foram 37 gols e 55 assistências em 225 jogos (187 como titular), sendo 173 vitórias, 34 empates e 18 derrotas – 81,39% de aproveitamento. Além disso, conquistou 17 títulos entre Campeonato Brasileiro, Paulistão, Libertadores, Supercopa e Copa Paulista.
“Talvez coletivamente eu diria que foi a quebra de recordes do Campeonato Paulista ali no início de tudo, sabe? Que a gente bateu o primeiro recorde e foi assim, ali a gente viu que era um começo que não tinha volta. Individualmente, eu tenho acho que dois momentos marcantes aqui no Corinthians. Em 2023 o gol da final (do Brasileirão) contra a Ferroviária, na Neo Química lotada também. E a entrega com raça, com dedicação, na Libertadores contra o Palmeiras na final, meu nariz sangrando. Eu não queria saber nem se meu nariz estava sangrando ou não.”
A ‘Mãe da Fiel’ ainda acrescentou: “Queria o VAR queria o pênalti. E voltei para o jogo e a gente foi até o fim naquele jogo super disputado. Acho que esses dois foram marcantes individualmente e coletivamente. Essa nossa quebra de recordes aí no primeiro momento, para depois a gente escrever essa história linda aqui dentro do Corinthians”, disse.
Por fim, ressaltou a rivalidade entre Corinthians e Palmeiras tanto no futebol masculino e no feminino, que vem sendo aflorada nos últimos anos com jogos decisivos por Campeonato Brasileiro, Supercopa, Campeonato Paulista e Libertadores. Recentemente, as Brabas eliminaram o arquirrival em pleno Allianz Parque, por 1 x 0, com gol de Gabi Zanotti, pela terceira fase da Copa do Brasil.
“Muito legal, a gente acompanha o futebol masculino, a gente sabe o quanto é essa rivalidade do Corinthians e Palmeiras no masculino e, claro, de clubes, mas trazer isso para o feminino hoje é gostoso. Você entrar dentro de campo, você sentir essa emoção, essa adrenalina, essa pressão também, então tudo isso a gente tem vivido agora e está sendo muito gostoso, ganhar do Palmeiras dessa última vez foi diferente.”







































