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·15. April 2026
Villas-Boas admite desgaste: «Ser presidente é stressante»

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·15. April 2026

André Villas-Boas abriu o jogo sobre a nova vida como presidente do Porto, traçando um retrato claro das diferenças em relação ao passado como treinador e não escondeu o nível de exigência do cargo.
«O papel de presidente é mais stressante, sem dúvida», começou por admitir à Marca, à margem de uma ação com a Fundação Laureus.
«Como treinador tens mais controlo sobre a equipa, a tática, a preparação. Aqui, trata-se de colocar as pessoas certas nos lugares certos, desde o futebol às finanças ou logística. É um desafio enorme.»
A transição não foi simples. Villas-Boas reconhece que o primeiro ano ficou marcado por uma profunda reestruturação: «Foi um ano difícil, de transformação, muito focado na parte financeira. Conseguimos reequilibrar o clube e dar-lhe uma base sustentável. Agora, há mais estabilidade no lado desportivo.»
Esse equilíbrio começa a refletir-se dentro de campo, com o dirigente a destacar o impacto de Francesco Farioli: «A contratação foi um sucesso. Estamos na liderança do campeonato, nas meias-finais da Taça e nos quartos de final da Liga Europa. Renovámos o contrato porque acreditamos muito no trabalho dele.»
Na conversa, Villas-Boas foi questionado sobre uma eventual futura contratação de José Mourinho. Diplomático, o dirigente respondeu da seguinte maneira.
«O Porto e todos os seus adeptos tiveram a oportunidade de homenagear o José quando este saiu do Fenerbahçe, antes de assinar pelo Benfica, o nosso grande rival. Penso que isso foi importante. Ele é atualmente o treinador do Benfica e trocamos mensagens ocasionalmente, demonstrando respeito pelos nossos respetivos clubes, pois lutamos pelo mesmo objetivo: ganhar o campeonato.»
A decisão de deixar o treino também não foi impulsiva, garante AVB. «Sempre quis uma carreira curta. Nos últimos anos preparei-me para este momento. O clube precisava de mudança e os sócios quiseram isso, sobretudo estabilidade financeira», explicou, justificando a candidatura à presidência.
No que toca à investida do FC Porto no mercado espanhol, Villas-Boas destacou o impacto de Samu, Gabri Veiga e Borja Sainz: «O Samu foi um negócio fechado em 24 horas e uma contratação excecional, não só pela qualidade física e talento, mas também pela personalidade. Está lesionado e sentimos a sua falta.»
«O Gabri? Era um jogador que queríamos muito. Está a um nível excelente, provavelmente na melhor época em termos de números, e acreditamos que pode chegar à seleção espanhola.»
Em relação ao extremo Borja Sainz, Villas-Boas explicou que os números e as atuações em Inglaterra chamaram «a atenção do scouting» portista. «Ele passou por um período muito difícil com a morte da mãe, mas já recuperou a sua melhor forma. É um jogador de quem gostamos: personifica o espírito do Porto.»









































