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Jornal do Fla

·15. Juli 2026

Voto remoto: entenda por que Flamengo excluiu tema da reforma eleitoral

Artikelbild:Voto remoto: entenda por que Flamengo excluiu tema da reforma eleitoral

O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, nesta segunda-feira (13), a reforma eleitoral do clube, que cria um novo Código Eleitoral e de Boas Condutas. Mas um tema que chegou a ser debatido ao longo do processo ficou de fora do texto final: a possibilidade de voto remoto ou híbrido nas eleições do clube.

Isso significa que o voto presencial segue sendo obrigatório para o próximo ciclo eleitoral, mesmo com o Flamengo já permitindo, desde maio do ano passado, a votação à distância em reuniões comuns do Conselho Deliberativo.


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O Flamengo deu explicações formais para essa decisão, tanto por meio da Comissão Permanente Eleitoral quanto do próprio presidente Bap, em diferentes momentos do processo. Entenda os motivos.

O que diz a Comissão Eleitoral do Flamengo

Em explicação formal aos conselheiros, a Comissão Permanente Eleitoral afirmou que a possibilidade de voto presencial, remoto ou híbrido gerou intensos debates e posicionamentos divergentes entre os conselheiros.

Segundo a comissão, apesar de reconhecida a relevância do tema, não havia, naquele momento, consenso mínimo para incorporar a mudança ao texto sem comprometer a convergência já construída em torno dos demais pontos da reforma.

A comissão também fez questão de deixar claro que a decisão não representa desinteresse pelo assunto, nem uma conclusão definitiva sobre qual seria o modelo ideal de votação para o clube.

“A solução adotada não representa, que fique claro, desinteresse pelo tema, tampouco qualquer conclusão definitiva sobre o modelo de votação mais adequado para o clube. Ao contrário, decorre do reconhecimento de que a matéria possui complexidade própria e demanda reflexão específica, envolvendo aspectos estatutários, tecnológicos, operacionais, financeiros, de segurança da informação e de legitimidade do processo eleitoral que ultrapassam apenas discussão teórica sobre a questão.”

A explicação de Bap

Em reunião anterior do Conselho Deliberativo, o próprio presidente Bap já havia adiantado o racional por trás da decisão. Segundo ele, mesmo reconhecendo as evoluções tecnológicas e as demandas por votação remota, o momento ainda não é o ideal para estender essa possibilidade à eleição de presidente.

“O voto presencial para presidente, nós entendemos que, em que pese todas as evoluções e todas as demandas, não faz sentido ainda a gente permitir que o voto seja à distância. Há dúvidas a respeito disso.”

O presidente fez uma distinção entre os tipos de votação: para ele, permitir que o associado participe à distância de decisões como orçamento do clube ou aprovação de campanhas de marketing é diferente de votar para presidente, processo que, na visão dele, ainda exige a presença física do eleitor.

“Uma coisa é você votar para o orçamento do clube, para uma campanha de marketing, quem está nos assistindo distante hoje poder participar da vida do clube. Mas para votar de verdade, nós entendemos que ainda temos que ter essa presença aqui.”

Bap também indicou que o assunto não está definitivamente enterrado. Segundo o presidente, caso o modelo venha a mudar no futuro, será necessário um fórum qualificado para aprovar essa alteração, evitando que a decisão seja tomada por um número pequeno de conselheiros presentes em uma reunião pontual.

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O contexto da promessa de campanha

A votação à distância foi uma das promessas de campanha de Bap, embora seu plano de governo não fizesse menção específica à eleição presidencial, tratando de forma mais genérica sobre “acesso e votação remota às sessões e votações a distância sob estrito controle”.

A reforma eleitoral, aprovada por 80,6% dos votos dos conselheiros presentes e online, avançou em outros pontos, como financiamento de campanha, critérios de ficha limpa para candidatos e composição da Comissão Eleitoral, mas deixou essa discussão específica para um momento futuro.


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