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·28 June 2026

1986: a Copa mais tricolor da história

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Há 40 anos, o torcedor viu a Copa do Mundo mais são-paulina de todos os tempos. O clube foi representado por nada menos do que seis jogadores, a saber: Oscar, Falcão, Müller, Careca e Silas, pela Seleção Brasileira, além de Darío Pereyra, pela equipe do Uruguai.

E, mais do que isso, foi a Copa do Mundo com o maior número de gols feitos por um atleta tricolor, que foi o vice-artilheiro da competição, conquistando, inclusive, um importante prêmio. Confira!


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A Copa de Careca

O centroavante Careca, inclusive, marcou cinco gols naquela Copa (Argélia; Irlanda do Norte, duas vezes; Polônia; e França), sendo o artilheiro do Brasil no torneio, com média de um gol por jogo.

O camisa nove recebeu a Bola de Prata como vice artilheiro no geral da competição, atrás de Gary Lineker, da Inglaterra, que marcou seis gols. Pelo Tricolor, ao todo, entre 1983 e 1987, Careca marcou 115 gols em 191 partidas, sendo campeão brasileiro de 1986 e paulista de 1985 e 1987.

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Relembre os gols do grande centroavante na Copa do Mundo de 1986:

06/06/1986 Brasil 1 x 0 Argélia

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Foto: Rudi Schrader

No primeiro gol de Careca pelo Brasil na Copa do Mundo, Müller cruzara a bola para a área, sem muita pretensão ou precisão, mas o zagueiro falhou bisonhamente e o couro sobrou manso para o goleador só completar para as redes, marcando o único gol do Brasil naquele jogo que foi muito mais difícil do que o esperado.

12/06/1986 Brasil 3 x 0 Irlanda do Norte – duas vezes

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Foto de Max Colin

O segundo gol de Careca em Copa do Mundo nasceu de uma jogada muito parecida com o tento anterior, curiosamente. Müller novamente começou o lance pela direita e, desta vez, com muito mais consciência e qualidade de toque, cruzou a bola rasteira, mas forte, para o camisa nº 9 no meio da área norte-irlandesa. Aproveitando a velocidade com que veio, Careca encheu o pé na pelota, sem chance para o goleiro, que mal conseguiu reagir.

Mas, naquele jogo, ainda era pouco. O segundo gol surgiu em uma espetacular jogada do atacante, que tabelou com Zico, na área, e finalizou, desta vez, de canhota direto para o gol. Além de tudo, era ambidestro. Cracaço.

16/06/1986 Brasil 4 x 0 Polônia

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Foto: Bob Thomas

Contra a Polônia, os companheiros de time deram conta do recado, mas coube ao artilheiro a responsabilidade de fazer o dele de pênalti. Com mais sorte do que juízo, Careca bateu a meia altura, não muito forte, o goleiro deu um toquinho com a ponta dos dedos e a bola foi caprichosa tocar na trave direita do arco adversário para lentamente, quique após quique, ultrapassar a linha do gol.

21/06/1986 Brasil 1 x 1 França

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Foto: Jean-Yves Ruszniewski

Pelas quartas de final da Copa, o Brasil começou o duelo contra a França partindo pra cima e uma sequência de toques rápidos e tabelas entre Müller e Júnior, esse último encontrou Careca sozinho à entrada da área. Como lhe era característico, o centroavante fuzilou no canto esquerdo do goleiro, que nem viu a bola passar. Uma pena que, depois, a França empataria aquela partida e levaria a melhor nos pênaltis – que Careca sequer chegou a cobrar…

Muitos são-paulinos

Outro tricolor que esteve em campo nas cinco partidas do Brasil foi o atacante Müller. Vestindo a camisa sete, ele começou no banco nos dois primeiros jogos da seleção, mas assumiu a titularidade nos confrontos contra Irlanda do Norte (deu assistência para um dos gols de Careca), Polônia e França. Pelo time do Morumbi, Müller, em três passagens, marcou 160 gols em 386 partidas, sendo campeão de praticamente tudo o que disputou pelo time.

Falcão, o Rei de Roma, foi contratado pelo São Paulo, a peso de ouro, em 1985. Na Copa do Mundo de 1986, o camisa cinco, contudo, só fez duas partidas, contra Espanha e Argélia, entrando no decorrer do jogo. No São Paulo, o desempenho dele foi de 1 gol em 15 partidas, sendo campeão paulista de 1985.

Também com duas partidas na Copa, Silas, com a camisa 20, esteve em campo contra a Polônia e a França, substituindo Müller e Junior. O desempenho dele no Tricolor é de 35 gols e 170 jogos, com os títulos de campeão brasileiro de 1986 e paulista de 1985 e 1987.

O único são-paulino que não teve a chance de jogar nessa Copa do Mundo foi o zagueiro Oscar, então com a camisa número três. No Tricolor, Oscar foi capitão e atuou em 294 partidas, marcando 13 gols, além de ter sido campeão brasileiro em 1986 e paulista em 1980, 1981, 1985 e 1987.

Cabe dizer que, o Tricolor ainda poderia ter Gilmar, goleiro, e Sidney, atacante, na Seleção Brasileira, mas ambos os jogadores foram cortados por contusão antes da convocatória final.

No Uruguai também

O último tricolor nessa Copa do Mundo: Darío Pereyra. O jogador polivalente (jogou de meia, volante e zagueiro), que formou uma dupla inesquecível com Oscar na defesa do Tricolor, alcançou as oitavas de final do mundial. A Celeste obteve um ótimo resultado empatando em 1 a 1 com a Alemanha Ocidental, mas sofreu uma goleada da Dinamáquina: 6 a 1. O rescaldo foi um 0 a 0 contra a Escócia. Darío, trajando a camisa 14, só jogou esse jogo na primeira fase.

Classificados em terceiro lugar no grupo, encararam a Argentina no confronto eliminatório. A seleção do lado de lá do Rio da Prata se deu melhor e venceu por 1 a 0. Darío esteve em campo, mas nada pode fazer para evitar o gol de Pasculli e a desclassificação de seu país. Pereyra jogou no Tricolor até 1988, marcando 37 gols em 453 partidas. Foi bicampeão brasileiro, em 1977 e 1986, e tetracampeão paulista em 1980, 1981, 1985 e 1987.

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Foto: Bob Thomas

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