A reflexão que todo torcedor gremista precisa fazer, principalmente pelo que tá acontecendo no Inter
O empate do Grêmio em 1 a 1 com a Chapecoense, fora de casa, deixa uma sensação bem clara: não é crise, mas também está longe de ser o que se esperava.
E isso é o principal ponto.
Não existe, neste momento, qualquer cenário de demissão do técnico Luís Castro. Não é terra arrasada. Mas é o segundo jogo seguido em que fica aquela impressão de que dava para ter feito mais. Contra o Bragantino, em casa, era jogo para vencer. Agora, contra a Chapecoense, também.
O gol da Chape nasce de um erro completamente evitável. Cristian Pavón tenta afastar, não consegue, e a jogada termina em pênalti cometido por Viery, num lance que não exigia esse tipo de decisão. Foi um presente.
Depois, o próprio jogo tratou de “devolver” o favor. O goleiro da Chapecoense falha e entrega o empate praticamente de mão beijada.
Ficou nisso. 1 a 1.
Só que o problema maior vem no segundo tempo. O Grêmio não consegue crescer, não consegue se impor, não transforma o jogo em algo que justifique a diferença de investimento entre os clubes.
E aí entra um ponto importante: expectativa.
Hoje, o Grêmio está ali na parte de cima da tabela, entre sétimo e oitavo lugar. Não é uma campanha ruim. Mas também não é uma campanha que empolga. Principalmente quando se olha para concorrentes como São Paulo, que já abriu vantagem considerável.
Não se está falando em título. Mas dava para estar mais perto.
Luís Castro manteve a estrutura da equipe. Mesmo sem Arthur, repetiu o tripé no meio-campo, com Noriega, Nardoni e Monsalve. A ideia é clara, mas o rendimento ainda oscila.
Alguns jogadores até aparecem.
Nardoni faz o gol, embora muito mais por erro do adversário. Amuzu tenta alguma coisa. O time tem momentos. Mas falta consistência.
E outros nomes começam a entrar em pauta.
Tetê, por exemplo. É um jogador caro, com expectativa alta, e ainda entrega pouco. Teve um momento melhor no segundo tempo, inclusive acertando o travessão, mas ainda é abaixo do que se espera.
As mudanças também não mudaram muito o cenário. Enamorado entrou e pouco produziu. Já o Mec teve uma participação mais interessante. Willian, que tanta gente pede, também não conseguiu impactar.
E fica aquela sensação: talvez esteja faltando testar mais.
Um nome que surge nesse contexto é o de Thiaguinho. Um jogador que já foi preservado em outros momentos e que poderia começar a receber mais minutos, principalmente em jogos como esse.
Mas no fim das contas, tudo volta para o mesmo ponto: expectativa versus realidade.
O Grêmio tem uma folha alta, perto dos R$ 25 milhões só no futebol. É investimento de time que precisa entregar mais dentro de campo. Jogos como contra Bragantino e Chapecoense eram oportunidades claras de somar pontos e se colocar em uma posição mais forte na tabela.
Não aconteceu.
E aí entra um erro comum: olhar para o rival.
O Internacional vive um momento muito pior, lá embaixo na tabela. Só que isso não pode servir de parâmetro. Se a comparação for essa, qualquer coisa parece boa.
Mas não é esse o nível de exigência.
O Grêmio pode mais. Deveria estar mais acima. Poderia ter uma pontuação melhor. Poderia, principalmente, passar uma sensação diferente dentro de campo.