Gazeta Esportiva.com
·15 January 2026
Abel evita comentar sobre reforços e avalia saída de Weverton: “Palmeiras seguiu como achou melhor”

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O técnico Abel Ferreira evitou comentar sobre a atuação do Palmeiras no mercado. Após o clássico contra o Santos, o treinador foi questionado sobre o possível interesse do Verdão no meia-atacanteThiago Almada, do Atlético de Madrid, e no atacante Jhon Arias, atualmente no Wolverhampton. No entanto, o comandante português despistou na resposta e preferiu valorizar a base alviverde.
“Boa pergunta [sobre qual deles cairia melhor no clube], mas vai ficar sem resposta. Vocês têm todo o direito de perguntar o que querem, reconheço isso. Às vezes, quero responder de coração, mas tenho que responder com a cabeça. O Palmeiras é um clube sempre atento a tudo que está acontecendo. Estou muito contente com os jogadores que estão aqui, e também com o da base, como foi o caso do Luis [Pacheco]. Valorizar isso que temos feito. Um grande desempenho, um jogador com muito potencial. Não é de hoje, é desde o Sporting, um trabalho excelente do Castanheira junto à base. Dá um prazer enorme e um gosto enorme de fazer carreiras no futebol”, afirmou Abel.
Abel também aproveitou o espaço da coletiva de imprensa para avaliar a saída do goleiro Weverton. O goleiro se despediu do clube após oito temporadas e está perto de reforçar o Grêmio. Segundo o treinador, a possibilidade do jogador deixar o Verdão já estava sendo debatida nos bastidores.
“O Weverton, falar especificamente o que aconteceu, nossa presidente foi muito clara. Não tenho muita coisa a falar. Era nosso líder, um dos jogadores com quem eu contava. No último dia, falei com ele. Tenho uma relação muito próxima, de admiração, de estima e gratidão. Se me perguntar, temos três goleiros excelentes, estavam os três lutando pela titularidade, mas quando um líder e uma referência, um dos melhores goleiros da história do Palmeiras, vem falar comigo, só tenho a dizer que minha competência dentro do clube é valorizar e desenvolver. Leila e Barros tomam conta do resto. Não sou diretor nem presidente. O clube seguiu da forma que achou que era melhor”, explicou o português, que desejou o melhor para o futuro do goleiro – menos contra o Verdão.
“Acho que nossa presidente foi muito clara em tudo que aconteceu. Só repetir e reforçar. […] Feliz por ele, triste por ver partir um jogador com quem tenho uma relação muito boa, vi crescer os filhos deel. Mas a vida continua e não espera por ninguém. Desejo as maiores felicidades para o futuro, menos quando jogar contra o Palmeiras [risos]”, completou.
O Palmeiras pode ter um nova dor de cabeça para a sequência da temporada. O meio-campista Andreas Pereira caiu de mau jeito após uma falta e sentiu o ombro esquerdo, sendo substituído ainda no primeiro tempo do clássico desta quarta-feira, contra o Santos, o qual venceu por 1 a 0. O jogador deve passar por exames para entender a extensão do problema, mas já preocupa o técnico Abel Ferreira.
O departamento médico do Palmeiras já conta com outros seis atletas: Paulinho (cirurgia na perna direita), Jefté (edema na coxa direita), Felipe Anderson (entorse no tornozelo direito), Facundo Torres (lesão muscular na coxa esquerda), Lucas Evangelista e Figueiredo (transição física). Abel lamentou a situação, mas destacou a importância de jovens da base para momentos como este.
“Em relação às lesões, se seguir nesse ritmo, quando chegar ao futebol do campeonato, vou ter metade da equipe lesionada. Não era isso que queríamos, mas o futebol tem coisa que não controlamos. No ano passado, não tivemos o Paulinho o ano todo. Queríamos que ele nos ajudasse, mas infelizmente ainda não está em condições. Vamos continuar a trabalhar. Não é fácil estar num clube com a exigência do Palmeiras, ter que apostar em jovens e brigar por títulos. Se verem os melhores clubes da Europa, os jogadores são formados em outros clubes e depois comprados. O treinador tem pouco que que treinar, orientar. Não tem que se preocupar com o resto”, disse Abel.
“Aqui, temos um trabalho muito grande nisso. Temos conseguido um equilíbrio muito grande nas contas do clube, valorização dos jogadores, daquilo que é nosso trabalho. Estou muito contente com a personalidade deles e com o desempenho dos jogadores mais experientes. Não é fácil. Uma pré-temporada de cinco dias e agora valer pontos. Isso é tudo muito bonito, mas quando não ganhamos… Se ganhamos, ganhamos todos, se perdemos, o treinador que não faz a equipe jogar bem. A responsabilidade não é de um, é de todos”, finalizou o treinador.









































