Gazeta Esportiva.com
·18 January 2026
Abel vê vitória merecida do Palmeiras, mas não promete títulos: “Faço o melhor com o que tenho”

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O técnico Abel Ferreira pareceu satisfeito com a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Mirassol na noite deste sábado, na Arena Barueri, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. O treinador valorizou a sequência positiva de resultados — são três vitórias em três jogos — e entende que o triunfo veio com merecimento.
“Todos os jogos são difíceis, e mais do que o adversário, somos nós, a capacidade que nós temos. Eu não jogo, apenas peço. Quem faz acontecer são os jogadores, não tem como. Os nossos jogadores tem que entender que jogamos no Palmeiras, temos que correr riscos, nos expor, nos mostrar para o jogo, em momento nenhum nos esconder, independente das críticas. É isso que estamos procurando fazer, um jogo que enquanto treinador me dá gosto de ver e assistir. E também para os nossos torcedores. Agradecer aos jogadores, torcedores, quando jogamos juntos somos sempre mais fortes. Vamos continuar a fazer o mesmo, mas melhor. É esse o nosso desafio, com essa audácia de nos desafiarmos, de fazer um jogo que valorize a todos. É isso que temos feito, independente do adversário. […] Temos que perceber que não vamos ganhar sempre, mas a atitude tem que estar sempre”, avaliou o português.
Abel também comentou sobre a situação de Vitor Roque, substituído no segundo tempo, mas não deu nenhuma atualização sobre a condição do atacante. O camisa 9 retornou de lesão recentemente e foi visto com gelo no joelho direito no banco de reservas.
“O Vitor Roque, não sei dizer ao certo o que ele tem, mas não é preciso ser nenhum mago fisiologia. O condicionamento, qualquer um de nós, se não se prepara e está parado um mês, vai para o ginásio e mandam fazer flexões, não vai conseguir. Aqui, não vou dizer que é isso, mas é quase. Tivemos quatro dias para uma pré-temporada. Se puder fazer um pedido, se pudéssemos ter mais uma substituição, eu adoraria [risos]. Se a organização quiser fazer algo para ajudar a todos, seria ter uma substituição a mais para fazer durante os jogos”, explicou.
O Palmeiras não foi eficiente na noite deste sábado. O Verdão somou 12 finalizações, sendo cinco a gol, e terminou com o placar de apenas 1 a 0. Apesar disso, Abel Ferreira descartou qualquer preocupação e preferiu exaltar a sequência positiva no setor defensivo: já são três jogos com a baliza a zero.
“Os jogadores fazem de propósito para errar? É continuar trabalhando, não há como. Claro que quero marcar e os jogadores também, mas o que mais me preocupa é quando a equipe não cria, porque isso é uma responsabilidade tática do treinador. As questões técnicas são dos jogadores. Se vão dominar, cruzar, fazer uma tabela, é dos jogadores, que são os protagonistas. Duas coisas me deixam contentes: três jogos, uma boa consistência defensiva, e dessas 40 e tantas finalizações, apenas quatro poderiam ter sido gols, às vezes não finalizamos porque os adversários bloqueiam. Mas hoje fomos claramente superiores e merecemos”, esclareceu.
Com o resultado sobre o Mirassol, o Palmeiras somou a terceira vitória seguida no Campeonato Paulista e manteve o 100% de aproveitamento. O Alviverde chegou aos nove pontos e dormirá na liderança. Os comandados de Abel Ferreira, portanto, torcerão por um tropeço do Red Bull Bragantino para assumir de vez a ponta.
A campanha foi valorizada por Abel. Isso, entretanto, não credencia o Palmeiras a conquistar o título, de acordo com o comandante, que pediu calma e freou a empolgação da torcida.
“Eu nunca prometi títulos e nem vou prometer. O que sempre digo é que será uma equipe competitiva e que vamos jogar para ganhar. Nem na primeira entrevista prometi títulos, e nem hoje prometo nada, faço o melhor com os recursos que tenho. Nesses anos, o que era para ser um título por ano, foram dez. Se calhar, ninguém estava me dizendo o que dizem. Há muita coisa bem feita, um caminho de consistência, uma equipe extremamente competitiva, mesmo o quase, é preciso chegar e temos sido muito consistentes com a nossa forma de jogar, como lutamos, mesmo com toda a reformulação, a entrada de jovens e a saída de jogadores importantes. Saiu o Ríos, Estevão, saíram 17 atletas e contratamos 11, e continuamos nesse caminho”, enfatizou Abel.
“Não vou prometer o que não posso prometer. O que posso prometer é ter uma equipe competitiva que lute para ganhar, com processo, continuidade e responsabilidade financeira. Cada um fazendo o seu trabalho. Agora, não posso mentir. O último jogo em casa, com o que choveu, dificilmente conseguiríamos jogar em outro estádio do Brasil de grama natural. Aqui tem um gramado top, onde os jogadores chovem, a bola não salta e não tem buracos”, finalizou o técnico.
O Palmeiras, agora, volta a campo já nesta terça-feira, quando encara o Novorizontino. A bola rola às 20h (de Brasília), em Novo Horizonte (SP).









































