Esporte News Mundo
·27 March 2026
Adversário do Brasil na Copa, Marrocos empata com o Equador em amistoso internacional

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·27 March 2026

O amistoso entre Equador e Marrocos, adversário do Brasil na estreia da Copa, disputado no Estádio Metropolitano, em Madri, teve um roteiro digno de cinema para o meia El Aynaoui. Após desperdiçar um pênalti que terminou em uma confusão generalizada e anulação do VAR, o marroquino chamou a responsabilidade e, aos 43 minutos do segundo tempo, marcou de cabeça para decretar o empate em 1 a 1. O gol salvador no apagar das luzes frustrou a vitória sul-americana, que se desenhava desde o tento relâmpago de Yeboah no início da etapa final.
Com ótimo público no Estádio Metropolitano, em Madri, o clima passou longe de um mero amistoso. Empurrada por uma maioria marroquina inflamada, reflexo da proximidade com a Espanha e da empolgação para a Copa de 2030, a partida começou com energia de jogo valendo taça, apesar da barulhenta presença de torcedores equatorianos nas arquibancadas.
O amistoso começou com muitas ligações diretas sem sucesso, mas logo o Equador passou a dominar as ações ofensivas. A primeira grande emoção veio aos 7 minutos com Enner Valencia, que sofreu falta na entrada da área, bateu forte e exigiu boa defesa do goleiro Bono em dois tempos.
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A pressão sul-americana ditou o ritmo da partida logo na sequência. Aos 12 minutos, Plata apareceu livre após cobrança de falta de Caicedo, mas cabeceou por cima da meta. O próprio Caicedo quase abriu o placar três minutos depois, em um perigoso chute rasteiro que raspou a trave após roubada de bola de Minda. Na tentativa de dar uma resposta rápida ao abafa equatoriano, o Marrocos acelerou com Ezzalzouli, que acabou isolando a finalização e desperdiçando o contra-ataque.
Na reta final, o jogo ficou mais aberto e em transição. O Equador assustou novamente com uma cabeçada de Valencia (31′) e um chutaço de fora da área de Minda (36′) que passou muito perto. O Marrocos tentou equilibrar com finalizações de Saibari por cima do gol e uma pressão ofensiva nos minutos finais, mas sem grandes sustos.
Balanço do primeiro tempo: Apesar da sensação de um jogo movimentado, a análise fria dos números mostra que o Equador controlou a posse contra um Marrocos recuado, que sentia a estreia do técnico Ouahbi. No fim, faltou pontaria: de todas as chances criadas, apenas uma (a falta de Valencia) foi de fato na direção do gol.
A volta do intervalo transformou o ritmo da partida, e o zero não demorou a sair do placar. Logo no primeiro minuto da etapa final, o Equador abriu a contagem em uma bela trama ofensiva: Enner Valencia iniciou a jogada pelo meio e acionou Yeboah na direita. O camisa 9 tabelou com Plata, pisou na área e bateu no cantinho para marcar.
Atrás no placar, o Marrocos tentou responder imediatamente, mas esbarrou na afobação em três descidas consecutivas. Riad errou a força em um lançamento para Ezzalzouli; Saibari viu seu cruzamento rasteiro ser rechaçado por Diop; e Hakimi carimbou a barreira em uma cobrança de falta frontal. Os marroquinos seguiram martelando e, aos 12 minutos, Ezzalzouli fez boa jogada individual pela esquerda e soltou uma bomba, exigindo grande defesa para evitar o empate.
O grande drama da segunda etapa, no entanto, foi protagonizado pela arbitragem e pelo VAR em um lance de puro caos. Tudo começou quando Hakimi invadiu a área livre pela direita e parou em defesa de Galindez. No rebote, El Aynaoui foi derrubado por Plata e o juiz marcou pênalti. A cobrança do prórpio El Aynaoui foi defendida, mas Hrimat mandou o rebote para as redes, empatando o jogo.
Foi aí que a lambança começou: o VAR entrou em ação e inicialmente mandou voltar a cobrança por invasão de Hrimat. Porém, após mais alguns minutos de paralisação e indefinição, a arbitragem voltou atrás e anulou o pênalti por completo, assinalando um impedimento na origem da jogada.
Após a confusão do VAR no lance do pênalti, o jogo entrou em uma fase mais truncada. Aos 24 minutos, Ezzalzouli chegou a levar perigo ao receber um passe longo de Mazraoui, avançar sozinho pela esquerda e finalizar para fora, mas a arbitragem já assinalava impedimento. Na sequência, a chuva de substituições promovidas por ambas as equipes esfriou a partida, deixando a bola rolando por menos tempo e derrubando o ritmo do confronto.
Ainda assim, o Marrocos continuou rondando a área do adversário do Brasil. Talbi dominou na ponta esquerda, puxou para o meio e cruzou com veneno para a pequena área. Hakimi se atirou, mas não alcançou a bola de cabeça. O clima só voltou a esquentar aos 39 minutos, e de forma inusitada: Ordoñez recuou para Galindez, o goleiro equatoriano errou o domínio de forma grosseira e quase deixou a bola entrar contra o próprio patrimônio, mas conseguiu se recuperar no último segundo.
A insistência africana, no entanto, foi recompensada na bacia das almas, aos 43 minutos. Em um roteiro de redenção após o pênalti desperdiçado no início da etapa final, El Aynaoui se transformou no herói do empate. Hakimi cobrou escanteio pela direita, levantou na medida, e o meio-campista subiu mais alto que a marcação para fuzilar de cabeça para o fundo das redes, decretando o 1 a 1 no placar.









































