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·7 April 2026

Ajudou a Polícia! Massis libera documentação pedida por autoridades para investigação

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Ajudou a Polícia! Massis libera documentação pedida por autoridades para investigação

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O São Paulo entrou em uma zona de tensão delicada ao decidir consultar um parceiro e entregar à força‑tarefa o contrato com a Live Nation, empresa que organiza shows no Morumbi. O documento, relacionado à exploração de camarotes no estádio, foi entregue às autoridades na noite desta segunda‑feira, após o clube ouvir a produtora e receber autorização para compartilhar o acordo. A decisão marca uma mudança de postura: antes, o São Paulo tinha condicionado a entrega do contrato a um ofício judicial, o que gerou incômodo entre policiais e Ministério Público, que enxergaram resistência e falta de cooperação. Informação do portal Uol. Massis então ajudou a polícia. Liberou documentos pedidos pelas autoridades para investigação.

Internamente, o clube temia que o envio do contrato irritasse a Live Nation e expusesse o São Paulo a novos riscos jurídicos, como quebras contratuais ou disputas comerciais. No entanto, diante da pressão da investigação, a diretoria optou por priorizar transparência perante as autoridades, mesmo correndo o risco de mal‑estar com o parceiro. A presença desse contrato nas mãos dos investigadores pode ajudar a elucidar quem controla o acesso, quem define valores e como o clube lidou com a exploração de camarotes clandestinos, num cenário em que o inquérito já aponta esquema de “associação criminosa” em torno dos camarotes.

O marco inicial da investigação é o áudio gravado pela intermediária Rita de Cássia Adriana Prado, que mostra ex‑diretores do São Paulo, Mara Casares e Douglas Schwartzmann, discutindo a locação de um camarote no Morumbi para o show de Shakira em fevereiro de 2025. Nos diálogos, os próprios dirigentes classificam o espaço como “clandestino” e “irregular”, o que deu combustível às suspeitas de que a venda de camarotes acontecia fora do controle oficial do clube. A partir dessa gravação, a polícia civil abriu um inquérito que percorre, pelo menos desde 2023, a forma como camarotes premium foram negociados e quem se beneficiou financeiramente dessas operações.

Além desse caso dos camarotes, o São Paulo está envolvido em outros dois inquéritos criminais. Um deles investiga saques em dinheiro vivo das contas do clube e movimentações ligadas ao ex‑presidente Júlio Casares, enquanto o terceiro apura possíveis atos de corrupção em acordos do clube social. O conjunto desses processos coloca o Tricolor em um cenário de fragilidade institucional, em que decisões de curto prazo, como a entrega do contrato à investigação, servem tanto para demonstrar colaboração quanto para tentar limitar danos futuros em uma gestão que já caminha sob o escrutínio de autoridades e torcida.

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