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·16 March 2026

Alisson afirma que tinha acordo assinado com o Corinthians e comenta negociação frustrada

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  1. Por Henrique Pereira / Redação da Central do Timão

Uma das tratativas que mais chamaram atenção envolvendo o Corinthians na última janela de transferências foi a tentativa de contratar o volante Alisson, então jogador do São Paulo. Apesar de as conversas terem avançado e o acerto parecer próximo, a negociação acabou não sendo finalizada. Posteriormente, o meio-campista acertou sua transferência para o Fluminense e comentou os bastidores da situação.

Durante sua apresentação no clube carioca, o atleta revelou que havia um acordo firmado com o Corinthians e que até mesmo seu empresário se dispôs a arcar com a taxa de empréstimo junto ao São Paulo. Ainda assim, o negócio não foi concretizado, apesar da relação próxima com o técnico Dorival Júnior.


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Foto: Divulgação/Fluminense

“Olha, infelizmente (não deu certo), foi uma negociação em que tinha uma pessoa que tem um carinho especial comigo, que é o Dorival, junto com a sua comissão. Acabou que já tínhamos o acordo assinado por ambas as partes. Infelizmente, não sabemos o motivo, fala-se muito de pagamentos e tudo, mas acabou que o meu empresário se dispôs, no momento, também a fazer o pagamento. Mas futebol é assim, vida que segue. Tenho um privilégio, uma oportunidade muito grande novamente na minha carreira agora, que é vestir a camisa do Fluminense”, contou em sua entrevista de apresentação na equipe carioca.

Durante o período em que as conversas estavam em andamento, Dorival chegou a elogiar publicamente o jogador em entrevistas coletivas. Na ocasião, o treinador detalhou de que forma o enxergava dentro do esquema tático do Corinthians. Pouco tempo depois, porém, o próprio comandante confirmou o encerramento das tratativas.

Corinthians e São Paulo chegaram a um entendimento sobre os moldes da negociação. O clube do Parque São Jorge pagaria R$ 1,5 milhão pelo empréstimo do atleta, sendo R$ 1 milhão à vista e os outros R$ 500 mil previstos para o segundo semestre de 2026.

Caso optasse por comprar o jogador ao final do vínculo, o Corinthians ainda teria de desembolsar 2,5 milhões de euros (cerca de R$ 15,5 milhões na cotação atual). O acordo também incluía um bônus de 250 mil euros (aproximadamente R$ 1,5 milhão) se Alisson alcançasse a marca de 25 partidas com ao menos 45 minutos em campo. Além disso, havia uma multa estipulada em R$ 2 milhões caso o volante fosse utilizado em um Majestoso.

Outro fator que pesava no cenário era a impossibilidade de inscrição do atleta no Campeonato Paulista, já que ele já estava registrado pelo São Paulo na competição. Diante desse conjunto de fatores, o Corinthians optou por recuar nas negociações. Segundo explicou o executivo de futebol Marcelo Paz, a decisão não esteve ligada à falta de recursos, mesmo com a dívida do clube próxima de R$ 2,8 bilhões.

Apesar de Alisson ter estado no CT Dr. Joaquim Grava durante o período das tratativas, a diretoria corinthiana decidiu priorizar outras obrigações financeiras naquele momento. Entre elas estava o pagamento de parcelas do acordo com o Toluca, do México, pela contratação de Pedro Raul em 2024.

Além disso, o clube também tenta solucionar a pendência com o Talleres, da Argentina, relacionada à transferência de Rodrigo Garro. O valor da dívida gira em torno de R$ 32 milhões e pode resultar em um novo transfer ban. As conversas com o clube argentino vêm ocorrendo com frequência e foram classificadas como avançadas pelo presidente do Talleres, Andrés Fassi.

Recentemente, o Corinthians também efetuou o pagamento da primeira parcela trimestral referente à Neo Química Arena, no valor aproximado de R$ 28 milhões. Paralelamente, o clube se prepara para iniciar os pagamentos do Regime Centralizado de Execuções (RCE). A primeira parcela, prevista para março, corresponde a 4% das receitas totais obtidas pelo Corinthians em fevereiro, montante estimado em cerca de R$ 2,3 milhões.

Em abril, a diretoria ainda terá de quitar mais uma parcela do acordo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). A dívida ultrapassa R$ 76 milhões, e a prestação prevista gira em torno de R$ 7 milhões. Caso esse compromisso não seja cumprido, o clube poderá sofrer um novo transfer ban em âmbito nacional.

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