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Nosso Palestra

·21 May 2026

Análise: Palmeiras assusta pelo peso da camisa, não pela bola jogada

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O sinal de alerta está ligado no Palmeiras. O time que acostumou o torcedor a dominar a Libertadores da América, empilhar vitórias e impor respeito dentro e fora de casa, hoje vive uma realidade completamente diferente. O Palmeiras de Abel Ferreira já não mete medo pela bola jogada. Assusta apenas pelo peso da camisa e pela grandeza do escudo.

Falta futebol

A derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño, dentro do Allianz Parque, nesta quarta-feira (20), escancarou um problema que vem se repetindo há meses: falta desempenho, falta atitude e, principalmente, falta futebol. O time entrou pressionado, teve dificuldades na criação e mais uma vez mostrou um futebol pobre tecnicamente, sem intensidade e sem poder de reação.


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O resultado complicou a vida palmeirense na competição continental. O Cerro Porteño chegou aos 10 pontos e agora encara o Sporting Cristal na última rodada da fase de grupos. Já o Palmeiras terá pela frente o Junior Barranquilla, novamente no Allianz Parque, precisando vencer para garantir a classificação às oitavas de final sem depender de combinações.

Lesões atrapalham, mas…

O cenário preocupa porque o Palmeiras não transmite confiança ao seu torcedor. É verdade que o elenco sofre com lesões importantes, mas isso não explica a queda brusca de rendimento. O time não compete como antes, não apresenta repertório ofensivo e parece emocionalmente abatido dentro de campo. A intensidade, marca registrada das equipes de Abel Ferreira nos últimos anos, desapareceu.

E a cobrança, que deveria ser natural em um clube do tamanho do Palmeiras, praticamente não existe internamente. A comissão técnica segue blindada pela diretoria, que insiste no discurso de que Abel Ferreira é intocável. O treinador português acumulou conquistas históricas e tem enorme prestígio, mas o futebol apresentado atualmente não justifica toda essa proteção.

A sensação é de acomodação. Enquanto o desempenho cai rodada após rodada, não há pressão pública da diretoria, nem sinais de mudanças. Abel Ferreira permanece no cargo até quando quiser — e sairá do Palmeiras apenas quando decidir. Enquanto isso, o torcedor acompanha um time distante daquele que dominava a América e que hoje, dentro de campo, se tornou comum.

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