Portal dos Dragões
·19 April 2026
André Villas-Boas: “Espero que Farioli ganhe mais do que eu ganhei com o FC Porto”

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André Villas-Boas voltou a colocar Francesco Farioli no centro do projeto do FC Porto, desta vez numa entrevista em que abriu o elogio ao treinador e o estendeu à forma como a equipa trabalha e se apresenta. O presidente portista falou de energia, crescimento, estabilidade e futuro, antes de tocar também nas movimentações recentes no mercado e nos regressos que alimentam a ambição do clube. E, no meio do retrato, deixou uma frase que resume a confiança: “Espero que ganhe mais do que eu ganhei com o FC Porto”.
Numa fase em que o FC Porto procura consolidar uma ideia e uma identidade sob o comando de Francesco Farioli, André Villas-Boas apresentou uma mensagem clara: o treinador é mais do que uma aposta, é um pilar do presente e do futuro. O presidente dos dragões falou com entusiasmo de um técnico em quem vê capacidade de liderança, margem de evolução e impacto transversal no clube.
Ao abordar o trabalho diário de Farioli, Villas-Boas traçou o perfil de um treinador que, na sua leitura, combina exigência, método e capacidade de mobilização. O elogio não se ficou pela equipa em campo e alargou-se à estrutura técnica que rodeia o italiano.
“O Francesco é fantástico. Tem energia, personalidade, grande intuição, está constantemente a estudar e pode contar com uma equipa técnica de nove profissionais que têm tarefas específicas e dão um grande contributo.”, afirmou. “Ele tem a última palavra, mas todos participam na decisão final. O FC Porto pratica um futebol de alta intensidade e muito interessante. Além disso, é muito bom a comunicar, tanto com os jogadores como com o exterior”, começou por dizer o líder máximo do emblema azul e branco.
Nas palavras do presidente, Farioli surge como a face de uma modernidade metódica, mas também de uma liderança partilhada, em que a decisão final convive com contributos especializados. A ideia de intensidade e clareza na comunicação ajuda a compor o retrato de um treinador pensado para durar, o que abre caminho ao tema seguinte: a confiança do clube no médio prazo.
Foi precisamente nessa dimensão de continuidade que André Villas-Boas aprofundou o seu raciocínio, ligando a juventude do treinador ao potencial de crescimento e à estabilidade que, entende, ele trouxe ao universo portista.
“É um treinador moderno e tem apenas 37 anos. Isto significa que a sua margem de crescimento é considerável: estamos muito satisfeitos com ele, com os resultados que está a obter e com a harmonia que trouxe a todas as áreas do clube.”, sublinhou. “Por isso renovámos o seu contrato com bastante antecedência. Queremos que fique connosco por muito tempo”, continuou.
Mais do que um elogio circunstancial, a leitura é a de um investimento estratégico. Villas-Boas associa resultados, ambiente interno e visão de futuro numa mesma linha, reforçando a ideia de que Farioli é, para a direção portista, uma figura estruturante do ciclo que está em construção.
Questionado sobre a comparação entre ambos, o presidente respondeu sem fugir à analogia, mas preferindo colocá-la ao serviço da ambição do clube. E a seguir ligou essa confiança à forma como o FC Porto atacou algumas oportunidades de mercado.
“Se é o novo André Villas-Boas? Somos um pouco parecidos… Espero que ganhe mais do que eu ganhei com o FC Porto.”, disse. “É o treinador que nos vai conduzir para o futuro e estamos felizes por estar connosco”, disse ainda, falando também sobre os movimentos nas passadas janelas de mercado de verão e inverno.
A comparação serve menos para revisitar o passado do que para projetar o que vem aí. Villas-Boas coloca Farioli como homem do futuro e, ao fazê-lo, encaixa essa aposta numa lógica mais ampla de construção do plantel.
Sobre esse dossiê, o presidente destacou nomes concretos e explicou de que forma o aval do treinador contou nas decisões tomadas pelo clube. A mensagem voltou a ser de alinhamento entre liderança técnica e ação no mercado.
“O Thiago [Silva] era uma oportunidade incrível e, com o aval do Francesco, fechámos o negócio rapidamente. Não acreditávamos que o pudéssemos ter de volta, depois dele ter iniciado a sua experiência na Europa há vinte anos no FC Porto.”, explicou. “Estamos felizes por ter trazido de volta [para a Europa] o Gabri Veiga da Arábia Saudita, um talento incrível, e em setembro esperamos o regresso do Samu após a lesão”, concluiu.
Também aqui, o discurso do presidente reforça a mesma linha de coerência: o FC Porto que elogia Farioli é o mesmo que o integra nas decisões e lhe reconhece peso na definição do caminho. Entre a convicção no treinador e a leitura das oportunidades de mercado, Villas-Boas desenha um projeto que quer crescer com a mesma figura ao leme.
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