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·5 June 2026
Angelina, uma das principais lideranças da Seleção, antecipa estratégia para confronto com EUA

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·5 June 2026

Há mais de cinco anos jogando nos Estados Unidos, primeiro pelo Seattle Reign e, atualmente, pelo Orlando Pride, ao lado da Marta, a meia da Seleção Feminina Angelina reconhece a força e intensidade das norte-americanas.
“Na liga americana, muitos gols saem no final do do jogo, né? E isso realmente é uma questão de concentração, porque o cansaço chega. A gente tem como vantagem para o nosso time as trocas, que o Arthur utiliza muito bem. Se são seis trocas, ele vai usar as seis trocas”, prevê a meio campista.
Entre as 26 atletas convocadas para os amistosos contra os Estados Unidos, no sábado (6), em São Paulo, e na terça-feira (9), em Fortaleza, Angelina é o segundo nome mais carimbado nas listas do técnico Arthur Elias, com 15 convocações, ficando atrás apenas de Duda Sampaio, com 17.
A jogadora carrega a experiência e a visão de quem veste a braçadeira de capitã desde as Seleções de base. Com passagens pela Sub-17 e Sub-20, pela qual disputou dois Mundiais, ela esteve nos Jogos Olímpicos de Tóquio e na Copa do Mundo de 2023, foi prata nas Olimpíadas de Paris, em 2024, e bicampeã da Copa América, em 2022 e 2025.
Nesta quinta-feira (4), ela falou com jornalistas sobre os aprendizados em coletiva de imprensa após o treino, no CT Joaquim Grava. “Isso [as trocas] ajuda com que o time mantenha sempre a mesma intensidade. Saber que as meninas que vão entrar vão manter ou até aumentar o nível. Então, é algo que a gente tem aproveitado muito bem”, explicou, lembrando da última vitória contra os Estados Unidos, com um gol de virada nos acréscimos.

Meio campista Angelina veste a braçadeira de capitã desde a baseCréditos: Lívia Villas Boas/Staff Images/CBF
Segundo a atleta, a equipe tem evoluído e aprimorado o modelo de jogo, por isso, está colhendo resultados positivos. O apoio da torcida é fundamental e pode ser um “extra” no confronto.
“Elas sabem que jogar contra a gente é muito difícil, né? Nós ouvimos que as brasileiras são diferentes, criativas e, muitas vezes, é difícil até de prever o que a gente vai fazer. Principalmente jogando aqui, com estádio lotado. Nosso torcedor grita alto, nos 90 minutos vão estar empurrando a gente para frente”, acredita.
O olhar compenetrado e a tranquilidade na voz, indispensáveis para uma líder, têm como um dos segredos o bem-estar mental, cultivado em hobbies como leitura e música.
“É interessante ter algo que a gente consiga relaxar o nosso corpo, a nossa mente, onde a gente encontra um pouquinho de prazer também. Eu estudei durante um ano, fiz aula de espanhol e procuro ler, tentar tocar algum instrumento, aprender alguma coisa nova”, compartilhou. Dentro e fora de campo, Angelina acumula as lições de quem puxa a responsabilidade e lidera um grupo tendo como alicerce a paz interior.







































