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·6 March 2026
As frases mais fortes da visita do presidente do Vitória SC ao zerozero

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·6 March 2026

António Miguel Cardoso, presidente do Vitória SC, foi o mais recente convidado do podcast «Ataque Rápido», do zerozero, onde abordou diferentes temas relacionados com a atualidade do clube vimaranense e com o futebol português.
«Se não ficarmos em quinto lugar vou embora»: «Enquanto estou nos sítios, encontro-me a 300 por cento e defendo os projetos com tudo. Estarei envolvido na gestão do Vitória SC até ao dia em que lá estiver. O Vitória SC tem um histórico enorme e não precisará de mim, mas sim de um novo dirigente. Acaba por ser normal, estamos de passagem. Fui muito claro no que disse. Na minha vida, sempre fui uma pessoa de objetivos e, quando me candidatei ao Vitória SC, foi nesse sentido: alcançar sucesso na vertente desportiva e inverter a situação financeira, apesar de, atualmente, as coisas continuarem difíceis.
Se foi uma declaração arriscada? Não, já o tinha pensado, portanto isso continua em cima da mesa. Quis retirar a pressão dos jogadores e do treinador, colocando-a em cima de mim, e acho que isso foi bem conseguido. A partir daqui, abriram-se vários caminhos para mim e para o Vitória SC (...) Se não ficarmos em quinto, vou ouvir os sócios. Se decidir que quero continuar, também ouvirei os sócios.»
Equipa B: «A equipa B deve estar o mais próxima possível da equipa A. Este ano tivemos uma série de jogadores que fizeram a transição, e a nossa perspetiva é que haja ainda mais casos desses. Sabemos quais serão os que vão chegar mais rapidamente à equipa principal: dois exemplos são o Zeega e o Verdi, ambos titulares na equipa B. Podia referir vários outros exemplos.
Estar na Liga 3 é muito melhor do que no Campeonato de Portugal. Estamos tranquilos na Liga 3 e não sentimos necessidade de mais. A cultura de vitória está cada vez mais enraizada no clube, mas isso também tem de ser trabalhado, algo que tem acontecido com regularidade. Se subirmos, será uma consequência do trabalho que temos vindo a desenvolver. Estamos obcecados em subir? Não, o objetivo principal - tal como referi - é colocar jogadores na equipa A.»
Luís Pinto: «Não podemos eternizar nenhum treinador; as coisas mudam. No ano passado, estava a correr muito bem com o Rui Borges, e passado dois dias saiu. O mesmo aconteceu com o Álvaro Pacheco. Tenho uma excelente relação com o Luís Pinto, gosto bastante dele e acredito que fará uma grande carreira, contando com uma equipa técnica forte. Neste momento, estamos contentes e satisfeitos, os jogadores evoluíram bastante.»
Início da época? Há sempre críticas, é complicado viver nesse clima. O Luís Pinto não teve sorte no arranque, apanhou vários jogadores na pré-época que estavam prestes a sair e que tinham um determinado estatuto. É difícil preparar uma pré-época com tanta incerteza. O grupo de trabalho começou a consolidar-se no início do campeonato.»
Ligação com a VS Sports: «Quando entrámos no Vitória SC, existia um acordo segundo o qual o clube teria de pagar cerca de cinco milhões de euros ao antigo investidor Mário Ferreira. Caso esse pagamento não fosse efetuado, as ações poderiam reverter para o Mário Ferreira, que ficaria com a maioria. Quando entrámos, já nem conseguíamos fazer face às despesas do dia a dia e, ainda assim, teríamos de pagar os cinco milhões de euros.
A VS Sports surgiu nesse período, com a perspetiva de nos ajudar a resolver aquele problema. Para mim, isso seria muito importante, caso contrário, ficaríamos sem o controlo do clube. Entraram, pagaram ao Mário Ferreira e resolveram a situação. Numa fase inicial, queriam ter algum controlo na parte desportiva - contratações, treinadores, etc. Respondemos logo que nem pensar, seria impossível. Sempre disse que só consigo estar no Vitória SC numa perspetiva de maioria. Ver os outros a gerir… para mim, não.
A partir do momento em que avançou a parceria, eles trouxeram-nos know-how noutras áreas. A UEFA interveio e referiu que outros clubes só tinham 30 por cento e não estavam envolvidos na gestão. Conseguimos garantir isso no nosso caso (...) Além disso, eles referiram que não podia existir nenhum indício de ajuda a nível da gestão financeira. Ficamos assustados porque ambos os clubes queriam jogar a UEFA Conference League. Revertemos e demonstrámos que não existiu ligação na parte da gestão.
Futuro? Vamos ver, as relações são estáveis. Este grupos que estão habituados a gerir clubes de futebol querem controlar, nunca lutarei para que isso aconteça (...) Este risco que eu tomo, é a pensar na independência do Vitória SC todos os dias.»
«Vaidosos» no plantel do Vitória SC: «É muito simples: fizeram um filme de algo que eu disse numa altura complicada devido a inúmeras críticas. Referi que era necessária uma renovação, rejuvenescer o balneário, e que precisávamos de um grupo um pouco menos vaidoso. Não chamei vaidoso a ninguém, nem apontei o dedo a ninguém. Tenho uma ótima relação com o Bruno Varela e com muitos outros.
O que eu quis dizer foi exatamente isso. Senti que era preciso requalificar (…) Determinada vaidade, até certo ponto, é boa, depois começa a ser demais e transforma-se em soberba. A vaidade traz também outra coisa: quando olhamos para cima achamos que somos inferiores; quando olhamos para baixo achamos que somos superiores. Num balneário temos de nos bater sempre de frente com qualquer adversário, seja o Real Madrid ou o Ermesinde.
Acima de tudo, não pretendi atingir um grupo que fez um grande trabalho e com o qual tenho excelentes relações.»
Ambiente no futebol português: «Se me perguntar se me identifico com isto, responderei que não. Não acho que seja bom para o futebol português, mas não quero estar a apontar o dedo a ninguém, cada um de nós é diferente (...) Creio que este excesso pode levar a que existam problemas nas bancadas, por exemplo, ninguém quer isso. O futebol tem de ser saudável.
Nas vezes em que falei (não foram muitas), abordei questões de arbitragem, em que eu acho que fomos penalizados. Se me arrependo? Acho que não. Antes de falar, vejo os casos 200 vezes, tento tirar as camisolas, digamos assim (...) É muito difícil criar consensos quando cada um tem o seu feitio.»
SC Braga: «O tamanho do clube não se compara, é a minha opinião, não quero agredir ninguém. O Vitória SC devia ter muitos mais títulos (...) A direção do SC Braga está lá há vários anos, o que traz mais estabilidade, relações, entre outros fatores (…) O SC Braga não é dos sócios, essa é a principal diferença. Se já tivemos muita procura nesse sentido? Todos os dias.
Se olharmos para os últimos anos, percebemos que, cada vez mais, nos temos imposto relativamente ao SC Braga. Quando entrámos, a diferença era enorme, mas se observarmos os resultados em diferentes patamares, as coisas começam a ser diferentes.»
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