Revista Colorada
·27 January 2026
As promessas do Inter que podem render milhões e recolocar o clube no topo

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O Internacional vive um início de temporada animador dentro e fora de campo. Enquanto o time profissional empolga com atuações intensas, como na vitória no Gre-Nal 449, o grande patrimônio colorado segue mostrando força onde historicamente sempre foi diferencial: as categorias de base. O Celeiro de Ases voltou a produzir resultados, talentos e, principalmente, ativos que podem render cifras milionárias ao clube nos próximos anos.
O último final de semana foi simbólico. Em Alegrete, o Inter conquistou a Efipan Sub-15 de forma invicta, chegando ao seu 14º título na competição e reafirmando o status de maior campeão do torneio. Mais do que o troféu, a campanha escancarou o potencial da geração 2011, que já começa a chamar atenção internamente e também fora do país.
O camisa 10 Brenner é um dos nomes que mais despertam expectativa. Com visão de jogo acima da média, passe preciso e leitura tática refinada, o meia foi o cérebro da equipe campeã. Outro destaque foi o lateral-esquerdo Gustavo Bahia, jogador moderno, seguro defensivamente e com chegada qualificada ao ataque, sempre buscando o cruzamento consciente. No meio-campo, Gustavo Fahmer mostrou algo raro: poder de chegada à área, mesmo atuando como volante.
No ataque, os gols ficaram por conta de Kelwyn e Kevin, este último nascido em 2012, portanto mais jovem que a maioria dos adversários. Kevin, inclusive, já é tratado como joia em formação dentro do clube. O conjunto também chamou atenção pela organização tática, fruto do trabalho de Diogo Barcelos, ex-jogador do clube e hoje técnico da categoria.
Em outras frentes, o Inter também deu respostas positivas. Na Copa Santiago, goleou o Grêmio por 5 a 0 na semifinal e fez uma final competitiva contra o Palmeiras, ficando com o vice-campeonato. Fabrício Prado, com sete gols, foi um dos grandes nomes, ao lado de Ryan Norato e Gaivota. Já na Copinha, mesmo com um elenco bastante jovem, o Colorado chegou às oitavas de final, com destaque para Gustavo Ulguim, autor de cinco gols.
No profissional, a integração começa a acontecer. Nomes como Allex, João Victor, Alisson e João Bezerra já aparecem no radar da comissão técnica, reforçando a ideia de um clube que volta a olhar para dentro.
Historicamente, a essência do Inter sempre esteve na base. Após alguns anos de oscilações e decisões questionáveis, a atual gestão dá sinais claros de valorização do Celeiro de Ases. Mais do que títulos de base, o clube volta a construir um caminho sustentável, capaz de revelar talentos, fortalecer o time principal e gerar receitas fundamentais para a recuperação financeira e esportiva do Internacional.









































