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·16 March 2026

Bahia e Vitória fazem primeiro Ba-Vi da história do Brasileirão Feminino

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Nesta segunda-feira, 16 de março, a Série A1 do Brasileirão Feminino terá o inédito confronto entre Bahia e Vitória. De maneira surpreendente, os rivais baianos nunca estiveram na primeira divisão ao mesmo tempo e somente neste ano vão se enfrentar. O ineditismo chama a atenção e aquece a rivalidade para o confronto. 

Bahia e Vitória ainda não se consolidaram como equipes de primeira prateleira no futebol feminino. O Bahia esteve na Série A1 em cinco oportunidades (2014, 2021, 2023, 2025 e 2026). No ano passado, teve a sua melhor campanha, chegando até as quartas de final e caindo diante do Corinthians. Na campanha, acumulou 7 vitórias, 3 empates e 7 derrotas. 


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O Vitória também está na sua quinta participação na Série A1, mas pela primeira vez na década. As outras participações foram em 2016, 2017, 2019, 2020 e 2021. Nunca chegou na fase mata-mata. No ano passado, as Leoas da Barra terminaram na quinta posição da Série A2 e ficaram com a vaga na elite após desistência do Fortaleza. 

Agora, pela primeira vez em 12 anos do futebol baiano na Série A1 do Brasileirão Feminino, Bahia e Vitória vão, finalmente, se encontrar. O duelo é válido pela 3ª rodada e acontece às 21h, no Estádio Metropolitano de Pituaçu, em Salvador. 

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Como chegam as equipes

O Bahia, que perdeu sua principal jogadora do ano passado, a atacante Rhaizza, para o Corinthians, ainda precisa se encontrar no Brasileirão Feminino. Nas duas primeiras rodadas, o Tricolor saiu derrotado contra o Cruzeiro (2 a 0) e São Paulo (2 a 1). Apesar do início ruim, o alento é ter enfrentado dois dos principais clubes do Brasil na modalidade. 

O Vitória também não tem muito a comemorar. Com pouco tempo para se planejar por herdar a vaga após a desistência do Fortaleza, a equipe ainda busca o melhor momento e não tem grandes destaques individuais. Nas duas primeiras rodadas, as Leoas perderam para o Fluminense (1 a 0) e ficaram no empate com o Mixto (2 a 2). 

O âmbito estadual ajuda a entender melhor o cenário dos dois clubes, que ainda buscam o seu lugar ao sol nacionalmente. O Bahia foi campeão dos últimos seis Campeonatos Baianos realizados de 2019 a 2025. Nos três últimos, o Vitória acabou sendo o vice.

Para se ter ideia do domínio entre 2024 e 2025, o Tricolor marcou 207 gols e sofreu apenas três nas duas edições. Os agregados nos títulos contra o Vitória nos últimos três anos foram de 2 a 1 (2023), 5 a 0 (2024) e 3 a 0 (2025). 

Desde 2021, o Bahia está invicto em jogos contra o Vitória, com nove vitórias e um empate em 10 partidas. 

Mas o cenário é de evolução. Em 2024, o Bahia foi o grande campeão da Série A2. Já em 2025, o Vitória se destacou no mata-mata e garantiu a quinta posição que se tornou um acesso. Além disso, no ano passado, as equipes baianas foram longe na Copa do Brasil. O Tricolor chegou até a semifinal e o Rubro-Negro nas oitavas. O algoz foi o mesmo: a Ferroviária

Projeção para o futuro

Mais do que uma curiosidade, a presença simultânea de Bahia e Vitória na Série A1 do Brasileirão Feminino representa projetos em franca evolução e que busca espaço no crescimento contínuo de toda a liga, que chama cada vez mais a atenção e bate recordes de audiência e faturamento. 

Agora sob a gestão do Grupo City, o Bahia tem também o futebol feminino como uma prioridade de performance esportiva, com objetivo de se consolidar no cenário competitivo neste primeiro momento, buscando títulos no futuro. Foi o que contou à reportagem de oGol a gerente de futebol, Carol Melo. 

"Nosso objetivo é consolidar o Bahia de forma consistente entre as principais equipes do futebol feminino brasileiro. Mais do que resultados pontuais, buscamos regularidade e crescimento sustentável", começou por dizer.

"O Bahia vem de um processo consistente de estruturação e amadurecimento. Evoluímos, com melhorias em processos internos, metodologia de trabalho, integração com o clube e fortalecimento do departamento de futebol feminino como um todo e isso reflete nos resultados. Naturalmente, o sonho passa a ser brigar por títulos", completou. 

A gerente ainda indicou que a chegada do Grupo City trouxe uma estrutura e metodologia de trabalho que impulsionou o desenvolvimento do futebol feminino do Bahia.

"Conseguimos investir em profissionais qualificados, em estrutura, rotina de trabalho e oferecer melhores condições para as atletas se desenvolverem. Essa evolução é fruto de planejamento, investimento estratégico e da confiança da diretoria", ressaltou. 

Mais do que isso, o Bahia também está ciente do seu papel social no fortalecimento do futebol feminino na Bahia, pavimentando o caminho para que meninas baianas que sonham em ser atletas profissionais estejam em um clube de alto nível sem precisar deixar o seu estado. 

"O Bahia tem um papel social e esportivo muito forte no estado, e queremos que as meninas da Bahia se vejam representadas dentro de campo. Quando o clube oferece melhor planejamento, mais estrutura, boas condições de trabalho e uma equipe cada vez mais competitiva, ele se torna um ambiente mais propício para o desenvolvimento das atletas. Isso faz com que jovens atletas possam enxergar uma oportunidade real de crescimento na carreira", afirmou a gerente. 

A equipe de oGol também buscou conhecer detalhes do projeto do Vitória para o Brasileirão Feminino, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. 

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