Bélgica atropela Estados Unidos, vence por 4 a 1 e enfrentará a Espanha nas quartas de final da Copa do Mundo | OneFootball

Bélgica atropela Estados Unidos, vence por 4 a 1 e enfrentará a Espanha nas quartas de final da Copa do Mundo | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Território MLS

Território MLS

·7 July 2026

Bélgica atropela Estados Unidos, vence por 4 a 1 e enfrentará a Espanha nas quartas de final da Copa do Mundo

Article image:Bélgica atropela Estados Unidos, vence por 4 a 1 e enfrentará a Espanha nas quartas de final da Copa do Mundo

Com dois gols de Charles De Ketelaere, atuação decisiva de Nicolas Raskin e gol de Romelu Lukaku nos acréscimos, Bélgica domina os Estados Unidos em Seattle e avança para enfrentar a Espanha.

Informações da partida

📅 Data: 6 de julho de 2026 🏟️ Estádio: Lumen Field, Seattle 🏆 Competição: Copa do Mundo FIFA 2026 — Oitavas de final ⚽ Resultado: Estados Unidos 1 x 4 Bélgica


OneFootball Videos


Gols: Charles De Ketelaere, 9′ — 0x1 Malik Tillman, 31′ — 1×1 Charles De Ketelaere, 33′ — 1×2 Hans Vanaken, 57′ — 1×3 Romelu Lukaku, 90+3′ — 1×4

Como foi o jogo

Rudi Garcia surpreendeu antes mesmo da bola rolar. Depois da virada contra Senegal, o treinador voltou a deixar Kevin De Bruyne, Jeremy Doku e Romelu Lukaku no banco, apostando em uma equipe mais intensa fisicamente para enfrentar a pressão alta norte-americana.

E a estratégia funcionou desde o início.

Com apenas 35 segundos, a Bélgica já assustou. Maxim De Cuyper recebeu na lateral, tentou o cruzamento e a defesa dos Estados Unidos afastou mal. A sobra ficou com Youri Tielemans, que teve o chute travado. No rebote, Timothy Castagne finalizou com perigo e obrigou Matt Freese a fazer boa defesa.

A pressão seguiu. Aos sete minutos, Dodi Lukebakio arrancou pelo meio e abriu para Castagne na direita. O lateral cruzou rasteiro, a bola sobrou limpa para Tielemans, mas o capitão belga furou em uma grande oportunidade.

O gol veio logo depois.

Aos nove minutos, Lukebakio inverteu para Leandro Trossard, que dominou muito bem pela esquerda e tentou o cruzamento. A defesa americana voltou a afastar mal, Nicolas Raskin venceu a disputa na entrada da área e cruzou rasteiro para Charles De Ketelaere abrir o placar.

Pouco depois, a Bélgica perdeu Amadou Onana por lesão. Hans Vanaken entrou em seu lugar, deixando a equipe mais ofensiva.

Os Estados Unidos responderam aos 31 minutos. Christian Pulisic puxou da esquerda para o meio e tentou acionar Folarin Balogun, que sofreu falta na entrada da área. Malik Tillman cobrou e contou com desvio de Vanaken para tirar Courtois da jogada e empatar.

A comemoração durou pouco.

Dois minutos depois, Trossard venceu Sergiño Dest pela esquerda, cortou para dentro e cruzou na medida para Charles De Ketelaere marcar de cabeça o segundo gol belga.

O gol abalou os Estados Unidos. Logo depois, Weston McKennie chegou forte em Nicolas Raskin e recebeu cartão amarelo em lance que poderia ter gerado punição maior.

A Bélgica ainda criou mais duas boas chances antes do intervalo: uma com Raskin, após escanteio cobrado por Tielemans, e outra com Lukebakio, cabeceando para fora após falta lateral de De Cuyper.

Na reta final do primeiro tempo, Malik Tillman tentou recolocar os Estados Unidos no jogo com duas boas jogadas. Primeiro, avançou pelo meio após cobrança curta de falta. Depois, fez bela jogada pela direita, com direito a caneta e passe em profundidade para Balogun, que não conseguiu aproveitar.

O segundo tempo começou com os Estados Unidos tentando pressionar mais a saída belga. A Bélgica respondeu com uma arma que já havia utilizado no amistoso de março: lançamentos longos nas costas da defesa norte-americana.

Pochettino havia corrigido esse problema durante a Copa, com a linha defensiva dando um passo para trás e Matt Freese mais atento nas saídas.

Mas aos 57 minutos, o erro veio.

Brandon Mechele lançou Charles De Ketelaere. A bola parecia tranquila para Freese, mas o goleiro prendeu o pé no gramado ao tentar afastar. A sobra ficou com Hans Vanaken, que finalizou sem goleiro e fez o terceiro.

Os Estados Unidos ainda tentaram reagir. Sebastian Berhalter levou perigo em finalização de fora da área, e Balogun obrigou Courtois a trabalhar após erro de Mechele.

Já com Jeremy Doku em campo, a Bélgica voltou a encontrar espaços em velocidade. O ponta venceu Alex Freeman pela esquerda e quase construiu uma chance clara para Trossard e Lukaku.

Nos acréscimos, saiu o quarto.

Chris Richards tentou afastar sob pressão de Romelu Lukaku, mas o centroavante interceptou, invadiu a área e finalizou de canhota no canto.

Foi o 93º gol de Lukaku pela seleção belga.

Estatísticas da partida

O que deu certo para a Bélgica

O principal acerto belga foi Rudi Garcia.

O treinador entendeu o contexto da partida e montou uma equipe preparada para anular a principal arma dos Estados Unidos: a pressão alta.

A ausência de Kevin De Bruyne não foi apenas uma questão técnica. Foi também física e tática. Contra uma seleção intensa como os Estados Unidos, a Bélgica precisava de mais força no meio-campo, e a presença de Amadou Onana, Nicolas Raskin e Youri Tielemans deu exatamente isso.

Mesmo após a lesão de Onana, a estrutura seguiu funcionando.

Raskin e Tielemans deram intensidade, venceram duelos e ajudaram a impedir que os Estados Unidos recuperassem tantas bolas no campo ofensivo como fizeram durante boa parte da Copa.

Foi uma vitória construída também na prancheta.

A ressalva fica para a sequência. A estratégia funcionou contra Senegal e Estados Unidos, duas equipes de muita intensidade física. Contra a Espanha, o contexto será diferente. A tendência é que Rudi Garcia precise devolver mais criatividade ao time, especialmente com Kevin De Bruyne e Jeremy Doku.

O que deu errado para a Bélgica

Apesar da vitória por 4 a 1, o sistema defensivo segue sendo o principal ponto de atenção da Bélgica nesta Copa do Mundo.

Nathan Ngoy, que voltou ao time titular após cumprir suspensão, novamente não passou segurança. O zagueiro já havia demonstrado dificuldades antes da suspensão e voltou a apresentar uma atuação abaixo do restante da equipe.

Ao seu lado, Brandon Mechele também voltou a oscilar. O defensor quase comprometeu o resultado ao falhar em uma tentativa de interceptação que deixou Balogun cara a cara com Courtois. Não foi uma atuação desastrosa, mas reforçou a sensação de insegurança que a dupla vem transmitindo durante a competição.

A expectativa para as quartas de final passa pela volta de Arthur Theate ao time titular. O defensor fez boa partida diante do Senegal e hoje parece oferecer mais segurança ao sistema defensivo do que Nathan Ngoy.

Outro fator que pesa é a ausência de Zeno Debast. O zagueiro foi convocado para a Copa, mas segue sem condições de jogo por conta da lesão sofrida antes do torneio. Sua qualidade na saída de bola faz falta justamente em um setor que tem encontrado dificuldades para construir desde a defesa. A Bélgica precisou adaptar seu estilo ao longo da competição, mas a ausência de Debast continua sendo uma perda importante, principalmente pensando em um duelo contra uma equipe técnica como a Espanha.

O que deu certo para os Estados Unidos

Mesmo eliminados, os Estados Unidos não abandonaram sua identidade.

A equipe de Mauricio Pochettino seguiu tentando pressionar alto, recuperar bolas no campo ofensivo e atacar até os minutos finais. O modelo não foi suficiente contra a Bélgica, mas a postura seguiu coerente com tudo que a seleção apresentou durante o Mundial.

Malik Tillman foi novamente o principal nome norte-americano. Marcou o gol, criou jogadas e confirmou a excelente Copa que fez em uma função diferente da sua posição natural.

Alex Freeman também sai valorizado. Aos 21 anos, fez uma Copa excelente atuando como lateral, terceiro zagueiro e ala, mostrando maturidade e versatilidade para se firmar como um dos pilares do próximo ciclo.

O que deu errado para os Estados Unidos

A defesa, que vinha sendo um dos pontos mais seguros da campanha, teve sua pior noite justamente no jogo mais importante.

Tim Ream foi o maior símbolo disso. O capitão teve atuação muito abaixo, sofreu na marcação, esteve envolvido em lances decisivos e expôs ainda mais Chris Richards, que também caiu de rendimento.

Matt Freese, que vinha fazendo uma Copa segura, falhou no terceiro gol ao prender o pé no gramado e entregar a bola para Vanaken.

Contra uma Bélgica eficiente, esses erros custaram caro.

Destaques positivos

Charles De Ketelaere

O melhor jogador da partida.

Entrando novamente como centroavante, menos físico e mais técnico que Lukaku, De Ketelaere finalmente entregou a atuação que a Bélgica esperava dele nesta Copa.

Marcou dois gols, deu uma assistência e foi decisivo em praticamente todos os momentos importantes do ataque belga.

Nicolas Raskin

Mais uma grande partida e mais uma grande atuação na Copa.

Raskin deu assistência para o primeiro gol, foi intenso defensivamente, participou bem da construção e confirmou que hoje é peça fundamental da Bélgica.

A tendência é que saia desta Copa muito valorizado e diretamente no radar de clubes maiores que o Rangers.

Malik Tillman

Mesmo na derrota, foi o melhor jogador dos Estados Unidos.

Fez o gol americano, criou as melhores jogadas da equipe e confirmou a excelente Copa que realizou.

Jogando muitas vezes como camisa 8, em uma função diferente da sua posição original, mostrou adaptação, inteligência e qualidade técnica.

Destaques negativos

Brandon Mechele

Mais uma atuação insegura.

Depois de já ter sofrido contra Senegal, o zagueiro voltou a passar pouca confiança. Quase cometeu erro grave no segundo tempo, em lance que poderia recolocar os Estados Unidos no jogo.

A tendência é que sua titularidade seja repensada para as quartas de final.

Tim Ream

A pior atuação individual da partida.

O capitão norte-americano teve uma noite muito ruim e sofreu contra a movimentação belga. Depois de uma Copa relativamente segura, foi exposto diante de um adversário de nível mais alto.

Seu ciclo pela seleção dos Estados Unidos provavelmente chega ao fim após esta Copa.

O que vem a seguir

Para os Estados Unidos, a eliminação encerra uma campanha positiva. O balanço completo do ciclo e do futuro da seleção norte-americana você confere AQUI no Território MLS.

A Bélgica, por outro lado, segue viva.

A equipe de Rudi Garcia enfrentará a Espanha nas quartas de final, no dia 10 de julho, no SoFi Stadium, em Los Angeles, às 16h (de Brasília).

Será o maior desafio belga até aqui.

A Espanha chega como uma das grandes favoritas ao título e talvez pratique o futebol mais técnico da Copa. A Bélgica, por outro lado, vem mostrando uma característica diferente daquela que marcou sua geração anterior.

Menos brilho técnico constante, mais intensidade, competitividade e resiliência.

Depois de uma fase de grupos contestada, uma virada histórica contra Senegal e agora uma goleada sobre os Estados Unidos, a Bélgica chega às quartas com força suficiente para preocupar qualquer adversário.

Imagem de Capa: Reprodução via Getty Images.

View publisher imprint