Belmonte elenca títulos ganhos em despedida, ganha apoio de Rafinha e deixa futuro no clube em aberto: “A Deus pertence” | OneFootball

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·29 November 2025

Belmonte elenca títulos ganhos em despedida, ganha apoio de Rafinha e deixa futuro no clube em aberto: “A Deus pertence”

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Demorou quase que um dia inteiro, mas Carlos Belmonte usou suas redes sociais na noite de sexta-feira (28) para se manifestar sobre a saída do cargo de diretor de futebol do São Paulo.

Já se sabia-se que o dirigente tinha perdido o cargo desde a manhã, quando ocorreu uma reunião no CT da Barra Funda com o presidente Julio Casares, mas o anúncio oficial do clube ocorreu no início da tarde.


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Além de Belmonte, deixam o futebol são-paulino os adjuntos Nelson Marques Ferreira, o Nelsinho, e Fernando Bracalle Ambrogi, o Chapecó. Em nota oficial, o clube do Morumbi informou que o executivo Rui Costa e o coordenador Muricy Ramalho seguem no comando do futebol “e organizando o planejamento para 2026”.

“Hoje encerro um ciclo de cinco anos com três títulos e cinco finais à frente do futebol do São Paulo. Gratidão a cada colaborador do CT e a todos os atletas que hoje me emocionaram na minha despedida. Volto para a minha família que sempre esteve comigo mais do que consegui estar com ela”, destacou Belmonte.

A postagem rendeu um comentário emocionado de Rafinha. O ex-lateral-direito e capitão tricolor demonstrou apoio ao dirigente. “Obrigado Belmonte, você sempre colocou o São Paulo a cima de tudo e eu sou prova disso… Boa sorte no seu próximo desafio”, escreveu.

Nesta manhã, Belmonte conversou com os jogadores e se despediu um a um não só deles, como também de funcionários. O ex-diretor deve agora oficializar sua aliança com a oposição e concorrer à eleição no final do ano que vem para a presidência contra o indicado à sucessão de Julio Casares.

Sobre a disputa eleitoral, contudo, o dirigente deixou uma mensagem enigmática. “O futuro a Deus pertence”, filosofou.

Nós já revelamos aqui anteriormente que no momento de maior crise interna do clube, após a eliminação na Copa Libertadores e sem conseguir engatar uma série de vitórias no Campeonato Brasileiro, Casares foi duramente pressionado por aliados para que mudanças ocorressem na Barra Funda. E aqui pode-se ler que a principal delas era a saída de Belmonte.

Ocorre que existem dois problemas. O primeiro, mais óbvio, Casares não queria reforçar fileiras oposicionistas demitindo o diretor de futebol que um dia foi o seu grande aliado. O outro, mais prático, é a ausência de um nome para substituí-lo sem causar mais rusgas à sua base de apoio. O futebol profissional é o carro chefe do São Paulo. É o posto mais prestigiado. E o escolhido iria ser visto como um indicativo óbvio de escolha do mandatário para sua sucessão.

A saída, então, para o indeciso presidente, que não quer desagradar nem gregos, nem troianos, seria efetivar Costa, profissional de fora, o que lhe ajudaria inclusive a passar um ar mais profissional à sua despedida da cadeira de quem manda, fundamental para limpar um pouco a imagem arranhada neste ano, quando passou a ser ofendido nas arquibancadas.

Fora isso, teria um impacto, digamos, menor. Sim, Belmonte pode ser xingado por torcedores (e até por diretores), mas ganhou status nos cinco anos no cargo, sendo respeitado por jogadores, empresários e até dirigentes rivais. A grosso modo, a efetivação de Costa representaria um continuísmo.

Por outro lado, a entrada de Carlomagno no cotidiano do CT tinha exatamente esse viés de aumentar a fidelidade na Barra Funda, um terreno que passou a ser mais pantanoso para os ‘casaristas ferrenhos’, com Belmonte cada vez mais distanciado do presidente. Mas o tiro saiu pela culatra. O superintendente tinha o pedido de chegar chutando a porta. Mas encontrou um ambiente controlado por Belmonte. E cercado por pessoas que se tornaram leais ao diretor. Da rivalidade implícita, surgiu a cumplicidade entre os dois. E veio o anúncio interno do escolhido de que seus planos não incluem ser candidato à sucessão.

A reportagem já revelou anteriormente que Casares e Belmonte não falam mais a mesma língua há cerca de três meses, desde que Belmonte foi ofendido por um diretor do clube em mensagem vazada por aplicativo. Apesar do clima de cumplicidade que Casares tentou transmitir em entrevista coletiva concedida no CT da Barra Funda, a coisa só se complicou desde então, após o diretor de futebol ter a certeza que não será o indicado para concorrer à sucessão do presidente no final do ano que vem. E ressaltar que seu grupo político é contra o projeto do fundo de investimento e participações (FIP) para as categorias de base em Cotia.

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