Jogada10
·29 August 2025
Botafogo tem a obrigação de passar. Vasco é franco-atirador na Copa do Brasil

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·29 August 2025
A palavra “obrigação” precisa estar fixada nos corredores do Espaço Lonier, nos assentos do ônibus da delegação, nos banheiros, na sala da comissão técnica, no local das conferências e em todas as paredes do vestiário local do Nilton Santos, estádio que recebe o jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, entre o Botafogo e o Vasco, no próximo dia 11/9, após o empate de 1 a 1, na ida. Não dá mais para tergiversar. O Alvinegro necessita vencer (nem que seja nos pênaltis) para evitar um fiasco de proporções mastodônticas: o fim da temporada no início de setembro. O Cruz-Maltino é franco-atirador. Se cair, reúne todas as condições para permanecer na Série A em 2026 e até beliscar uma vaga na Sul-Americana.
Antes deste imperativo, no entanto, o Botafogo tem de reafirmar a condição de favorito na série, algo que não aconteceu no encontro de São Januário, na última quarta-feira (27). Houve, assim, uma inversão de papéis. O Vasco parecia o time turbinado por investimentos e o protagonista que briga por G4 do Brasileirão. Afinal, tomou as rédeas do clássico, dominou a partida, criou ocasiões nítidas para virar o score e só não martelou ainda mais porque o nível do banco de reservas não acompanha o conjunto titular. A torcida anfitriã deixou a Barreira, então, em silêncio pela frustração do empate. Já o Glorioso performou como uma equipe amedrontada pelo fantasma de uma zona de rebaixamento. No fim, ficou no lucro e saiu vivo. Em 2025, aliás, o campeão nacional e continental apareceu pouquíssimas vezes.
O promissor treinador Davide Ancelotti cobra ritmo alto, transições rápidas e saídas de bola limpas do elenco. Três exigências que o time não cumpriu contra o Vasco pela forma com a qual os jogadores se perfilaram em campo. A defesa continua errando passes atrás e na intermediária. Os volantes, desentrosados e expostos, batem cabeça e marcam pouco. Os pontas não agridem, não puxam contra-ataques e deixam os centroavantes isolados. Este é o resumo do desempenho de um Botafogo extremamente confuso na Colina Histórica. Um desastre coletivo cuja culpa maior é do corpo técnico. Individualmente, apenas o zagueiro Pantaleão, o lateral-esquerdo Telles, o atacante Cabral e o goleiro John tiveram os seus lampejos.
Vem aí, depois do embate contra o Red Bull Bragantino, a Data Fifa e o recesso de mais de uma semana para o Mais Tradicional. Ancelottinho, desta vez, não vai se ancorar no argumento de não dispor de tempo para estudar o Vasco. Por favor! Que o comandante italiano aproveite, então, este período para identificar, enfim, os equívocos do primeiro confronto contra o rival e saiba que não vai ganhar o jogo com o sobrenome. O Botafogo ainda deve uma resposta para a decepção na Libertadores. Ou seja, a classificação na Copa do Brasil, esta taça apelidada de “A Maldita”. Não há outra via.
*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.
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