Jogada10
·10 July 2026
Boto freia empolgação por Almada e põe Evertton Araújo no mercado

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José Boto colocou limites públicos à postura do Flamengo no mercado de transferências. Em entrevista ao Coluna do Fla nesta quinta-feira (9), o diretor executivo de futebol comentou a possibilidade de uma investida por Thiago Almada, mas deixou claro que o clube não pretende repetir operações de alto custo sem necessidade técnica e viabilidade financeira. Além disso, o dirigente indicou que Evertton Araújo é um dos principais ativos de venda do elenco rubro-negro.
O nome de Almada apareceu nas últimas semanas como uma possibilidade para o Flamengo. No entanto, Boto adotou cautela ao falar sobre o argentino. O dirigente citou o River Plate, apontado como possível destino do meia, mas evitou cravar qualquer cenário. Ainda assim, reconheceu que o jogador tem perfil para atuar no clube.
“Almada é um exemplo como outros vários jogadores que cabem no Flamengo”, disse Boto.

Thiago Almada pertence ao Atlético de Madrid e está jogando a Copa do Mundo pela seleção argentina – Foto: Denis Doyle/Getty Images
A fala, porém, veio acompanhada de uma ressalva. Para o diretor, qualquer negociação depende de condições financeiras e esportivas. Assim, o Flamengo não pretende entrar em disputas milionárias sem que o negócio faça sentido para o planejamento.
“Não podemos mais gastar 40 milhões de euros”, afirmou.
Logo depois, Boto reforçou que esse modelo “não é sustentável para o clube”. Dessa forma, o dirigente tentou conter a expectativa sobre contratações de impacto e também sinalizou uma mudança de postura na janela.
Atualmente, Almada está com a seleção da Argentina na Copa do Mundo. Por isso, a definição sobre o futuro do meia deve ficar para depois da competição. Além disso, o Atlético de Madrid, dono dos direitos do jogador, não pretende facilitar uma eventual saída. Portanto, o Flamengo monitora o cenário, mas não trata a operação como simples.
A entrevista também serviu para Boto defender mais rigor nas contratações. O dirigente afirmou que o Flamengo não pode contratar apenas por pressão externa, por desejo de torcedores ou por repercussão de mercado. Segundo ele, a chegada de qualquer jogador precisa passar pela avaliação da comissão técnica.
“Eu tenho que ouvir o treinador antes de tudo”, afirmou.
Com isso, Boto reforçou que o Flamengo não descarta nomes importantes, mas também não pretende agir por impulso. A estratégia passa por identificar carências reais do elenco, entender as prioridades do treinador e, só então, avançar por reforços.
A fala ganha peso porque a janela do meio do ano está prestes a abrir. Além disso, o Flamengo costuma aparecer ligado a atletas de alto valor no mercado sul-americano e europeu. Agora, entretanto, o discurso da diretoria aponta para uma busca mais seletiva.
Boto também tratou da situação de Evertton Araújo. O dirigente analisou o mercado europeu e afirmou que clubes do continente costumam pagar valores mais altos por atletas muito jovens ou por jogadores que já atuam na Europa. Dessa maneira, nomes acima dos 24 ou 25 anos tendem a ter menor potencial de grande venda.
Nesse contexto, Evertton aparece como uma exceção no elenco rubro-negro. O volante ganhou espaço no time profissional nesta temporada, aproveitou a ausência de Erick Pulgar e virou titular no meio-campo. Assim, passou a chamar atenção de clubes europeus.
Boto classificou Evertton como um jogador “vendável” dentro do Flamengo. A avaliação não significa, necessariamente, uma saída imediata. No entanto, indica que o clube entende o volante como um ativo capaz de gerar receita importante na próxima janela.
O Milan já enviou proposta oficial ao Flamengo por Evertton Araújo. Além disso, Napoli e Chelsea monitoram a situação do jogador. Portanto, o volante deve ser um dos nomes mais observados do elenco rubro-negro no mercado.
A movimentação reforça a mudança de estratégia do Flamengo. De um lado, o clube olha para reforços como Thiago Almada com cautela. Por outro, também avalia saídas que possam equilibrar o planejamento financeiro. Assim, Boto tenta ajustar ambição esportiva, necessidade do elenco e sustentabilidade nas negociações.







































