Gazeta Esportiva.com
·15 January 2026
Carlos Miguel vira “denominador comum” em despedidas de ídolos de Corinthians e Palmeiras

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O goleiro Carlos Miguel foi responsável, indiretamente, pela despedida de dois goleiros históricos de Palmeiras e Corinthians. Durante a passagem pelo Timão, Cássio deixou o clube. Já na atual temporada, defendendo as cores do Verdão, o arqueiro viu o concorrente Weverton se despedir do clube alviverde e rumar ao Grêmio.
Carlos Miguel chegou ao Corinthians ainda em 2021 após rescindir contrato com o Internacional. O goleiro, que foi contratado para ser o reserva imediato do ídolo Cássio Ramos, foi contratado com vínculo até 2023 e, posteriormente, renovou com o clube alvinegro até o final de 2025.
Depois de três anos na condição de reserva, Carlos Miguel enfim teve a oportunidade de ser titular do Timão entre abril e maio de 2024. A decisão de bancar Cássio e dar uma chance ao jovem goleiro partiu do técnico português António Oliveira, que reconheceu a má fase do ídolo. O camisa 12 vinha sofrendo com questões de saúde mental.

(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)
Ao assumir a titularidade no gol corintiano, Carlos Miguel não deixou mais o posto. O arqueiro acumulou uma sequência de 11 partidas e despachou Cássio de maneira definitiva. Em maio, o ídolo deixou o Corinthians após 12 anos e disse que o ciclo tinha chegado ao fim. Em coletiva de despedida, ele deixou claro que a decisão não teve relação com a condição de reserva.
Depois de construir uma história de sucesso no Corinthians, Cássio acertou com o Cruzeiro, clube que defende desde então. Pouco tempo após a saída do experiente jogador, Carlos Miguel, que foi o responsável por substituir o ídolo, deixou o clube e se transferiu para o Nottingham Forest, da Inglaterra.
Um cenário muito parecido aconteceu com Carlos Miguel e Weverton no Palmeiras. O goleiro de 27 anos não vinha tendo oportunidades na Inglaterra e o Palmeiras, percebendo a necessidade de ter um concorrente direto para o atleta de 38 anos, aproveitou a oportunidade e contratou-o em agosto deste ano. Ele firmo contrato com o Verdão até o final de 2030.
A diferença é que, no Palmeiras, Abel Ferreira não bancou Weverton por opção. O camisa 21 sofreu uma fissura em um osso da mão direita e foi baixa na reta final da temporada passada. O treinador, portanto, passou a confiar em Carlos Miguel, que mostrou serviço na meta palmeirense. O camisa 1 assumiu o posto de vez e foi titular, inclusive, na final da Libertadores.

(Foto: Fabio Menotti/Palmeiras)
Na atual temporada, Weverton se recuperou da lesão, mas foi Carlos Miguel quem começou o ano como titular, atuando nos dois jogos do Paulista. Em meio a tal cenário, o experiente goleiro recebeu uma proposta irrecusável do Grêmio, segundo a presidente Leila Pereira. O clube tinha o desejo em renovar com o ‘Paredão’ por mais um ano, mas aceitou liberá-lo ao Tricolor gaúcho sem compensação financeira.
Agora, Carlos Miguel é o número 1 no gol do Palmeiras. Já são 14 jogos pelo Verdão, com nove sem sofrer gols. Marcelo Lomba é o segundo na hierarquia, enquanto o jovem Aranha é a terceira opção.
Ao sair do Corinthians, Cássio deixou claro que não deixou o clube por ter sido ‘rebaixado’ à condição de reserva. O mesmo discurso foi adotado por Weverton na última quarta-feira, quando foi homenageado pelo Palmeiras antes do clássico contra o Santos.
“Às vezes, as pessoas acham que o Weverton não gostaria de ficar no banco de reservas, mas acho que isso não tem nada a ver. Tem tudo a ver com você saber o teu tempo. Eu entendi, como o Palmeiras entendeu, que esse era o tempo. A história está escrita, e foi escrita de forma leal, com muita luta e sacríficio”, disse o goleiro à Cazé TV.









































