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·4 April 2026

Casos de arbitragem, Otamendi e declarações de Hjulmand: tudo o que disse José Mourinho

Article image:Casos de arbitragem, Otamendi e declarações de Hjulmand: tudo o que disse José Mourinho

O Benfica visita o reduto do Casa Pia na segunda-feira, às 20h45, num jogo a contar para a 28.ª jornada da Liga Portugal Betclic. O treinador dos encarnados, José Mourinho, realizou a habitual conferência de antevisão à partida.

José Mourinho, treinador do Benfica, em discurso direto:

Regressos das seleções: «Só o Barreiro é que vem com um problema. Neste momento ainda não posso confirmar se pode jogar ou não. O Barreiro, desde que voltou, ainda não treinou. Vai hoje ao campo a primeira vez e obviamente condicionado. E amanhã, depois do treino, decidiremos se está em condições.»


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Adversário: «Tem recuperado muito bem desde que o novo mister chegou. Tem uma identidade de jogo muito própria, capaz de criar dificuldades às equipas mais fortes. Mesmo antes da sua chegada, bem sei que de uma maneira estranha, como tantas coisas estranhas têm acontecido neste campeonato desde o início, não só ultimamente, o Casa Pia conseguiu tirar-nos pontos apesar de ter sido um jogo com coisas estranhas. E obviamente que na sua casa, ainda que emprestada, vão seguramente lutar muito pelo ponto, diria, mas pelas suas caraterísticas e maneira como jogam, até pelos pontos. São capazes de entregar o domínio do jogo ao adversário e depois punir. Por isso, esperamos um jogo difícil. Mas, mais uma vez, vamos tentar ganhar.»

Invencibilidade: «Esse fator é orgulho. E significa o caráter de uma equipa que tenta respeitar a história, o sofrimento inerente aos maus resultados que qualquer adepto sente, e mesmo em situações limite temos lutado sempre para conseguir bons resultados. E às vezes o empate acaba por ser um mal menor. Se me perguntar se preferia ter duas derrotas em vez de oito empates, obviamente. Ainda que, inerente às derrotas, e principalmente quando acontecem em jogos que não se esperam, seja um bocadinho o nosso orgulho. Claro que jogamos para ganhar e, qualquer empate que se consiga, acaba por não ser um bom resultado. Mesmo com o FC Porto e com o Sporting, e até com o SC Braga, equipas de topo, os empates não considerámos como bons resultados. Imagine os que tivemos com Santa Clara, Casa Pia... O objetivo não é esse. Mas não temos perdido até agora e isso significa qualquer coisa em termos da nossa qualidade e profissionalismo, bem como o respeito pelo Benfica.»

Aursnes: «Não, não está recuperado.»

Possível saída de Otamendi: «O 'se' não existe. Ou sai ou não sai. E neste momento isso não existe. É uma coisa que está mais nas mãos do jogador do que propriamente do Benfica. E se o Benfica estará preparado para a saída de um jogador como o Otamendi? Estará no sentido em que tem dois grandes centrais, o António e o Tomás, jovens, jogadores de Seleção, com muita experiência de Benfica, com braçadeira de capitão quando não estão os outros, e são dois jogadores nos quais tenho a maior confiança. Se na próxima época não houver Otamendi, António e Tomás dão garantias. Mas obviamente que o Benfica teria de ir ao mercado para colmatar a saída de um jogador com a capacidade, experiência e liderança do Otamendi.»

Resposta de Hjulmand: «As declarações que ele fez foram extremamente educadas, não há nenhum problema pessoal. Mas, de facto, é um caso a pensar muito relativamente aos próximos jogadores estrangeiros que possam entrar no Benfica na próxima época. Quando um jogador chega a um país estrangeiro e quer aprender a língua, o idioma, isso é uma coisa que nós, enquanto portugueses, elogiamos. Foi uma coisa com a qual me preocupei sempre quando fui treinador no estrangeiro, mas os objetivos normalmente são uma maior integração social num novo país, fazermos melhor o nosso trabalho no relacionamento com os nossos colegas. Uma melhor comunicação não só com a população do país, mas também da nossa 'cor'. Mas o motivo pelo qual queremos aprender um idioma ser para comunicarmos melhor com os árbitros... É verdadeiramente fantástico e uma coisa que, se calhar, quando os jogadores do Benfica cá chegarem na próxima época, será essa a nossa motivação para os tentar forçar a aprender português rapidamente. Acho que é uma situação fantástica.»

Casos recentes de arbitragem: «Hoje por acaso cheguei aqui e, como sempre, só há um que chega antes de mim, que é o Gonçalo. E vi a primeira página dos dois jornais mais tradicionais e quando vi a primeira página pensei 'não se passa nada'. Páginas lindíssimas com um miúdo que jogou, foi aniversariante e fez golo, mas fazem com que quem não tenha visto o jogo pense que não aconteceu nada. E é nesta base do 'parece que não acontece nada' que já vimos desde o início da época. E esse é que é o problema. Esquecemo-nos do jogo do Nacional, em Famalicão em Alvalade, de muita coisa que vem do princípio da época. Não sei muito bem o que lhe deva dizer, mas focando-me só - e tão só - para não ir mais longe, em três jogos com o Santa Clara... Está tudo aí.»

Conta com António Silva e Otamendi? «Claro. Têm contrato, são os dois importantes para o Benfica. Eu, enquanto treinador e não enquanto gestor, obviamente que quero ter os melhores jogadores possíveis. Gostava que ficassem os dois, obviamente que sim. O presidente sabe, o diretor Mário Branco também sabe, mas sei em que ano estou. Não estou em 1960 ou 1980, sei o que são mercados, financial fairplays, todas as situações do futebol atual. E como treinador, não me posso fechar numa zona que é a minha e não compreender outras que não são minhas diretamente. Se eventualmente chegarmos a uma situação em que o Benfica tenha de, ou queira vender um jogador dos quais considero importantes na continuidade, não será um drama. Terei obviamente de aceitar e depois tentar organizar-me de outra maneira. Mas se gostava de ficar com eles.»

Palavras do treinador do Sporting sobre a necessidade de crescer para o futebol português melhorar: «O Rui [Borges] é muito inteligente. Mais do que aquilo que as pessoas pensam.»

Renovação de Banjaqui e gestão com Bah e Dedic: «Fácil de gerir. Difícil é quando não os temos. E se você reparar, neste momento, porque eu considero tanto o Banjaqui como o Neto jogadores de primeira equipa, temos cinco laterais para duas posições. De um modo muito objetivo. Um deles tem 17 anos, o outro tem 18 recém-celebrados. Temos três homens e dois miúdos de grande potencial. Não fui eu que os desenvolvi, mas fui eu que lhes dei a confiança. Ter estes cinco jogadores não é um problema, é um privilégio. E em condições normais, se perguntar ao treinador e este for só treinador, acho que é a situações ideal para o Benfica na próxima época. Os miúdos cada vez menos vão sendo miúdos e cada vez mais vão sendo homens. E eventualmente, no final da próxima época, o Benfica possa olhar de maneira diferente para esse grupo de cinco jogadores.»

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