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·26 May 2026

CBF propõe reformulação de horários no Brasileirão

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou uma proposta de reformulação profunda na grade de horários do Campeonato Brasileiro. Durante a segunda rodada de reuniões sobre a criação da liga com os clubes, a entidade expôs a necessidade de abandonar as partidas do fim de noite para focar em confrontos diurnos. O principal objetivo da mudança é alavancar a presença de público nos estádios e valorizar o produto nacional.

A iniciativa é respaldada por um estudo minucioso realizado pela própria confederação entre os anos de 2023 e 2025. O levantamento cruzou os horários dos embates com a taxa de ocupação das arquibancadas, gerando um coeficiente de atratividade para cada agremiação. A cúpula da entidade admite nos bastidores que o modelo vigente prioriza o encaixe comercial e televisivo, deixando o torcedor local em segundo plano.


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Os cinco pilares da mudança e o veto ao domingo à noite

Para reverter o esvaziamento das praças esportivas, o planejamento da CBF possui cinco tópicos principais que atacam diretamente os gargalos do calendário atual. A grande prioridade será o investimento em partidas com luz natural, reduzindo o excesso de confrontos noturnos que hoje afasta famílias e prejudica o transporte do torcedor na volta para casa.

A janela das 19h no meio de semana e os jogos de domingo após as 20h foram identificados como os piores índices de público do campeonato. Curiosamente, o levantamento apontou que a faixa das 20h aos sábados não é rejeitada pelos espectadores. Diante disso, a CBF propõe reavaliar esses períodos críticos e, em contrapartida, ampliar de forma agressiva o uso do horário das 11h da manhã de domingo em praças e períodos do ano onde o clima seja favorável.

Desafio de conciliação e inspiração no modelo europeu

Implementar a nova distribuição de horários não será uma tarefa simples, já que a confederação precisa costurar um acordo que atenda a interesses divergentes. O planejamento obrigatoriamente terá que equacionar as exigências das detentoras dos direitos de transmissão, as datas das competições continentais da Conmebol, o intervalo mínimo de 66 horas de descanso dos atletas e questões complexas de segurança pública urbana.

Outra meta traçada pela CBF é diminuir drasticamente o conflito de horários entre as Séries A e B para impulsionar a audiência de ambas as divisões. O diagnóstico geral apresentado aos dirigentes aponta que o futebol brasileiro está excessivamente noturno quando comparado a potências consolidadas como a Premier League inglesa, La Liga espanhola e a Bundesliga alemã.

Nos últimos três anos, o Brasileirão chegou a registrar impressionantes 55 combinações diferentes de dias e horários. A faixa mais tradicional — domingo, às 16h — correspondeu a apenas 17% do calendário global. A intenção da CBF ao liderar esse debate técnico é justamente padronizar e revigorar essa janela clássica, visando aumentar o valor de mercado da competição antes que se discuta a divisão de receitas da futura liga.

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